Arquivo da categoria ‘cultura’

mam ba pet _

Publicado: setembro 13, 2021 em cultura, divulgação

MAM-Bahia inicia ‘Projeto Pet Friendly

A cadelinha Pepinha (fotos) tem 2,5 anos de vida e nasceu na zona rural do município de Várzea da Roça, na região centro-norte da Bahia, onde era acostumada a caçar. Na última sexta-feira (10), já morando em Salvador, ela fez uma programação diferente: juntamente com seus donos, a jornalista Maria Paula Marques e o advogado Pedro Nabuco, ela assistiu ao pôr do sol no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-Bahia), complexo arquitetônico-histórico do Solar do Unhão originário do século XVII e localizado às margens da Baía de Todos os Santos.
“É um passeio muito bom e Pepinha está super tranquila”, disse Maria Paula sobre a reação da cadelinha estar à beira-mar apreciando o pôr do sol, com Pedro e um grupo de amigos. “Só nos pediram para mostrar o saquinho plástico, obrigatório para trazer animais de estimação aqui”, completou Pedro. A cadelinha também usava coleira e correia/guia segura pelos donos. Esse momento aconteceu graças ao ‘Projeto Pet Friendly’ do MAM-Bahia iniciado neste mês de setembro.
ESPAÇOS ABERTOS e REGRAS – “Iniciamos a liberação controlada para acesso de animais de estimação nos espaços externos do museu”, explica a coordenadora-geral do MAM-Bahia, Marília Gil. Segundo ela, o museu dispõe do Pátio da Mangueira com cerca de 520 m² e o Pátio do Pôr do Sol com mais de 1.600 m². “Esses espaços são amplos possibilitando que as pessoas fiquem com distância regulamentar e ainda com a brisa do mar, resultando em áreas seguras e saudáveis para todos”, completa Marília Gil.
‘Pet Friendly’ é uma expressão em inglês utilizada em todo o mundo e que significa ‘amigos de animais domésticos’. O termo é usado por lugares onde os animais domésticos são bem-vindos e aceitos. Mas para os pets terem acesso no MAM, existem regras. Cães e gatos são permitidos desde que adestrados e com suas coleiras e guias/correias para o controle dos seus donos. “Os donos dos animais de estimação devem trazer sacos plásticos para recolhimento de fezes e colocação nas lixeiras do museu, caso ocorra essa necessidade”, relata Marília.
  Já animais de grande porte, como das raças pit bull e rottweiler, dentre outras, só são aceitos com guias e focinheiras de segurança e a responsabilidade legal dos donos. Pets em espaços expositivos internos (Capela e Casarão) só serão aceitos se forem cães-guias treinados para deficientes visuais. “A Lei n°11.126/2005 fornece direito ao portador de deficiência visual permanecer em ambientes de uso coletivo acompanhados de cães-guias”, diz a coordenadora Marília.
BRASIL, EUROPA e ESTADOS UNIDOS – Não são todos os museus que aceitam pets. No Brasil não é comum. Em Salvador, o MAM-Bahia é o único museu que se intitula como ‘Pet Friendly’ através desse projeto. É mais usual encontrar hotéis, padarias, cafés, restaurantes e até livrarias que aceitam pets, mas não museus.
Na Europa muitos museus aceitam pets. Na Itália, por exemplo, o Museu Nacional do Automóvel (Turim) e o Museu Arqueológico (Nápoles), dentre outros. Nos Estados Unidos, o San Luis Obispo Museum of Art, The Western Railway Museum e o Southern Railway Museum (Califórnia). Em Portugal aceitam pets o Museu de Olaria (Barcelos) e o Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva (Lisboa), dentre outros.
EXPOSIÇÃO e CAFÉ – Além de passearem com os pets, os donos podem visitar a exposição em cartaz ‘O museu de Dona Lina’ aberta até 10 de dezembro no MAM. A visitação é de terça a sexta-feira, sempre das 13h às 17h. Ainda em setembro (2021) a mostra abrirá também aos finais de semana. Já o Café Saladearte fica aberto, de terça à sexta-feira, das 12h às 19:30h.
A entrada e o estacionamento (capacidade p/mais de 50 veículos-passeio) no museu são gratuitos. Mais informações: acompanhe nossas redes sociais (instagram e facebook) ou via telefone (71) 31176132, com atendimento das 9h às 12h e das 13h às 15h. O MAM é vinculado ao Instituto do Patrimônio (www.ipac.ba.gov.br/museus) da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA).
Em 13.09.2021, Assessoria de Comunicação – MAM
Geraldo Moniz de Aragão (1498-mte.ba)
geraldomoniz.mam@gmail.com, 071 99102.7394
Fotos de grupos/áreas MAM: Geraldo Moniz 1498mtba
Fotos aéreas: @daniel.pujol
Museu de Arte Moderna da Bahia
Av. Contorno, s/n°, Solar do Unhão
CEP 4006-060 Salvador Bahia

ogum

Publicado: novembro 14, 2020 em cultura, igreja e fé

via Claudia Sampaio<

Mitologia Yorùbá

OGUM, SENHOR DAS TÉCNICAS E ARTES Dentre os orixás africanos mais populares no Brasil e em Cuba, países em que o conhecimento de Ifá se estabeleceu com significativa força, está certamente Ogum. Creio também que Ogum é, por incrível que pareça, um orixá mal compreendido do lado de cá do Atlântico.

Ogum ocupa, na mitologia dos iorubás, a função do herói civilizador e senhor das tecnologias. Foi ele, por exemplo, que ensinou o segredo do ferro aos demais orixás e mostrou a Oxaguiã como fazer a enxada, a foice, a pá, o enxadão, o ancinho, o rastelo e o arado. Desta maneira permitiu que o cultivo em larga escala do inhame salvasse da fome o povo de Ejigbô. Em agradecimento ao ferreiro, Oxaguiã passou a usar em seu axó funfun [a roupa imaculadamente branca da corte de Obatalá] um laço azul – a cor de Ogum.

Ogum também ensinou aos orixás como moldar na forja os adornos mais bonitos e os utensílios que enfeitam as danças dos deuses entre os homens. Desprovido de ambições materiais, recusou a coroa e entregou toda a riqueza que acumulara a uma simples vendedora de acaçá que lhe pedira esmola.

Ogum é irmão dileto de Exu. Recusou, em um dos poemas do Ifá, oferendas suntuosas. Mandou que os presentes fossem entregues a Exu e disse: quem agrada e cuida do meu irmão é aquele que verdadeiramente me agrada. Ao burburinho das cortes, preferiu a solidão das matas e das grandes caçadas ao lado de Odé. Aos trajes suntuosos, preferiu a simplicidade da roupa feita com as franjas das folhas do dendezeiro.

Ogum virou general para acabar com as guerras. Em um mito de extrema beleza, Ajagunã brigava sem parar e não atendia aos apelos de nenhum orixá. Ogum se aproximou de Ajagunã e disse: Babá, me entregue as suas armas e o seu escudo; eu faço a guerra para que o senhor descanse. Ajagunã entregou os utensílios de batalha a Ogum – que prometeu jamais usá-los em um conflito desnecessário.

O mito de Ogum mais difundido no Brasil, entretanto, é outro. Refiro-me ao episódio em que ele volta, após uma longa temporada de caça e guerra, ao povoado de Irê. Ogum chega a Irê no dia dedicado, segundo a tradição, ao silêncio absoluto. Em virtude desse dia do silêncio, Ogum não foi saudado pela população da forma como esperava. Enfurecido, se considerando injustamente desprestigiado, pegou sua espada, destruiu as casas, ruas, praças e mercados, massacrou todo o povo e tomou banho com o sangue dos que acabara de matar – amigos, inimigos, familiares e desconhecidos.

Pouco tempo depois, um único sobrevivente reverenciou Ogum e disse que o povo não o saudara em virtude da tradição do silêncio. Ogum ficou inconsolável e admitiu que se esquecera do ritual. Profundamente arrependido do banho de sangue – pelo qual jamais se perdoou – resolveu desistir de caçadas e guerras, cravar sua espada no solo e sumir na terra, virando para sempre um orixá. Desde então Ogum respeita o silêncio dos homens e não gosta de gritarias. Um dos versos mais famosos de Ogum – aquele que tendo água em casa se lava com sangue – se refere exatamente a este episódio emblemático, o mais lamentável na trajetória do grande herói civilizador do povo iorubá, e do qual o ferreiro se arrependeu com todas as suas forças. Esse verso, retirado do contexto do mito, perde todo o sentido que a sabedoria de Ifá estabeleceu – está aí, na reação intempestiva, a negatividade, a perda do axé, da energia de Ogum.

A partir dessas histórias, as mais emblemáticas e que fundamentam o culto a Ogum, chego ao ponto que me parece crucial. No Novo Mundo, especialmente no Brasil e em Cuba, a face mais marcante do orixá – a do ferreiro, patrono da agricultura, professor de Babá Oxaguiã, inventor do arado, desligado de bens materiais, senhor das tecnologias que mataram a fome do povo e permitiram a recriação de mundos como arte – praticamente desapareceu.

A explicação não é nova: a agricultura nas Américas estava diretamente ligada aos horrores da escravidão. Como querer que um escravo, submetido ao infame cativeiro e aos rigores da lavoura, louvasse os instrumentos do cultivo como dádiva? Como enxergar no arado, na enxada e no ancinho instrumentos de libertação, quando os mesmos representavam a submissão ao senhor e o fruto da colheita não pertencia a quem arava o solo? Ogum foi perdendo, então, o perfil fundamental de herói civilizador – a maior de suas tantas belezas. Seu culto entre nós, cada vez mais, se ligou apenas aos mitos do guerreiro.

Ogum é o general da justiça e da reparação contra o horror do cativeiro, mas pode ser também o guerreiro louco e implacável que, assim como salva, é capaz de destruir àqueles que ama e viver na solidão absoluta. Prevaleceu na diáspora, portanto, o Ogum do qual o próprio Ogum, em larga medida, se arrependeu: o intempestivo guerreiro que, em um momento de incontrolável acesso de fúria, foi capaz de se lavar com o sangue do próprio povo. Envergonhado desse banho, preferiu deixar a terra e viver no Orum.

Faço essas observações porque sobre elas reflito constantemente. A razão é simples: sou filho de Ogum, iniciado no culto ao grande orixá. Passei pela cerimônia que me permite usar a faca consagrada do meu pai. Os que são do santo sabem o que quero dizer com isso, e é suficiente.

Ogum é meu pertencimento mais profundo. Mora dentro de mim como mora no magma da terra. Sei que sou capaz da criação – Ogum é, Sei que sou capaz da criação – Ogum é, antes de tudo, um criador – mas sei também que sou capaz da fúria. Sou filho do deus que criou a civilização com o arado e destruiu a civilização com a espada. Posso ser capaz, como meu pai, da canção e do martírio. Flor e afiada faca.

Um grande babalaô, em certa ocasião, recitou para mim um poema de Ifá com a seguinte trama: um filho de Ogum perguntou ao oráculo quem era o seu maior inimigo e como fazer para encontrá-lo e destruí-lo. Orunmilá determinou que esse homem fizesse sacrifícios com galos e caramujos e seguisse determinado caminho. No final da vereda o inimigo o estaria aguardando para o combate. Assim foi feito.

Após longa caminhada, o homem atingiu o fim da estrada e encontrou apenas um pequeno lago de águas cristalinas. Julgando que o algoz ainda não chegara, resolveu lavar as mãos no lago. Ao se agachar o homem viu, com nitidez impressionante, a sua própria imagem refletida no espelho d´água.

Era a resposta de Ifá.

A arte da criação e o exercício da simplicidade generosa é, para os filhos de Ogum, o descanso na loucura e a única maneira de domar o inimigo que (me) espreita ao final de cada jornada.

Texto: Luiz Antonio Simas
Foto: Márvila Araújo

cult meet

Publicado: setembro 4, 2020 em cultura, divulgação



SecultBA realiza encontros virtuais dos Pontos de Cultura nos 27 territórios baianos
Entre os dias 02 e 11 de setembro, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) realizará o projeto BAHIA PONTO A PONTO – Encontros Territoriais dos Pontos de Cultura, através de sete encontros virtuais que contarão com a participação de representantes dos 27 territórios de identidade e da Comissão Estadual de Pontos de Cultura do Estado da Bahia. O objetivo é diagnosticar a realidade dos Pontos de Cultura e os impactos da pandemia, além de debater os desafios para o futuro. Os encontros acontecerão através da plataforma Google Meet, e os interessados em participar podem solicitar os links de acesso pelo whatsapp (71) 99688-1460.
.Executado pela Diretoria de Cidadania Cultural (DCC), da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), os Encontros Territoriais dos Pontos de Cultura tem como objetivo discutir a realidade dos Pontos de Cultura neste período de isolamento social, as expectativas sobre a aplicação da Lei Aldir Blanc, perspectivas para o futuro da Rede de Pontos de Cultura e o fortalecimento da Política Nacional Cultura Viva na Bahia. Além disso, os encontros visam a articulação e o intercâmbio de experiências, possibilitando o compartilhamento de métodos, instrumentos e tecnologias que potencializem a atuação em rede neste momento de calamidade.
.Os Pontos de Cultura funcionam como um instrumento de pulsão e articulação de ações e projetos nas comunidades baianas, desenvolvendo ações continuadas nas áreas de patrimônio imaterial, patrimônio material, expressões artísticas, audiovisual e radiodifusão, culturas digitais, pensamento e memória, gestão e formação cultural e ações transversais.
Pontos de Cultura – São instituições da sociedade civil de base comunitária reconhecidas pelo poder público enquanto referência em ações culturais.A gestão dos Pontos de Cultura na Bahia é feita pela Diretoria de Cidadania Cultural (DCC) da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), que em articulação com a Comissão Estadual de Pontos de Cultura da Bahia, eles se tornaram fundamentais para dar visibilidade à produção e à diversidade artística e cultural de milhares de municípios espalhados pelo interior do Brasil. Os Pontos de Cultura da Bahia estão em 142 municípios, .Diretoria de Cidadania Cultural (DCC) – Trabalha pela consolidação da cidadania cultural, para garantir a ampliação do acesso público aos meios de produção, circulação e fruição cultural. Esse trabalho é feito em alinhamento com as políticas do Ministério da Cultura, no desenvolvimento e efetivação de direitos culturais, através do Programa Cultura Viva, criado em 2004. O Programa é uma política nacional de arte, educação, cidadania e economia solidária que tem por princípio básico articular três dimensões: cultura como produção de símbolos, cultura como direito e cidadania e cultura como economia.A principal área de atuação é a sistematização de procedimentos estratégicos para otimizar as ações de articulação, formação e acompanhamento dos Pontos e Pontinhos de Cultura.
PROGRAMAÇÃO
Territórios Litoral Sul, Baixo Sul, Extremo Sul e Costa do Descobrimento
Quando: 02/09/2020 – 09h
Territórios Portal do Sertão, Recôncavo e Litoral Norte e Agreste Baiano
Quando: 03/09/2020 – 09h
Território Metropolitano de Salvador
Quando: 04/09/2020 – 09h
Territórios Semiárido Nordeste II, Itaparica, Sisal, Piemonte Norte do Itapicuru e Sertão do São Francisco
Quando: 08/09/2020 – 09h
Territórios Irecê, Piemonte da Diamantina, Chapada Diamantina, Piemonte do Paraguaçu e Bacia do Jacuípe
Quando: 09/09/2020 – 09h
Territórios Bacia do Rio Grande, Bacia do Rio Corrente, Velho Chico e Bacia do Paramirim
Quando: 10/09/2020 – 09h
Médio Sudoeste, Vale do Jiquiriçá, Sertão Produtivo, Médio Rio de Contas e Sudoeste Baiano
Quando: 11/09/2020 – 09h
SERVIÇO
O QUÊ: Bahia Ponto a Ponto – Encontro Territorial de Pontos de Cultura
QUANDO: 02 a 11 de setembro de 2020 – 09h
ONDE: Plataforma Google Meet
CONTATO E INFORMAÇÕES: (71) 99688-1460 (Whatsapp) atendimentopontos@cultura.ba.gov.br
Assessoria de Comunicação – SecultBA
(71) 3103-3442 (71) 3103-3452 (71) 99983-5278

ascom cadastro

Publicado: agosto 18, 2020 em cultura

Cadastro estadual do trabalhador da cultura permanece aberto

Ferramenta servirá de base para o acesso ao auxílio da Lei Aldir Blanc 

 O Cadastro Estadual dos trabalhadores e trabalhadoras da cultura, lançado em 14 de julho pelo Governo da Bahia, através das secretarias estaduais de Cultura (Secult) e do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), permanece aberto através de plataforma online. Além de traçar um panorama dos profissionais dos segmentos culturais nos 27 territórios de identidade baianos, fornecendo informações para a elaboração de políticas públicas no campo cultural, o cadastro servirá de base para o acesso ao auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc.

A plataforma está disponível  AQUI. Ao final do cadastramento, é possível solicitar o envio, para o e-mail informado, de cópia das respostas submetidas no formulário. É necessário selecionar a opção indicada na tela final do cadastramento para receber a cópia da inserção de informações. Em caso de dúvidas, entrar em contato através do endereço cadastrotrabalhador@cultura.ba.gov.br, informando nome completo, CPF e e-mail para verificação.
Assessoria de Comunicação – SecultBA
(71) 3103-3442 (71) 3103-3452 (71) 99983-5278
http://plugcultura.wordpress.com

http://www.flickr.com/photos/secultba/

http://twitter.com/SecultBA
http://www.cultura.ba.gov.br
====================================
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Gabinete da Secretária – Palácio Rio Branco, Praça Thomé de Souza, s/n – Centro CEP: 40.020-010 – Salvador, Bahia

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Piauí

Publicado: julho 24, 2020 em cidadania, cultura, jornalismo



questões epidemiológicas
O ANO EM QUE MORREMOS DEMAIS

Números da Covid-19 mostram que nunca se morreu tanto na cidade de São Paulo. No dia 29 de abril deste ano, 363 paulistanos morreram – o maior número desde 1996. Veja na reportagem.
CAMILLE LICHOTTI

questões classistas
O PARADOXO DO PT
“As políticas sociais foram financiadas pela classe média e não pelos mais ricos. O PT nunca conseguiu enfrentar a regressividade do sistema tributário.” Na edição do mês, uma análise dos resultados do governo do PT na luta contra a desigualdade.
THOMAS PIKETTY

 =igualdades

NA MALA, NA CUECA OU NO BOLSO?
Nesta semana, o =igualdades relembra grandes quantias de dinheiro apreendidas com políticos e seus operadores e mostra quantas maletas são necessárias para transportar cada quantia.
AMANDA ROSSI E RENATA BUONO

FORO DE TERESINA #110
O Foro comenta os perrengues do governo no Congresso, o aparelhamento militar da máquina e a corrida pela vacina contra a Covid-19.

LUZ NO FIM DA QUARENTENA #35
Além da disputa entre laboratórios para aprovar antes uma droga que imunize contra o Sars-CoV-2, governos mundo afora disputam quem comprará os primeiros lotes de vacina. Ouça o episódio.

colunistas
A AGONIA DA CINEMATECA BRASILEIRA
“Estaremos fadados a testemunhar, além da morte de milhares de novas vítimas da Covid-19, a perda da preciosa representação das facetas do mundo preservadas na Cinemateca?” Leia na coluna desta semana.
EDUARDO ESCOREL
cartuns
CARTUM DE LEANDRO ASSIS

humorTHE BOLSOZAPP HERALD

bbc Lizzie Siddal_

Publicado: fevereiro 7, 2020 em bbc br_, cultura, história

News Brasil  BBC News Brasil Navegação A trágica história de Lizzie Siddal, a grande supermodelo da arte 19 janeiro 2020

'Ophelia' (1851-2), de John Everett MillaisDireito de imagemCOLEÇÃO PRIVADA
Image captionSiddal tornou-se famosa por estampar obras como a melancólica ‘Ophelia’ (1851-2), de John Everett Millais

No inverno entre 1849 e 1850, os artistas Dante Gabriel Rossetti e William Holman Hunt pintavam juntos, quando o amigo Walter Howell Deverell apareceu no estúdio.
“Vocês não vão acreditar na criatura maravilhosa que encontrei…”, ele disse, animado. “Ela é como uma rainha, magnificamente alta.”
Com essas palavras, a beleza singular de Elizabeth Siddal entrou para o mundo das artes.
França proíbe exportação de obra-prima do século 13 encontrada em cozinha de idosa
A incrível descoberta de desenho de animal com 44 mil anos de idade em caverna
Deverell era membro de um grupo de artistas e escritores — homens e mulheres — que orbitavam em torno da recém-criada Irmandade Pré-Rafaelita, fundada em 1848 por Rossetti, Holman Hunt e John Everett Millais, na época estudantes da Academia Real Inglesa.
Quando Deverell apareceu no estúdio dos amigos, Siddal trabalhava em uma chapelaria próxima a Leicester Square, na zona central de Londres. A jornada de trabalho era longa, e sua família se preocupava com sua já debilitada saúde.
Talvez por isso a mãe da jovem tenha permitido que ela trabalhasse como modelo para os pintores — atividade vista na época como desonrosa e, às vezes, até como sinônimo de prostituição.
Mas não foi Deverell que abordou a mãe de Lizzie. Ele mandou sua própria mãe, em uma grande carruagem, para fazer o pedido e discutir os detalhes. A estratégia para impressionar deu certo.
Siddal passou a trabalhar meio período como modelo.
Depois de Deverell tê-la pintado como Viola em Twelfth Night (inspirado na peça homônima de Shakespeare, conhecida em português como Noite de Reis), Holman Hunt a retratou em 1850 em A Converted British Family Sheltering a Christian Priest from the Persecution of the Druids (“Uma Família Britânica Convertida Protege um Missionário Cristão da Perseguição aos Druídas”, em tradução livre) e posteriormente como Sylvia em Valentine Rescuing Sylvia from Proteus (que retrata uma cena de outra peça de Shakespeare, Os Dois Cavalheiros de Verona).
Ela posou para Rossetti pela primeira vez em 1850, para a obra Rossovestita.

'Twelfth Night' (c. 1850), de Walter Howell DeverellDireito de imagemALAMY
Image captionLizzie foi Viola em ‘Twelfth Night’ (c. 1850), de Walter Howell Deverell

O artista a desenharia “milhares de vezes” durante a carreira, segundo um de seus mecenas, John Ruskin.
Se hoje o tipo esguio, esbelto, e o cabelo avermelhado de Lizzie Siddal se encaixam nos padrões de beleza, nos anos 1850 a magreza não era considerada atraente. Os cabelos ruivos, por sua vez, chegaram a ser descritos por uma jornalista da época como “suicídio social”.
O trabalho como modelo da britânica e o sucesso dos quadros em que ela aparece contribuíram para mudar essa visão.
Dois anos depois de começar a trabalhar no estúdio, Siddal já conseguia ganhar o suficiente para largar o emprego na chapelaria.
A fama veio quando seu rosto estampou Ophelia (1851-1852), de John Everett Millais.

Elizabeth Siddal em obra de Dante Gabriel Rossetti (1852)Direito de imagemDELAWARE ART MUSEUM
Image captionElizabeth Siddal em obra de Dante Gabriel Rossetti (1852), hoje em exposição na National Portrait Gallery, em Londres

Ela passou a receber convites de diversos artistas, mas Rossetti, com quem a essa altura ela tinha se envolvido amorosamente, pediu que ela posasse apenas para ele. Há registros de que o pintor Charles Allston Collins, por exemplo, teria tentado contratá-la, desistindo depois de receber uma “fria recusa”.
A vida de casal não era fácil: Siddal era viciada em láudano, uma droga à base de ópio, e Rossetti era sabidamente infiel.
Eles foram noivos por dez anos, aparentemente porque o pintor não conseguia marcar uma data para o casamento.
A carreira de artista começou em 1854, quando Rossetti começou a dar-lhe aulas.
Os críticos escarneceram de seus primeiros trabalhos, mas Ruskin, que era mecenas para vários de seus contemporâneos, viu algo de “genial” na pintora e ofereceu um salário de anual de 150 libras para que ela pudesse se dedicar exclusivamente à pintura.
Era seis vezes mais do que ela ganhava na chapelaria, cerca de 24 libras por ano.
Em 1857, Siddal foi a única mulher a expor na mostra Pré-Rafaelita em Londres. Um de seus trabalhos, Clerk Saunders (1857), foi adquirido por um colecionador americano influente, Charles Eliot Norton.
Pouco tempo depois, vendo a saúde e o relacionamento se deteriorarem, decidiu desligar-se de Ruskin e afastar-se de Rossetti.

Clerk Saunders (1857), de Elizabeth SiddalDireito de imagemALAMY
Image caption‘Clerk Saunders’ foi uma das obras de Siddal exibidas na mostra Pré-Rafaelita em Londres em 1857

Com as economias, viajou com uma das irmãs à cidade de Matlock, em Derbyshire. De lá, partiu para Sheffield, a cidade natal do pai, e, determinada a construir uma carreira por conta própria, se inscreveu na escola de artes local, a Sheffield School of Art.
Rossetti chegou a visitá-la algumas vezes, mas as cartas de amigos vindas de Londres alertaram sobre seus casos com outras mulheres, e o relacionamento dos dois parecia ter acabado definitivamente em 1858.
Em 1860, entretanto, Siddal ficou muito doente. Sua família entrou em contato com Ruskin, que, por sua vez, informou Rossetti. O pintor viajou imediatamente para Hastings, onde ela passava por tratamento. Quando ela deu os primeiros sinais de melhora, eles se casaram.
O começo do fim
Os dois viveram uma longa lua de mel em Paris, de onde voltaram com dois cachorros, que haviam recolhido das ruas da capital francesa.
a
Siddal descobriu que estava grávida. Essa foi a época em que Rossetti a pintou no melancólico Regina Cordium (1860).

'Regina Cordium' (1860), de Dante Gabriel RossettiDireito de imagemALAMYRossetti pintou ‘Regina Cordium’ em 1860, quando Lizzie Siddal e ele já estavam casados

No dia 2 de maio de 1861, ela entrou em trabalho de parto — a bebê, contudo, nasceria morta.
Siddal entrou em um ciclo depressivo do qual nunca se recuperaria. O casamento começou a se desgastar e, em determinado momento, a jovem estava certa de que o marido a estava traindo novamente — apesar das negativas dos amigos.
Na noite de 10 de fevereiro de 1862, o casal saiu para jantar com o poeta Algernon Charles Swinburne. Quando voltaram, Rossetti saiu para dar aula na Working Men’s College, um centro para a educação de adultos.
Antes de sair, viu Lizzie deitar e tomar sua dose costumeira de láudano. Ao retornar, deparou-se com o frasco vazio e um bilhete. Sem conseguir acordar a esposa, gritou para a proprietária do imóvel pedindo que chamasse um médico o mais rápido possível.
Quatro médicos tentaram reanimá-la, sem sucesso. Lizzie Rossetti morreu nas primeiras horas do dia 11 de fevereiro de 1862. Ela estava grávida novamente.'Valentine Rescuing Sylvia from Proteus' (1851), de William Holman Hunt
Direito de imagemALAMY
Image captionSiddal também posou para o pintor William Holman Hunt, para ‘Valentine Rescuing Sylvia from Proteus’ (1851)

Aconselhado pelo amigo Ford Madox Brown, Rossetti queimou a carta de suicídio da esposa. Ela não poderia ter um enterro cristão se fosse considerada suicida.
ua história, entretanto, não acaba com sua morte. Eventos posteriores ao sucídio a transformaram em uma espécie de ícone gótico.

Línea.

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YouTube post de BBC News Brasil: O que é a teoria da evolução de Charles Darwin e o que inspirou suas ideias revolucionáriasDireitos da imagem BBC News Brasil
Rossetti havia enterrado com a esposa as únicas cópias dos poemas que ela escrevera. Sete anos depois, mudou de ideia e decidiu recuperá-los.
Secretamente, em uma noite de outono de 1869, o caixão de Lizzie Siddal foi desenterrado do cemitério de Highgate, em Londres. Rossetti, a essa altura considerado “louco” por alguns de seus conhecidos, não estava presente. Toda a operação foi planejada por seu agente, Charles Augustus Howell, conhecido por ser um extravagante contador de histórias.
Nesse caso, ele não deixou de fazer jus à fama. Contou ao amigo que o corpo da esposa estava perfeitamente preservado. Ela não era um esqueleto, ele disse, mas continuava tão linda quanto havia sido em vida. O cabelo havia crescido e inundava o caixão com um brilho acobreado que reluzia como o fogo.
Da história fantasiosa surgiu o mito de que a beleza da modelo havia permanecido intocada mesmo após a morte de Lizzie — o que leva algumas pessoas a acreditarem, até hoje, que ela estaria viva.
A artista morreu aos 32 anos, mas seu legado permanece até hoje, inclusive através de seus poemas, imensamente aclamados quando foram publicados — a história sobre como eles voltaram a ver a luz do dia, entretanto, foi mantida segredo por muito tempo.
*Lucinda Hawksley é autora de “Lizzie Siddal, The Tragedy of a Pre-Raphaelite Supermodel” (Lizze Siddal, A Tragédia de uma Supermodelo Pré-Rafaelita, em tradução livre), publicada pela editora Andre Deutsch.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Culture.

YouTube post de BBC News Brasil: Amazônia vem do grego? A curiosa origem de 5 palavras gregas no portuguêsDireitos da imagem BBC News Brasil

California cult

Publicado: dezembro 11, 2019 em cultura, divulgação

Edital de Mobilidade leva cineasta radicada na Bahia para residência artística na Califórnia
Camila de Moraes buscou novos aprendizados para futuramente desenvolver um projeto de série de ficção

Desde meados do mês de novembro, a cineasta Camila de Moraes desenvolve um projeto de residência artística na Califórnia, nos Estados Unidos, para futuramente produzir, no Brasil, uma série de ficção de TV ou VOD (vídeo sob demanda – conteúdo para internet) chamada “Nós Somos Pares”. O intercâmbio foi viabilizado por meio do Edital de Mobilidade Cultural 2019, da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).
Contemplada na segunda chamada do certame, a cineasta busca novos aprendizados e tem como proposta inicial produzir um material de venda do seriado, com explicações detalhadas do universo da série, estrutura, personagens e intenções da futura obra. A ideia é desenvolver a primeira temporada da série em 2020.
Em 2016, Camila também participou de o edital de Mobilidade Cultural. “Fui para Nova Iorque com o projeto ‘Identidades Transatlânticas’ que era sobre imprensa negra, resultando em uma edição da revista eletrônica Acho Digno, além de uma oficina de comunicação”, lembra a cineasta.
Dessa vez, ela quer retratar a realidade de uma parcela da população brasileira, dialogando com questões relacionadas à amizade e ao amor. Segundo a realizadora, a trama abordará o reencontro de cinco amigas negras e a realização de um sonho que será um ponto de virada na vida de todas as personagens, que se veem estimuladas a resolver conflitos pessoais.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: 
www.cultura.ba.gov.br
11/12/2019

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edital secult

Publicado: dezembro 11, 2019 em comunicação, cultura

Ascom Cultura
4º Festival de Teatro do Interior da Bahia abre inscrições

Até o dia 30 deste mês, espetáculos teatrais do interior da Bahia podem se inscrever no Festival

Estão abertas as inscrições para a 4ª Festival de Teatro do Interior da Bahia. Companhias, produtoras, grupos ou artista independente, titular de um espetáculo teatral do interior, podem se inscrever por meio do formulário online no link  www.teatrodabahia.com.br/inscricao até o dia 30 de dezembro de 2019. As 12 montagens selecionadas serão divulgadas até o dia 15 de janeiro de 2020 nas redes sociais do festival e imprensa.
A partir daí, os 12 espetáculos irão integrar o Festival propriamente dito, que acontece em três cidades baianas entre os meses de fevereiro e março. A curadoria do Festival será responsável por convidar mais duas montagens das cidades-sede do projeto para participar da programação, que inclui também mesas redondas, palestras e oficinas.
Cada montagem contemplada se apresentará duas vezes. As cinco melhores serão indicadas ao mais prestigiado prêmio do teatro baiano, o Prêmio Braskem de Teatro, na categoria Espetáculo do Interior da Bahia. Idealizada em 2015, junto com a primeira edição do Festival de Teatro do Interior, a categoria tem o objetivo de valorizar, reconhecer e premiar a produção teatral do estado, abrindo espaço para o surgimento de novos talentos.
O 4º Festival de Teatro do Interior da Bahia tem realização da Polo Cultural, marketing cultural da Caderno 2 Produções, patrocínio da Braskem e do Governo do Estado da Bahia por meio do Fazcultura. O edital da seleção para o Festival está disponível em www.teatrodabahia.com.br/edital2019.
Braskem – Os 8 mil Integrantes da Braskem se empenham todos os dias para melhorar a vida das pessoas por meio de soluções sustentáveis da química e do plástico, engajados na cadeia de valor para o fortalecimento da Economia Circular. Com 41 unidades industriais no Brasil, EUA, México e Alemanha e receita líquida de R$ 58 bilhões (US$ 15,8 milhões), a Braskem possui produção anual de mais de 20 milhões de toneladas de resinas plásticas e produtos químicos e exporta para Clientes em aproximadamente 100 países.
FAZCULTURA – Parceria entre a SecultBA e a Secretaria da Fazenda (Sefaz), o mecanismo integra o Sistema Estadual de Fomento à Cultura, composto também pelo Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). O objetivo é promover ações de patrocínio cultural por meio de renúncia fiscal, contribuindo para estimular o desenvolvimento cultural da Bahia, ao tempo em que possibilita às empresas patrocinadoras associar sua imagem diretamente às ações culturais que considerem mais adequadas, levando em consideração que esse tipo de patrocínio conta atualmente com um expressivo apoio da opinião pública.
Serviço:
INSCRIÇÕES ABERTAS: 4º Festival de Teatro do Interior da Bahia
Inscrições: https://forms.gle/rGngDMUF3M3AJACX6
Prazo: Até 30 de dezembro de 2019

Quem pode participar: Companhias, produtoras, grupos ou artista independente, titular de um espetáculo teatral do interior
Informações sobre o editalatendimento@polocultural.art.br ou pelo número 71) 3164-0001 (de segunda à sexta, das 14h às 18h)
Assessoria de Comunicação – Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SecultBA
Telefone: (71) 3103-3442 / 3452
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Cinema do Museu

Publicado: novembro 28, 2019 em antropologia, cinema, cultura

PRÉ-ESTREIA DO DOCUMENTÁRIO “MEMÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS”
Sinopse
O documentário em longa-metragem “Memórias Afro-Atlânticas” segue os passos do linguista afro-americano Lorenzo Turner (1890-1972) em suas pesquisas conduzidas na Bahia no início da década de 1940. Ao longo de meses de trabalhos em terreiros de candomblé de Salvador e do Recônvavo Baiano, Turner produziu preciosos registros em áudio e fotografias, retratando a experiência linguística e musical de personalidades religiosas como Mãe Menininha do Gantois, Joãozinho da Goméia e Manoel Falefá. Apresentando imagens e sons raros, o documentário “Memórias Afro-Atlânticas” revisita os terreiros de candomblé́ registrados por Turner quase 80 anos depois, em busca de memórias e remanescentes ainda vivos. 
Teaser oficial:
https://youtu.be/59b05VTcW5c
Memórias Afro-Atlânticas: o projeto
Ao longo de sete meses de pesquisas intensivas realizadas em Salvador e no Recôncavo da Bahia no início da década de 1940, o linguista afro-americano Lorenzo Dow Turner (1890-1972) grava, registra e fotografa os mais eminentes sacerdotes e sacerdotisas dos candomblés da época, dentre os quais o babalaô Martiniano Eliseu do Bonfim, o babalorixá Manoel Falefá, o “Rei do Candomblé” Joãozinho da Goméia e a ialorixá Mãe Menininha do Gantois. O objetivo de Turner era comprovar a preservação linguística de origem afro em locais e comunidades peculiares da diáspora africana nas Américas. Contudo, na atualidade, os seus registros passaram a representar muito mais: este é, sem dúvidas, um dos mais importantes legados materiais e imateriais sobre a presença e resistência das culturas de matrizes africanas no Brasil.
Nesta segunda edição, o projeto “Memórias Afro-Atlânticas: as gravações de Lorenzo Turner na Bahia” conta com apoio do Rumos Itaú Cultural 2017-2018. Desde a sua primeira edição (contemplada no IV Prêmio Afro 2017), o projeto vem lançando livros-catálogo em formatos impresso/digital e álbuns digitais, prevendo a disponibilização digital gratuita destes através das páginas www.soundcloud.com/memoriasafroatlanticas e www.youtube.com/couracacriacoes. Além disso, esta nova edição do projeto também prevê a produção e lançamento de um filme documentário longa-metragem, com exibição prevista em circuitos promocionais e comerciais.
Idealizado pelo etnomusicólogo Xavier Vatin (professor de antropologia da UFRB) e com produção do etnomusicólogo Cassio Nobre (diretor da produtora audiovisual Couraça Criações Culturais), o projeto “Memórias Afro-Atlânticas: as gravações de Lorenzo Turner na Bahia” visa à repatriação para o Brasil e a divulgação de acervos sonoros inéditos de pesquisas sobre a musicalidade e diversidade linguística no candomblé da Bahia, realizadas por Turner na Bahia entre 1940-1941. As gravações originais realizadas por Lorenzo Turner na Bahia – em mais de 100 discos de alumínio representando um total de 17 horas de audio – foram gentilmente cedidas pelo Archives of Traditional Music da Indiana University, em Bloomington, nos EUA. Desde 2012, vem sendo realizado um extenso levantamento destes acervos junto às instituições mantenedoras no exterior, incluindo o tratamento sonoro, a masterização e a disponibilização sistemática das gravações em áudio originais feitas por Turner, além da divulgação de fotografias belíssimas de pessoas que encontrou durante sua jornada por Salvador e Recôncavo Baiano. O projeto prioriza o acesso e a restituição destes ricos acervos históricos para seus legítimos donos e herdeiros: os membros das comunidades de candomblé na Bahia e no Brasil e suas futuras gerações.
Sobre o Rumos Itaú Cultural
Um dos maiores editais de financiamento de projetos culturais do país, o Programa Rumos, é realizado pelo Itaú Cultural desde 1997, fomentando a produção artística e cultural brasileira. A iniciativa recebeu mais de 64,6 mil inscrições desde a sua primeira edição, vindos de todos os estados do país e do exterior. Destes, foram contempladas mais de 1,4 mil propostas nas cinco regiões brasileiras, que receberam o apoio do instituto para o desenvolvimento dos projetos selecionados nas mais diversas áreas de expressão ou de pesquisa. MEMORIAS---cartaz-lançamento-doc_WEB.jpg
Os trabalhos resultantes da seleção de todas as edições foram vistos por mais de 7 milhões de pessoas em todo o país. Além disso, mais de mil emissoras de rádio e televisão parceiras divulgaram os trabalhos selecionados.
Nesta edição de 2017-2018, os 12.616 projetos inscritos foram examinados, em uma primeira fase, por uma comissão composta por 40 avaliadores contratados pelo instituto entre as mais diversas áreas de atuação e regiões do país. Em seguida, passaram por um profundo processo de avaliação e análise por uma Comissão de Seleção multidisciplinar, formada por 21 profissionais que se inter-relacionam com a cultura brasileira, incluindo gestores da própria instituição. Foram selecionados 109 projetos, contemplando todos os estados brasileiros.
PRÉ-ESTREIA DO DOCUMENTÁRIO “MEMÓRIAS AFRO-ATLÂNTICAS”
O quê: Pré-estreia do documentário longa-metragem “Memórias Afro-Atlânticas” (COLOR/PB, 76 minutos, 2019). Seguido de bate-papo com a equipe e representantes de terreiros.
Quando: 28 de novembro de 2019, às 19:00 horas
Onde: Cinema do Museu – Museu Geológico da Bahia, em Salvador, Bahia

Quanto: Entrada gratuita
Apoio: Rumos Itaú Cultural 2017-2018
Produção: Couraça Criações Culturais 
Coprodução: Épuras Laboratório Audiovisual
Apoio local: Circuito de Cinema Sala de Arte
Ficha Técnica / Documentário Memórias Afro-Atlânticas
Produtora: Couraça Criações Culturais
Co-produtora: Épuras Laboratório Audiovisual 
Pesquisa e roteiro: Xavier Vatin e Cassio Nobre
Diretora: Gabriela Barreto
Assistentes de direção: Clarissa Ribeiro e Marcela da Costa
Produtor executivo: Cassio Nobre
Diretora de produção: Marcela da Costa
Assistente de produção executiva: Cristiane Delecrode
Assistente de produção (Cachoeira): Any Manuela de Freitas e Valmir Pereira
Diretora de arte e figurinista: Clarissa Ribeiro
Assistente de arte: Mariana Gomes 
Maquiadora: Laís Abreu
Cenotécnico e contrarregra: Alan Santos
Cenotécnico: Felipe Cipriani
Pintor cênico: Diógenes Neto
Diretor de fotografia e steadycam: Paulo Hermida
Operador de câmera e logger: Petrus Pires
Operador de câmera (EUA): Cassio Nobre
Assistente de câmera e logger: Antônio Jorge Júnior
Drone: Peu Ribeiro
Eletricista e maquinista: Gaúcho
Fotógrafa e still: Maíra do Amaral
Assistente de estúdio: Albert Douglas Santos  
Técnico de som direto: Suedigital
Desenho de som e trilha original: Cassio Nobre 
Atabaques: Gabi Guedes e Monica Millet
Violas e Guitarras: Cassio Nobre
Gravação de trilha sonora: Estúdio Casa das Máquinas (Salvador/Ba) e Estúdio Couraça (Vale do Capão/Ba)
Técnico de gravação: Tadeu Mascarenhas
Assistente de gravação: Nancy Viégas 
Montagem: Milene Maia
Computação gráfica: Lincoln Marinho 
Color grading: Massato Filmes
Colorista: Bruno Massato
Assistente de Colorização: Vanessa Massato
Finalizador de áudio: Caji
Ator: Luiz Pepeu 
Ficha Técnica / Projeto Memórias Afro-Atlânticas: as gravações de Lorenzo Turner na Bahia:
Pesquisa, curadoria e textos: Xavier Vatin
Coordenação de produção, pesquisa, textos e produção musical: Cassio Nobre
Gravações sonoras: Courtesy of The Archives of Traditional Music at Indiana
University, from the Lorenzo Dow Turner Collection (86-109-F)
Fotografias: Anacostia Community Museum, Smithsonian Institution
Edição musical e masterização: Caji
Projeto gráfico e diagramação: Estúdio Caetê
Produção de conteúdos digitais e gerenciamento de mídias sociais: Maíra do Amaral
Tradução para o inglês: Michael Iyanaga e Sabrina Gledhill
Contatos/links/tags:
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Alicia Alonso -tempo de adeus

Publicado: outubro 18, 2019 em cultura, homenagem

[Portal Vermelho]
Portal Vermelho 
 
Cultura

Morre Alicia Alonso, a bailarina mais universal de Cuba
A bailarina cubana mais reconhecida do mundo, Alicia Alonso, morreu nesta quinta-feira (17) aos 98 anos, informou o Ballet Nacional de Cuba (BNC). O lendário artista participou da fundação do American Ballet Theatre nos Estados Unidos e do BNC, na primeira metade do século XX.
a href=”http://www.vermelho.org.br/admin/arquivos/biblioteca/alicia-libro135687.jpg&#8221; rel=”shadowbox[gb]”>  Qualidades e decisões teceram lendas sobre Alonso, algumas associadas ao seu virtuosismo técnico e interpretativo nas obras clássicas, outras à decisão de continuar dançando apesar da perda progressiva da visão e da vontade de permanecer ativo no palco até a idade muito avançada.
A primeira-dama cubana do ballet dirigiu o BNC, os Festivais Internacionais de Balé de Havana e montou coreografias. “A arte pode contribuir para a compreensão e o diálogo entre os povos, pois mostra algumas das coincidências mais altas e puras entre todos os seres humanos”, disse ele uma vez à Prensa Latina.
A escola de balé cubana fundada por Alicia, Fernando e Alberto Alonso é única nas Américas e uma das seis mais reconhecidas no mundo. O BNC criado por eles três, em 1948, foi distinguido pelo governo cubano no ano passado como Patrimônio Cultural da Nação.
Da trilogia de Alonso, Alicia serviu de modelo para o professor Fernando quando escreveu as bases metodológicas da escola cubana e estrelou grande parte das coreografias de Alberto, o primeiro grande defensor da identidade nacional do campo coreográfico. O grande dançarino recebeu o Prêmio Nacional de Dança em Cuba; a Medalha de Ouro do Círculo de Belas Artes de Madri, na Espanha; e o Prêmio ALBA de Artes, um prêmio concedido apenas a personalidades reconhecidas do continente.
Em 2000, o Conselho de Estado da República de Cuba concedeu a Alonso a decoração mais alta da ilha, a Ordem José Martí e, em 2015, a mesma entidade decidiu acrescentar o nome do Grande Teatro de Havana ao nome de Alicia Alonso. Dentro daquele coliseu cultural, uma estátua de bronze da artista interpretando Giselle, quando, sua coreografia clássica favorita, atrai os olhos dos visitantes.
Em 2003, o então presidente da França, Jacques Chirac, conferiu a ele o cargo de Oficial da Legião de Honra e, em 2017, foi investido como Embaixador da Boa Vontade da Unesco.Além disso, esta organização criou oficialmente a Cadeira Ibero-Americana de Dança Alicia Alonso em 2018, anexada à Universidade Rey Juan Carlos, na Espanha, em Madri.
Desde janeiro de 2019, ele compartilhou a direção artística do BNC com um de seus discípulos, o primeiro dançarino Viengsay Valdés. Dessa forma, a escola que Alonso contribuiu para a criação garante sua continuidade.
Muitos outros prêmios enfeitaram o currículo do lendário artista, incluindo a Estrela do Século, concedida pelo Instituto Latino de Música por ter sido uma verdadeiro promotora da cadência latina desde a dança clássica. No entanto, nenhum prêmio é comparável à sua marca como o principal paradigma de dançarinos em Cuba, um reconhecimento que pressiona, pela alta demanda, todos os dançarinos do presente.
Assista a entrevista de Alícia Alonso à Jô Soares:
Fonte: Prensa Latina
youtube https://www.youtube.com/watch?v=ky0JioXU7bY