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Brasil atinge recorde de 215,2 milhões de cabeças de gado

boi no pasto _- gado em folhapresss, por rogério cassemiro

boi no pasto _- gado em folhapresss, por rogério cassemiro

setembro 29, 20161
Rio de Janeiro
Vinicius Lisboa – Repórter da Agência Brasil

A população de cabeças de gado bovino em fazendas brasileiras cresceu e atingiu o recorde de 215,2 milhões de animais em 2015, com um aumento de 1,3% sobre 2014. Os dados foram divulgados hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa da Pecuária Municipal.

O crescimento de 2015 foi o maior desde 2011 e representa uma aceleração após a queda causada pela seca de 2012 e a variação próxima de zero registrada em 2013 e 2014.
Em uma análise regional, a população de gado cresceu mais no Norte (2,9%) e teve queda no Nordeste, com -0,9%.
O Centro-Oeste teve variação de 2,1% e continua a ser a região que concentra a maior criação, com 33,8% da participação nacional. O IBGE aponta que a região conta com “grandes propriedades destinadas à criação de bovinos e produtores especializados, possuindo clima, relevo e solo favoráveis à atividade, como também grandes plantas frigoríficas que têm impulsionado o abate em larga escala”.
Saiba Mais
Produção de tilápia aumenta 9,7% no Brasil, diz IBGE
Rebanho suíno brasileiro cresce 6,3% e passa de 40 milhões
Mato Grosso é o estado com a maior criação de gado, com 13,6% do total nacional. Entre os cinco primeiros colocados, Goiás aparece em terceiro e Mato Grosso do Sul em quarto, com 10,2% e 9,9% do total.
Os dados fazem parte da Pesquisa da Pecuária Municipal de 2015. Ela constatou que, nos últimos anos, o Sul e o Sudeste do país têm registrado estagnação da bovinocultura de corte, enquanto a produção de bovinos tem se deslocado para o Norte. A atração é explicada em parte pelo instituto por meio dos baixos preços das terras, disponibilidade hídrica, clima favorável, incentivos governamentais e abertura de grandes plantas frigoríficas.
Queda na produção de leite
O aumento do efetivo total de bovinos não se refletiu no número de vacas ordenhadas, que caiu 5,5% em 2015. Todas as regiões acusaram queda dessa atividade, que teve a maior redução no Nordeste, com -9,5%.
O Sudeste responde por 34,3% do número de vacas ordenhadas, e Minas Gerais tem a atividade mais forte, com 24,9% do efetivo nacional.
A produção de leite teve queda em 2015, com 0,4% a menos que 2014, e caiu para 35 bilhões de litros. O Sul é o maior produtor de leite no Brasil desde 2014 e contribuiu com 35,2% da produção nacional em 2015.
A produtividade das vacas da região Sul é a maior do Brasil. Enquanto a média do país é que uma vaca produza 1.609 litros de leite por ano, no Sul a produtividade é de 2.900 litros. Em relação a 2014, houve um aumento de 3,9% desse resultado.
Apesar disso, Minas Gerais continua a ser o maior estado produtor de leite do país, com 26,1% da produção nacional.

 luis-gado


Sobre a fase 2 do golpe, as eleições e o passaporte

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A eleição de outubro será a marca de corte de uma nova etapa do golpe, a sua fase 2. Muito mais dura, muito mais violenta, muito mais anti-democrática, muito mais objetiva em relação aos objetivos que levaram à grande articulação para derrubar Dilma.
O que se está vendo até agora não é nem o café pequeno do grande banquete que vem sendo preparado para contentar não só as elites econômicas, como os mais variados interesses que se uniram neste projeto.

rua e ninja
Até as eleições, Temer e seus aliados vão tomar cuidado. Porque eles sabem que têm necessidade da desculpa das urnas para dar alguma legitimidade ao que virá.
Mesmo que seja uma legitimidade ilegítima, a mídia já prepara o discurso do dia seguinte eleitoral.
O PT será o maior derrotado nas urnas (e ao que tudo indica isso de fato ocorrerá) e a interpretação será a de que o Brasil quer seguir em frente. Não está mais disposto a olhar para trás. E que os votos no PT deram esse recado.
A interpretação permitirá, entre outras coisas, agir de forma muito mais violenta com os movimentos sociais, que serão tratados como braço armado do petismo.
A fase 2
Entre os acordos do golpe, o mais importante é o econômico. Ele prevê privatizações em massa, entrega do Pré-Sal, reforma da previdência, com ampliação do tempo de trabalho, e reforma trabalhista, que deve aumentar a jornada de trabalho e permitir contratações com imensa flexibilidade, o que enterrará a CLT.
Os dois últimos pontos são altamente tóxicos do ponto de vista social e vão ser fundamentais, quando de fato se tornarem propostas no Congresso, para engrossar o caldo das ruas.
Esses manifestações se forem crescendo poderão parar o país num grande Fora Temer. E o governo, cujo ministro da Justiça, Alexandre Moraes, é “especialista” em lidar com movimentos sociais, sabe disso.
E tem uma fórmula que considera imbatível para lidar com o problema. Bombas, porrada, prisões arbitrárias e a transformação dos atos em imensas zonas de conflito, para amedrontar os mais cuidadosos.
Depois das eleições, haverá uma enxurrada de prisões de lideranças sociais em todo o país. Num primeiro momento as secundárias, para buscar a desarticulação dos movimentos, mas se isso não for suficiente, a mira vai se deslocar para gente como Boulos, Stédile, Wagner da CUT, presidentes de sindicatos importantes, lideranças dos movimentos de mulheres, a garotada do Levante, do MPL, da UNE etc.
Até agora, por exemplo, o governo Temer não deu explicação alguma para o caso do capitão do Exército que estava infiltrado em movimentos de jovens. Como se aquilo não representasse uma grave ameaça à democracia.
A mídia e os nossos tão atentos repórteres e colunistas desses veículos tradicionais, também ignoraram o fato.
Mas esse é um pedaço importante do rabo que deixa à vista o pitbull do golpe.
Esses agentes estão atuando em todos os cantos do país não só para passar informações, como para criar tumultos e plantar provas que levarão vários manifestantes à cadeia.
A prisão dessas lideranças será justificada sempre como em defesa da ordem e da democracia. E a partir de outubro/novembro estará ancorada no discurso do resultado eleitoral. Na história da minoria que quer bagunçar com o país.
A perseguição terá outros capítulos
Se as lideranças sociais da cidade serão presas e se no campo pode vir a ocorrer a eliminação pura e simples de muitas delas, o clima de terror não está limitado a esses grupos.
Em setores médios, por exemplo, haverá uma imensa caça às bruxas daqueles que não estiverem dispostos a fazer a lição de casa do golpe.
Nas redações dos veículos tradicionais ainda há uma parcela de 10% a 20% de jornalistas que são corretos. A grande maioria, infelizmente, ou faz cara de paisagem ou assumiu o discurso dos donos dos veículos, que estão entre os principais acionistas do que virá.
Os jornalistas corretos serão intimidados a se calar ou a aderir. Caso não aceitem, serão demitidos. O medo, colocará muitos em situação de submissão. A coragem, fará muitos se tornarem donos do próprio nariz em novos veículos de resistência que serão criados.
Mas a situação dessa nova mídia, mais independente e livre, também não será fácil. O envolvimento do poder judiciário com muito do que virá não será algo apenas para inglês ver. Como nunca foi nos golpes que o Brasil já viveu. E a judicialização será o caminho para derrotar a blogosfera.
Alguns blogueiros já estão gastando mais tempo com advogados do que com produção de reportagens e artigos. E a tendência é a intensificação deste caminho por parte não só do governo, mas de todos os setores que compõem a nova aliança de poder.
Artistas e grupos culturais dissonantes também serão acossados, como já ficou claro na perseguição a Aquárius. Haverá ainda imensa asfixia econômica às universidades públicas e instituições de pesquisa. Exatamente para limitar a ação dos setores de opinião mais independentes.
Programas sociais
O governo não vai desmontar todos os programas sociais de uma vez. Vai fazê-lo aos poucos e garantindo que restem exatamente aqueles que permitirão maior controle da base atingida.
Essa estratégia será utilizada para fortalecer o campo político aliado nas regiões onde as ações dos governos Lula e Dilma provocaram maiores transformações, em especial no Norte e no Nordeste.
Programas que hoje são gerenciados de forma técnica serão municipalizados para se transformarem em moeda eleitoral. O governo federal entrará com os recursos. E os aliados municipais garantem o cabresto. Até porque o PMDB sabe que fortalecer o cabresto municipal é a sua chance de continuar à frente do governo central.
Se isso vier a dar certo, em pouco tempo boa parte das bases sociais do Lulismo poderão voltar à dependência do passado e acabarão não tendo muita condição de reagir à tutela dos coronéis locais.
Como já ensinou o velho Marx, o lumpesinato não faz a revolução. E sequer consegue resistir.
Nas grandes cidades, o aumento do desemprego e da injustiça social também vai produzir novos bolsões de miséria. E uma imensa nova geração de lúmpens.
A Lava Jato e 2018
É fato que essa agenda não é assim tão simples de se impor por conta das contradições da sociedade e dos conflitos internos dos grupos que se aliaram para o golpe. Mas é este o projeto que está na mesa. É o projeto que será tentado não num parto natural, mas à fórceps.
É isso que com um detalhe aqui ou acolá passa pela cabeça de todos que se uniram nessa aventura monstruosa de colocar a democracia brasileira em risco.
Na cabeça desse grupo não há espaço para perder as eleições de 2018, mesmo que seja necessário dar um novo golpe, que seria a fase 3, implantando um semi-presidencialismo e unificando todas as eleições para 2020.
A Lava Jato, depois da denúncia contra Lula, já chegou onde deveria. E a própria denúncia contra Lula, pode ter decretado o seu fim.
A vaidade de Deltan Dellagnol parece ter sido fatal para a operação. E já há quem trabalhe com a hipótese de que o bad boy com cara bom moço foi encorajado a fazer uma peça acusatória, mesmo que sem sentido e frágil, para que pudesse vir a ser desmoralizado depois.
Não há outra explicação para os textos de um certo blogueiro da Veja que não seja a voz de um ministro do Supremo com o qual ele compartilha longos telefonemas. E ao mesmo tempo os interesses de um certo ministro das Relações Exteriores que ele chama de amigo. E de quem se orgulhava de compartilhar da “intimidade da família”.
O blogueiro saiu atirando na acusação de Dallagnol mesmo sem lê-la, como pode ser conferido no seu primeiro texto sobre o tema.
Sinto informar, mas enganou-se redondamente quem comemorou a ação como um ato de honestidade intelectual. O que se deve depreender daquilo é a tentativa de fazer a Lava Jato subir no telhado. Mas não sem antes empurrar Lula do telhado das acusações que ele vem enfrentando com dignidade e coragem de admirar.
Voltando às eleições
O campo progressista tem pouca margem de atuação neste momento. O momento é muito mais de esperar os erros do lado de lá pa
É quase certo que as urnas de outubro trarão notícias terríveis para o PT e muito ruins para os outros partidos aliados dos governos Lula e Dilma.
Mas mesmo neste mar revolto, algumas coisas deveriam ser tentadas. E há o que se tentar.
Em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e Fortaleza, por exemplo, que são grandes e simbólicas, há em menor ou maior dose, alguma chance de vitória do campo progressista. Ou mesmo de derrotas menos impactantes.
Se a hipótese de que uma derrota fragorosa da esquerda pode levar ao endurecimento das ações do governo faz sentido, seria razoável buscar com todas as forças acordos ainda no primeiro turno que evitassem, por exemplo, que candidaturas progressistas morressem abraçadas já nesta fase inicial.
Um movimento nacional de unificação de candidaturas com o objetivo de defender a democracia e tentar garantir desde já alguma unidade para o que virá deveria ser tentado e colocado como ponto central das articulações nos próximos dias.
E os movimentos sociais é que deveriam chamar os partidos para sentarem e construírem acordos, porque mais do que os partidos, quem vai pagar a conta principal da repressão na fase 2 do golpe serão os movimentos.
Mesmo se isso vier a acontecer será muito difícil sair dessa eleição cantando vitória. Mas não é disso que se trata agora. É de buscar criar um campo de alianças mais solidário, generoso e capaz de resistir.
Que entenda o momento atual com a dimensão que ele tem e não como um pequeno freio de arrumação que pode garantir a alguns um pouco mais de espaço no futuro breve.
Se o golpe for bem sucedido na sua fase 2 vai sobrar muito pouco para o campo progressista nos próximos cinco a dez anos. E pode ser ainda pior. Talvez isso permita empinar um projeto baseado numa ação de força para até 15, 20 anos.
Um projeto com base num sistema de exceção um pouco mais sofisticado, mas na mesma linha do Brasil ame-o ou deixe-o é o que se vai tentar.
E aí, amigos, como já disse o Jânio de Freitas, talvez o  passaporte atualizado seja muito mais do que um capricho, mas uma necessidade para conseguir resistir e sobreviver.
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Ex-votos do Brasil – Arte e folkcomunicação, o livro

Lançado pela Quarteto Editora, em 13 de julho de 2016, o livro Ex-votos do Brasil – Arte e folkcomunicação traz a riqueza das manifestações populares, o simbolismo das práticas Ex-votivas e as marcas da religiosidade popular nos textos dos seis pesquisadores que assinam a obra. Um dos autores, José Cláudio Alves de Oliveira é, também, o organizador do livro. É dele a foto da capa (sala de milagres do Convento do Carmo, em São Cristóvão, Sergipe).

A foto da quarta capa é de Flávia Maciel (Ex-voto pictórico da sala de milagres da Igreja de Nossa Senhora D’Ajuda, em Trancoso, na Bahia).

O conquistense José Cláudio reforça, assim, o time dos escritores de Vitória da Conquista. O seu objeto de pesquisa são os Ex-votos, desde os primeiros livros e artigos por ele lançados. Sobre o seu início, escreve a Dra. Maria Helena Matue Ochi Flexor, na segunda capa do livro (acima).
Ex-voto do latim, com Ex representando “a causa de, em virtude de. Voto, a promessa. E por força de uma promessa, de um voto; (abreviação de ex-voto suscepto – o voto realizado ) é o presente dado pelo fiel ao seu santo de devoção em consagração, renovação ou agradecimento de uma promessa atendida, de uma graça alcançada. As expressões votivas são tradicionalmente reconhecidas sob as formas de pinturas ou desenhos, figuras esculpidas em madeira, modeladas em argila ou moldadas em cera, muitas vezes representando partes do corpo que estavam adoecidas e foram curadas.

Ex-voto do latim, com Ex representando “a causa de, em virtude de. Voto, a promessa. E por força de uma promessa, de um voto; (abreviação de ex-voto suscepto – o voto realizado ) é o presente dado pelo fiel ao seu santo de devoção em consagração, renovação ou agradecimento de uma promessa atendida, de uma graça alcançada. As expressões votivas são tradicionalmente reconhecidas sob as formas de pinturas ou desenhos, Perfil dos autores - Afiguras esculpidas em madeira, modeladas em argila ou moldadas em cera, muitas vezes representando partes do corpo que estavam adoecidas e foram curadas.

Folkcomunicação (na pesquisa da Wikipédia)  é uma disciplina científica que tem como objetivo o estudo dacomunicação popular e o folclore na difusão de meios de comunicação de massa. A denominação inicial, bem como seu conteúdo, foram criados pelo professor Luiz Beltrão, em 1967.

Luiz Beltrão afirma que a folkcomunicação é a comunicação de grupos sociais rurais e urbanos, marginalizados social e culturalmente, sem acesso ou representação nos meios de comunicação estabelecidos (imprensa, rádio, televisão) e precisam comunicar aos seus pares alguma informação. Folkcomunicação é, assim, o processo de intercâmbio de informações e manifestação de opiniões, ideias e atitudes da massa, através de agentes e meios ligados direta ou indiretamente ao folclore.

As manifestações da folkcomunicação podem se dar na forma de cantadores, ex-votosfolhetos de cordelfrases de para-choque de caminhão, grafite, entre outras.
Daí a importância desse livro, resgata e mantém viva essa parte essencial da cultura . Veja o perfil dos autores.
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Capa (1)


Branded content: o tamanho desse negócio

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Vlogueira Gabbie Fadel no Snapchat do HuffPost Brasil: influenciadora foi uma das convidadas para o projeto “100% Carioca” feito pelo estúdio Abril Branded Content para PayPalEstúdio ABC
Apresentado por 
Nunca foi tão difícil capturar a atenção das pessoas. Diante da oferta quase infinita de informação, passamos a editar o que consumimos. A batalha das marcas não é mais apenas pela audiência, mas pela atenção exclusiva do usuário.
Os publishers e as grandes marcas sabem que só conteúdos que entregam um valor real são percebidos. Não importa se é editorial ou se é patrocinado por uma marca: precisa ser útil, informativo, educativo e/ou divertido. Este é o princípio do branded content, o conteúdo feito para (e pelas) marcas com foco em seus clientes e consumidores.
Diferente da publicidade tradicional, este tipo de conteúdo propicia às marcas uma interação mais orgânica e menos interruptiva com o público. E por isso, estabelece uma relação de confiança e transparência.
“O branded content é menos centrado no que a marca quer prometer, vender e dizer sobre si mesma e mais orientado às pessoas. Com o máximo de relevância e propósito”, explica Patrícia Weiss, chairman do Branded Content Marketing Association (BCMA), consultora e produtora executiva da asas.br.com.
Não à toa, este mercado está em franco crescimento no mundo todo.
De acordo com a divisão de inteligência do site Business Insider, no mercado americano o faturamento com branded content saltará de U$ 8 bilhões em 2015 para U$ 21 bilhões em 2018.
Outro estudo, mais recente, realizado com 140 executivos de editoras de revistas em 39 países, mostra a expectativa de que 33% da receita de publicidade dos publishers virá de branded content nos próximos dois anos.
A pesquisa Native Advertising Trends 2016 – uma parceria do Native Advertising Institute e da FIPP Network for Global Media – mostra também que 52% dos publishers já oferecem branded content e outros 37% acham provável incluí-lo em seus planejamentos de marketing.
Mercado brasileiro
No Brasil, a Editora Abril, líder do mercado de revistas, estima que 30% de suas propostas comerciais envolvam branded content por meio de seu estúdio, o Abril Branded Content.
“Por aqui, o foco ainda é sempre em impacto, volume e multidão, e menos na experiência de como provocar e expandir a conversa e o relacionamento com a audiência a partir de um conteúdo relevante”, ressalta Patrícia Weiss.
Seguindo a tendência do mercado americano, os principais publishers brasileiros – Estadão, Folha, Globo e Abril – criaram áreas especializadas em produção de conteúdo para marcas.
“Marcas que se associam a um publisher para fazer branded content ganham credibilidade, alcance, contexto e a expertise de contar boas histórias”, explica o jornalista Edward Pimenta, diretor do Abril Branded Content. “Em um ano, produzimos mais de 1200 conteúdos para 140 marcas. E a tendência é só crescer”, finaliza Pimenta.
Antônio ‘Kibe Loco’ Tabet participou da Sandero R.S. Race, websérie transmídia produzida pelo estúdio Abril Branded Content para Renault em parceria com Big Bonsai e Neogama BBH
Reprodução/YouTube
Antônio Kibe Loco Tabet participou da Sandero R.S. Race


HISTÓRIA DE FLORINDA SANTOS, A “MULHER DE ROXO”
Roberto Rabat Chame .’.37 Comentários »
01A MULHER DE ROXO
Sempre de roxo, com roupas que lembravam o hábito usado pelas freiras, ela costumava perambular e dormir pela Rua Chile e imediações. Teria nascido em 1917 e morrido em 1997, aos 80 anos. Dizem que foi moça instruída, de boa família e que teria enlouquecido por causa de uma grande desilusão amorosa. O final da vida da Mulher de Roxo foi triste, assim como a sua imagem em vida, marcada pelo abandono de todas as coisas.A história de Florinda Santos, a conhecida Mulher de Roxo, se transformou numa lenda urbana, uma figura mitológica conhecida por todos da localidade. Não importava se o dia era de chuva ou de sol, ela nunca faltava. Era só as portas do comércio da Rua Chile abrirem e dona Florinda já se encaminhava para a entrada da Slopper. Vestido com roupa de veludo violáceo, iniciava o ritual diário. Andava de um lado para o outro, falava sozinha e sempre pedia dinheiro. Tudo com muita educação. Afinal, dizia-se que a Mulher de Roxo, personagem dos tempos diários do centro da cidade, vinha de boa família.
Andava descalça com longas mantas, um torço e um enorme crucifixo. Tudo isso dava a ela um ar meio santo, meio louco, meio andarilho e meio mendigo. Algumas vezes a dama desfilou com uma roupa de noiva, com direito a buquê, véu e grinalda. Com todos esses componentes cênicos, contraditórios e demasiadamente humanos, a mulher de roxo despertou sentimentos em toda a cidade, medo e respeito, pena e carinho.
A DAMA DE ROXO RUA CHILE_2Qual sua origem? Poucos sabem direito. Uns defendem a tese de que havia perdido a fortuna e enlouquecido; outros apregoavam que teria visto a mãe matar o pai e depois suicidar-se; terceiros garantiam, ainda, que ela perdera a filha de consideração e a casa, na Ladeira da Montanha, numa batalha contra o jogo. Outros ainda contam que ela enlouqueceu porque teria sido abandonada no altar. Em outros depoimentos, aparece como uma bela mulher, a mais cortejada dentre as freqüentadoras do chá no final da tarde na Confeitaria Chile e como ex-professora em Paripe. Florinda, que nunca contou a ninguém, sua verdadeira história, perambulava com suas vestes roxas, inspiradas nas roupas das suas santas de devoção.
  Vestida de freira, circulando livremente pela rua mais badalada de Salvador. A estranha indumentária, que incluía ainda um grande crucifixo, a transformou na Mulher de Roxo, a principal lenda urbana da capital. Foi assim que Florinda, a mendiga que jurava ser rica, passou a ser a personagem lendária, surgida, do nada, em frente à loja Sloper, nos anos 60 do século XX, em Salvador. Quando se enfeitava, com maquiagem forte no rosto e nos lábios, ela usava o espelho retrovisor dos automóveis estacionados. Como sanitário, servia-lhe qualquer território mais calmo. A Rua Chile era sua verdadeira casa, seu mundo, seu reinado. A intimidade com a rua era tão grande que ela sempre andava descalça. Na fachada da loja Sloper, localizava-se o seu trono de sarjeta. Na Rua Chile, chegava sempre muito cedo, circulava pelo centro e só recolhia o seu saco preto ao meio-dia, quando almoçava. Ao final do dia, voltava, andando, ao albergue noturno da prefeitura, situado na Baixa dos Sapateiros.
Muitas reportagens foram publicadas na época sobre a mulher de roxo ou dama de roxo. O jornalista Marecos Navarro gravou uma entrevista exclusiva com ela e é um dos raros documentos em que é possível ouvir a voz de Florinda. Em 1985 o cineasta baiano Robinson Roberto documentou um vídeo em Super 8 em que a mulher de roxo diz morar no albergue há três anos, e revela pertencer à família Rainha Princesa. Foi também personagem retratado na Galeota Gratidão do Povo, painel de 160 metros quadrados pintado por Carlos Bastos, que decora o plenário da Assembléia Legislativa.Resultado de imagem para sloper e mulher de roxo
Ela era tão cinematográfica que até inspirou um personagem do cineasta Glauber Rocha no filme O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969). A moça de manta roxa do filme era baseada na lenda viva da Rua Chile. Ela também inspirou o documentário A Mulher de Roxo, produzido pelo Pólo de Teledramaturgia da Bahia. O vídeo de 12 minutos, dirigido por Fernando Guerreiro e José Américo Moreira da Silva, mistura documentário e ficção. Haydil Linhares é uma das atrizes que vive Florinda Santos, a Mulher de Roxo.
A Mulher de Roxo também usava vestes pretas e, segundo o jornalista Anísio Felix, até vestido de noiva, mas no geral roupas de veludo grosso no inclemente calor da Bahia. Passava o dia nas imediações da Casa Sloper, loja departamento da Rua Chile. No Carnaval, Florinda deixava o local e ia para outra área da cidade menos movimentada.

Tornou-se um personagem folclórico, querido pelos baianos, uma lenda urbana. Veio falecer em 1997 depois de acolhida pela Irmã Dulce. Florinda inspirou documentários, peças de teatro e até um personagem de Glauber Rocha no seu filme “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, rodado em 1969. E é a Mulher de Roxo, uma das imagens do famoso painel do artista Carlos Bastos que retrata personalidades baianas, exposto na Assembléia Legislativa.
A personagem lendária da Rua Chile hoje é só lembrança. Se em vida foi famosa ou anônima, rainha ou plebéia, foi uma lenda urbana de Salvador. Enclausurada em si mesma, ninguém conheceu sua verdadeira história, de riqueza ou pobreza, de princesa abandonada no altar ou professora. Talvez ela fosse tudo que sempre queria – uma personagem lendária que sobrevive no imaginário popular.
Longa vida para essa dama/santa com sua aura de mistério.a mulher de roxo
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