Archive for the ‘cidadania’ Category

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Posted: June 7, 2019 in ação social, capacitação, cidadania

 Nº 632 – 06 de Junho de 2019 : Feira de Santana-BA
ATO POLÍTICO
Ato Político reúne agricultores e movimentos sociais pela aprovação da Lei de AgroecologiaMais de 200 agricultores familiares e representantes de movimentos e organizações de todo o estado se reuniram ontem (05/06), Dia Mundial do Meio Ambiente, num ato político para cobrar a aprovação e a implementação da Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica na Bahia. A iniciativa aconteceu na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), promovida por diversos movimentos sociais, junto à Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia e o deputado estadual Marcelino Galo. O projeto encontra-se atualmente na Casa Civil e há uma pressão da sociedade para que seja encaminhado pelo Governo do Estado para aprovação na Assembleia Legislativa. Pela manhã, a programação contou com a palestra Transição Ecológica – Caminhos da Sustentabilidade, com Márcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Àbramo, economista e professor da Unicamp. O economista falou sobre a necessidade da transição ecológica para um ambiente sustentável e sobre o atual modelo de consumo. “Não é possível que a produção de bens materiais continue a todo vapor, porque isso significa o esgotamento dos bens naturais e a ameaça da vida. As políticas até hoje criadas só mitigam o problema ambiental, mas não interrompe esse modelo feroz de produção e consumo. É necessário passarmos pela transição ecológica e que esta seja o centro de uma perspectiva de sociedade, seja na educação, saúde ou em outras áreas. Precisamos conversar com as pessoas que é possível viver melhor com menos. O amanhã para existir precisa de uma atitude positiva com o meio ambiente hoje”, aponta. Leia matéria completa no site do MOC. 
AUDIÊNCIA PÚBLICA
Projeto Mulheres da Águas realiza mais uma jornada formativa com mulheres do Semiárido
Aconteceu na terça-feira (21), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), em Salvador, uma audiência pública sobre os direitos das crianças e dos adolescentes. A audiência discutiu ações para fortalecer e integrar as políticas destinadas à criança e ao adolescente no estado, sendo uma iniciativa das Comissões de Direitos Humanos e Educação da ALBA, em parceria com o Conselho e o Fórum Estadual dos Direitos da Criança e dos Adolescentes (CECA) e (FDCA). O Movimento de Organização Comunitária (MOC) esteve presente na pessoa de Vera Carneiro, presidenta do Conselho Estadual da Craiança e do Adolescente (CECA), técnicas de base, crianças, adolescentes e jovens dos municípios de Retirolândia, Santaluz, Conceição do Coite, Serrinha e Quijingue assistidas pelo MOC. Durante a audiência foram debatidas estratégias para reforçar o trabalho da rede de entidades que atuam em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Além de parlamentares, participaram representantes de órgãos governamentais e de organizações da sociedade civil da capital e do interior que têm se articulado para enfrentar o contexto de violência, aumento do trabalho infantil, abuso e a exploração sexual, pobreza, volta da fome, além dos efeitos dos cortes das políticas públicas e do orçamento federal. Em uso da palavra, Vera Carneiro trouxe levantamentos sobre a situação de vulnerabilidade das crianças na Bahia e também sobre os processos históricos. ”E quando nós chamamos para uma audiência pública, é porque nós estamos sentindo que o estado da Bahia precisa realmente e isso é uma construção, como diz o Estatuto da Criança e do Adolescente e a própria Constituição Federal, diz que a criança ela precisa ser prioridade, é um dever, uma obrigação, não só do estado como de toda sociedade. Então, aqui tem várias Organizações da Sociedade Cívil aqui presentes, o próprio Fórum, vários conselheiros porque nós entendemos que precisamos realmente dar as mãos no sentido de resistência, de um momento tão importante da conjuntura política que nós vivemos, de destruição dos conselhos ,da destruição da participação popular, da participação direta, da democracia participativa que o conselho é uma expressão dessa constituição de 1988 e de outras formas de participação como essa audiência pública. Nós não podemos permitir que isso seja destruído do nosso país, nós precisamos cada vez mais está fortalecendo e para sair dessa situação que nós estamos somente com os processos mais democráticos, mais participativos e encontrando soluções ”, frisou Vera Carneiro. Leia matéria completa no site do MOC.
REUNIÃO
MOC reúne Diretores e Coordenação Executiva
Aconteceu, dia 29 de maio, na sala de reunião Albertino Carneiro, na sede do Movimento de Organização Comunitária (MOC), reunião com a Diretoria do MOC junto com sua coordenação executiva e coordenadoras dos Programas. Na reunião tratou-se de assuntos institucionais, homenagens e algumas deliberações.
Para o presidente do MOC, Prof. Jorge Nery, que assumiu recentemente a pasta, reiterou agradecimentos e confiança ressaltando a importância da entidade ao logo de seus 50 anos, e que representa uma luta constante em prol dos que mais precisam.Em tempo, convidou Prof. José Jerônimo de Morais, para conduzir a homenagem ao Dr. João Batista, membro e ex-diretor do MOC. Foi entregue uma placa e uma carta contendo passagens bíblicas e referências de seu trabalho, dedicação, respeito e ética diante de suas responsabilidades e comprometimento. Dr. João Batista ressaltou “num espaço que esteja Albertino, Naidson, Prof. Jerênimo, ter interesse de ouvir é de uma grandeza que a gente só pode colher e fazer o bem”. Batista também fez referência a sua missão “a gente escolhe como ajudar as pessoas, eu escolhi, dentre outras ações, fazer minha missão no MOC. O MOC é uma lição de vida”. O presidente relembrou e homenageou da importância do Prof. Ildes Ferreira, que foi técnico e Secretário Executivo do MOC, muito contribuiu na construção da entidade e de ações que transformaram a Semiárido baiano. Albertino Carneiro trouxe lembranças da atuação de Ildes reforçando sua luta e dedicação ao MOC. Leia matéria completa no site do MOC.
ATO DE POSSE
Aconteceu uma Assembleia Geral de Eleição e Posse para nova diretoria do CODETER
Aconteceu na última quinta-feira (30), na cidade de Capela do Alto Alegre-Ba, uma Assembleia Geral de Eleição e Posse, na oportunidade as entidades filiadas votaram para eleger a nova diretoria do Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Jacuípe (CODETER). A eleição contou com a participação de membros da Sociedade Cívil e do Poder Público. Foi eleita a diretoria executiva formada por representantes da Sociedade Cívil, sendo estes Sara Geisa, do Programa de Fortalecimento de Empreendimentos Econômicos Solidários (PFEES) do Movimento de Organização Comunitária (MOC), o Presidente Eliezer Costa da Associação de Pequenos Produtores de Jabuticaba – APPJ MOC e Elizilda Fernandes da Cooperativa de Educação de Pé de Serra. Para Conselho Fiscal, foram eleitos 3 membros titulares e 3 suplentes tanto da sociedade civil como do poder público. A nova diretoria assume os trabalhos para o biênio 2019-2021 e diante do cenário político nacional, o Colegiado terá um árduo caminho de lutas e resistência que permeará na busca de fortalecimento das políticas públicas territoriais. Vale ressaltar que essa é a primeira oportunidade do MOC está integrando o CODETER Bacia do Jacuípe, que será ainda mais importante para ampliar as ações que norteiam as ações sociais da entidade prestadora de Ater, bem como fortalecimento da Política Territorial no Estado.
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AGENDE-SE
05 e 06/06: Plenária Estadual para a preparação da Marcha das Margaridas- Salvador;
06 e 07/06: Reunião RESAB- Juazeiro .
05 á 07/06: Festa da Semente da Paixão- Paraíba;
19/06: Audiência Pública sobre os ATER- Salvador;

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MOC participou de audiência pública sobre os Direitos das Crianças e dos Adolescentes na Bahia

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Dilma Resistente

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Posted: May 7, 2019 in ação social, capacitação, cidadania

MOC por  sendgrid.netter, 30 de abr 17:10 (há 7 dias)
Nº 628: 30 de abril de 2019:  Feira de Santana-BA

LANÇAMENTO
Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Convivência com o Semiárido aconteceu em Brasília
Aconteceu na manhã desta quarta-feira, 24 de abril, na Câmera dos Deputados, em Brasília, o Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Convivência com o Semiárido, reunindo representantes de movimentos sociais, de entidades da sociedade civil e parlamentares. “O objetivo principal é chamar a atenção sobre a importância de manter os programas e políticas de Convivência com o Semiárido, no orçamento do governo federal no próximo Plano Plurianual (2020-2023) ”. A Bahia esteve presente através do Coordenador da ASA-BA Naidison Baptista, o técnico do Movimento de Organização Comunitária (MOC) Clécio Lima e a agricultora Milena Souza, do município de Serra Preta, acompanhada pelo MOC por meio da Assistência Técnica e Extensão Rural. Para a agricultora Milena Souza a Frente Parlamentar em Defesa do Semiárido é uma das formas de fortalecer as políticas em defesa da agricultura familiar. “Essa iniciativa me deixou com esperança e a certeza que temos parlamentares em defesa do nosso semiárido. Diante de um cenário onde estamos sofrendo tantos retrocessos, precisamos nos manter unidos e lutar juntamente com as instituições, que acreditam em dias melhores para o nosso semiárido”, ressaltou a agricultora. Vale ressaltar, que mesmo diante de conquistas e grandes transformações na região semiárida, com as ações de acesso à água para famílias agricultoras, através da captação e armazenamento de água, ainda há uma forte demanda de famílias sem cisternas que armazenam água para consumo humano e sem tecnologias que guardam água para produção de alimentos e criação animal. 
Leia matéria completa no site do MOC.
TECNOLOGIA
Feira de Santana teve experimento da tecnologia criada por jovem da Bahia que levou Prêmio nos EUA
A jovem Anna Luisa Santos, de 21 anos, que se formou em Biotecnologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018, que criou uma tecnologia, batizada de “Aqualuz”, para filtrar água através da luz solar em regiões do Semiárido e levou prêmio nos EUA, junto a outros três estudantes que abraçaram a ideia, uma premiação de R$ 25 mil, com o segundo lugar na competição HackBrazil, evento brasileiro de tecnologia, em Boston (EUA), que premia iniciativas empreendedoras. A final aconteceu no dia 5 de abril durante a Brazil Conference, reunindo 400 startups de tecnologia na competição. A criação do sistema de filtragem sustentável, para ser ligado a cisternas que utiliza radiação solar, para tornar a água contaminada própria para consumo, em regiões que passa por logos períodos de estiagens, teve experimento implementado em cidades de quatro estados do Brasil, entre elas, na Bahia, o experimento foi feito no município de Feira de Santana, em cisternas de placas da família de Maria Normelia de Freitas comunidade Lagoa Grande, e outra da família de Lúcia Santana, comunidade Lagoa da Negra, ambas as comunidades do distrito de Maria Quitéria, que são acompanhadas pelo técnico Itamar Alves por meio da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) pelo Movimento de Organização Comunitária (MOC) em parceria com a Cooperativa de Consultoria Pesquisa e Serviços de Apoio ao Desenvolvimento Rural Sustentável (COOPESER). Segundo o técnico Itamar Alves que acompanhou a jovem, na implementação do experimento, foram quatro visitas nas cisternas das famílias, que receberam a tecnologia com muito gosto e curiosidade para saber sobre os benefícios poderia lhes proporcionar. 
Leia matéria completa no site do MOC.
FORMAÇÃO
Formação de Agentes Comunitários Rurais e Agentes Comunitários de Apicultura foi realizada em Santaluz
O Movimento de Organização Comunitária (MOC) realizou nos dias 23 e 24 de abril, no município de Santaluz, uma Formação dos Agentes Comunitários Rurais (ACR’s) e Agentes Comunitários de Apicultura (ACA’s), uma ação do projeto Bahia Produtiva, desenvolvido pelo Movimento de Organização Comunitária MOC, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Governo da Bahia. A atividade contou com a participação de 18 agentes ACR’s e ACA’s, os que já estavam no projeto I junto a novos integrantes que somaram a equipe para o projeto II. E foi conduzida pela técnica Reinilda Santos, o técnico Ivamberg Silva e a veterinária Josimari Alves, que fazem parte da equipe do Bahia Produtiva do MOC. A formação seguiu a luz de alguns propósitos como: promover a integração entre os agentes antigos e novos na dinâmica de execução do Bahia Produtiva, de modo que haja troca de saberes e fazeres, bem como de ânimo e disposição para retroalimentar a caminhada de quem já está em marcha e fortalecer aqueles/as que chegam para se juntar no caminho, bem como refletir sobre as corresponsabilidades individuais numa dinâmica de trabalho com entregas coletivas, como ainda Conhecer e profundar o Termo de Referência dos Agentes Comunitários Rural e Agentes Comunitários de Apicultura para reconhecimento das responsabilidades e serem assumidas na execução do projeto. Além disso, fez a retomar e aprofundar o conhecimento sobre os componentes políticos/pedagógicos (ações previstas) e as ferramentas de gestão da execução do projeto (diagnóstico e lançamento, atestes individuais e coletivos, projeto produtivo, planejamento e monitoramento mensal, assessoria às entidades [atas, cotação de preço e prestação de contas]). 
Leia matéria completa no site do MOC.
ASSEMBLEIA
MOC participou de Assembleia Codeter da Bacia do Jacuípe
O Movimento de Organização Comunitária (MOC) participou na última terça-feira (23) de abril, no município de Capim Grosso, através das técnicas Daiane Xavier, Margarida Souza, Sara Geisa e Sidineia Queiroz, da Assembleia Geral do Colegiado de Desenvolvimento Territorial (CODETER) do Território Bacia do Jacuípe. O momento foi conduzido pelo atual presidente do conselho de administração Hélio Alves, que apresentou o relatório da gestão 2017-2019, destacando avanços das ações previstas principalmente com a parceria da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Governo do Estado da Bahia. Ocorreu ainda algumas alterações no regimento interno do CODETER, no que se refere as normas eleitorais, discussão bastante produtiva, na qual definiu que cada entidade filiada deverá apresentar lista tríplice composta por homem, mulher e jovem de forma que obedeça ao estatuto, que preza pela participação equivalente de gênero. Na oportunidade instituiu a Comissão Eleitoral que irá organizar e conduzir a Eleição da diretoria, que está composta por cinco pessoas, sendo duas representando o poder público e três a Sociedade Civil. E assim, serão analisadas solicitações de filiação enviadas ao Colegiado, além disso, avaliará também a participação das filiadas nas atividades deste Colegiado, visando cumprir a norma estatutária que prevê o voto para entidades que estejam participando ativamente. Para Sara Geisa é importante fortalecer este espaço, pois é através dele que discutimos a política de desenvolvimento territorial, que busca estratégias efetivas para sanar as diversas necessidades ambientais, educacionais, sociais, entre outras.
SEMINÁRIO
MOC participou de Seminário Municipal sobre as perspectivas da Juventude Rural em Ichu
Na sexta-feira (26) de abril, teve Seminário Municipal sobre as perspectivas da Juventude Rural na Construção de um Sertão Justo no município de Ichu. Uma multiplicação do Seminário Regional que faz parte das ações do MOC em parceira com a Actionaid e contou com apoios locais. “Somos semente de uma nova Nação”. Essa força juvenil que caminhou na atividade envolvendo muitas dinâmicas, reflexões, prosas, debates e trabalhos em grupos sobre as lutas da juventude por mais oportunidades e direitos que devem ser garantidos pelas políticas públicas. Desse modo, temas como inclusão do jovem com necessidades especiais, protagonismo, empreendedorismo violência de gênero, entre outros, foram pautas importantes neste dia, na linha da construção do Sertão Justo, apontando os desafios e as resistência nessa caminhada. Watson Santana portador de deficiência visual, estudante de pedagogia na UNEB campus XI Serrinha, sobre o direito à acessibilidade que precisa ser garantido através de órgãos públicos ou privados, para gerar as diversas mudanças nas condições de acesso a aos espaços, permitindo aos portadores de deficiência uma maior aproximação aos serviços prestados à coletividade.
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“Estamos em uma guerra ideológica para matar pobre”, diz policial perseguido por criticar PM
“Somos treinados com o mantra bandido bom é bandido morto, mas nunca vi policial executar deputado bandido, juiz que vende sentença, senador chefe de tráfico” – confira o relato do policial militar
Aviso de Gatilho (Trigger Warning): depressão e suicídio*
Por Martel Alexandre del Colle
Eu voltei para a polícia militar em 2016. O motivo e as circunstâncias são longos demais para se narrar aqui. Depois de todas as experiências que eu havia passado dentro da polícia eu havia voltado mais forte e determinado a fazer o que era certo. Fui colocado em um batalhão que cuidava da região metropolitana de Curitiba. Fiquei empolgado. Eu adoro ser policial, cuidar da sociedade, ajudar a fazer deste país um local mais justo. Certas partes de mim parecem terem sido feitas para isso. Eu fico calmo nas ocorrências de vulto, eu gero soluções rápidas e nunca tive uma ocorrência na qual se possa dizer que o procedimento adotado foi errado.
Chegando ao batalhão, eu assumi uma companhia. Algo novo para mim. Estaria no comando de muitos policiais. Considerei uma grande oportunidade. Comecei a realizar algumas mudanças: treinamento para todos os policiais, banco de horas, mudança na forma da escala. Havia conversado com um professor de jiu-jítsu e uma academia de musculação que ficava a poucos metros da companhia para que os policiais pudessem treinar no local com um preço diferente devido ao número de possíveis inscritos.
Isso durou menos de um mês. Fui enviado para a escala de coordenação de policiamento. Fiquei um pouco chateado, mas sem problemas. Policial militar é policial em qualquer lugar e função. Na função de coordenador percebi vários defeitos. Sempre fui assim, eu encontro as falhas com facilidade. A parte boa é que eu também encontro as soluções. Comecei a dizer alguns problemas que eu encontrava para a execução de um bom serviço aos meus chefes, juntamente com uma proposta para solucionar a demanda. Fui ouvido em partes e outras foram ignoradas. Quanto a alguns problemas eu sequer poderia tocar no assunto. Eram pesados demais e eu poderia sofrer represálias.

O tempo que fiquei na unidade, estagnado, vendo muitas coisas erradas, começou a me estressar. E quando eu digo “coisas erradas” não estou dizendo que eles não faziam meus gostos. Estou me referindo a distribuição de efetivo pela malha feita de maneira irresponsável, o que no final gera mortes e assaltos; refiro-me ao uso político das forças de segurança, realizando operações que aparecem muito, mas que não solucionam nada; refiro-me a vistas grossas para a corrupção policial, condenando os policiais novatos a experiências terríveis dentro da viatura; refiro-me a vistas grossas para execuções e torturas; refiro-me a métodos de fiscalização obsoletos e ineficientes; dentre outras coisas. Todos problemas sérios, que condenam vidas e que são de fácil solução. Tão fácil que eu apresentei uma solução para praticamente todos.
Meu estresse e desapontamento chegou a tal ponto que eu fui até a diretoria de pessoal da polícia e fiz uma proposta ao chefe: gostaria de ajuda para ir para outra unidade, caso isso não fosse possível, eu queria ajuda para solicitar minha saída da polícia. Eu não esperava nenhuma ajuda, estava certo que aquele seria meu último dia na polícia, mas eu me enganei. O oficial que me recebeu me ouviu. Contei todas as minhas frustrações para ele e ele entendeu. Resolveu então me mandar para um batalhão que fosse mais apegado a técnica e ao estudo. Enviou-me para uma unidade de policiamento escolar. Confesso que as circunstâncias da transferência me deixaram animado. Sempre sonhei com uma unidade policial voltada para a técnica, para o estudo e para o resultado de maneira humanizada.
Leia também:

Uma polícia mais humana para os policiais

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Posted: April 11, 2019 in capacitação, cidadania

.Nº 625: 09 de abril de 2019:  Feira de Santana-BA
Reunião Ampliada do Fórum Baiano de Economia Solidária (FBaES)
Aconteceu no dia 05 de abril, no município de Feira de Santana, uma Reunião Ampliada do Fórum Baiano de Economia Solidária (FBaES), que contou com a participação de Entidades de Apoio, Empreendimentos Econômicos Solidários (EES)  e  representantes da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE)/Superintendente de Economia Solidária e Cooperativismo (SESOL). O MOC esteve presente através de sua atuação e de parceiros, tais como: Gisleide Carneiro e Laila Silva (MOC), Eleneide Alves (Arco Sertão), Joseane Santos  (COOPEREDE), Lídia Maria (APAEB de Araci) Valmira Lopes (COOBENCOL), Willza Almeida (Associação Central de Cidadania). Entre as pautas e encaminhamentos, ocorreu um momento para refletir sobre  a Conjuntura Política no contexto Nacional e Estadual  da Economia Solidária,  com a fala de Débora Rodrigues (coordenadora do FBaES) e Milton Barbosa (Superintendente de Economia Solidária e Cooperativismo – SESOL), trazendo todo o percurso da Economia Solidária nos governos nos anos de 2003 até a atualidade,  que atualmente a Economia Solidária está dentro do Ministério da Cidadania , associada à Secretária de Inclusão Social e Produtiva Urbana, e outra parte do setor rural no  Ministério da Agricultura, subordinado à Secretaria  da Agricultura Familiar e Cooperativismo, apontando o fracionamento da Economia Solidária .  Pontuado pelo Superintendente Milton Barbosa a redução significativa de recursos federal para a pasta de Economia Solidária no Governo Federal impactando significativamente ações  a nível Estado da Bahia para Economia Solidária. Logo em seguida, realizou-se debate a respeito do Cadastro Nacional de Empreendimentos Econômicos Solidários  e Comercio Justo (CADSOL), no ano de 2014 , o governo  da Bahia concede isenção de ICMS para produtos da economia solidária.  No decreto toma como base  a caraterização ser empreendimento de economia solidária o instrumento CADSOL, contudo esse instrumento está na plataforma do governo federal e sem funcionamento, devido  extinção do Ministério  do Trabalho e Emprego onde era conduzido todo o processo, e até o momento não temos conhecimento em que Ministério ficou. Ficou encaminhada uma comissão de representante da sociedade civil e governo para tratar da solução para esse impasse. O MOC integra a essa comissão.
 Leia matéria completa no site do MOC.

REDE EDUCOM
Rede Educom do CODETER foi formada no Território do Sisal
A Rede Educom do Colegiado Territorial (CODETER) do Território do Sisal foi formada durante Oficina Formativa Educomunicativa, promovida pelo Departamento de Formação de Órgãos Colegiados (DFOC), vinculado a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), nos dias 01 e 02 de abril, no município de Serrinha. A formação teve como foco elevar processos formativos com leituras contextuais engajadas na realidade do Colegiado, visando contribuir com movimentos e protagonismo coletivo e pessoal dos diversos segmentos do território, tecendo uma rede de interação para melhor atuação do CODETER. A atividade envolveu uma programação recheada de dinâmicas e músicas, bem como reflexões, contextualizações e conceitos sobre Educomunicação, Território, Territorialidade e Governança Territorial, além de muitos saberes, vivências e experiências compartilhadas, teve também a parte prática com audiovisual, oratória e design, seguindo com socialização das produções. E assim foi marcada pela construção participativa e pelo compromisso com a Rede para que de fato fortaleça o desenvolvimento territorial, dando visibilidade a diversidade de ações e segmentos que  compõe o Território do Sisal, contando assim com as representes de movimentos sociais e populares, instituição de ensino, gestão pública, entre outros. A exemplo do Movimento de Organização Comunitária que esteve presente através da técnica Robervânia Cunha. O diretor do DFOC, Marcelo Rocha abordou sobre o contexto da Educomunicação, seu conceito, ecossistemas, objetivos, métodos e outros, refletindo sobre o modelo da educação tradicional, que tem o professor como centro, que tem alunos apenas como receptores, em contrapartida com Educom que remente a um outro segmento de educar, o de tornar seres pensantes, com atitudes, com vozes, em um processo de troca, de ativar as capacidades de produzir, de ir além, por isso, a necessidade de usar as tecnologias (e seus avanços) em favor do bem comum, das lutas e organizações do povo. A Educomunicação se baseia no acontecimento, nas realidades concretas. Gera auto-organização e se propaga de maneira a não estabelecer um centro que domina e um conjunto que lhe é subordinado. Ao contrário, promove autonomia dos sujeitos e estimula-os a ser protagonista de suas realidades. Propósitos, críticos, em redes colaborativas”.Leia matéria completa no site do MOC.

 AUDIÊNCIA PÚBLICA
MOC participou de Audiência Pública sobre Feminicídio em Serrinha
Aconteceu na Câmera Municipal de Vereadores/as de Serrinha, na última sexta-feira 05 de abril, uma Audiência Pública sobre Feminicídio: Até quando vão tirar a vida de nós Mulheres, com iniciativa de realização do Coletivo Flores do Sisal e do Movimento de Mulheres Dandara do Sisal, contando com a participação da promotora de Justiça Ana Caroline Tavares, a Deputada Federal Lídice da Mata e outras representantes do legislativo, executivo e defensoria pública de Serrinha. O MOC este presente através de Selma Gloria (Coordenadora do Programa de Gênero do MOC), que ressaltou a importância da atuação e fortalecimento do Conselho municipal de defesa dos direitos das mulheres, bem como a articulação da Rede de Enfrentamento a violência para que o fluxo de informações ocorra com celeridade, o que pode salvar a vida de muitas mulheres. Outra questão pontuada foi que o Fórum Estadual de Enfrentamento a violência contra as mulheres do Campo seja reativado bem como as unidades móveis (dois ônibus lilás) que são importantes equipamentos para atender as mulheres rurais. As ações conjuntas da sociedade civil e poder público são fundamentais para que as mulheres se sintam amparadas e consigam romper com o ciclo da violência e coibir o feminicídio. Um momento emocionante com depoimento de Maria das Graças (conhecida como gracinha) mãe de Daiane Reis (a jovem grávida que foi assassinada pelo seu companheiro), comoveu a todas/os participantes.

JUVENTUDE
MOC realizará um Seminário Regional sobre Perspectivas das Juventudes Rurais em Conceição do Coité
O MOC realizará no município de Conceição do Coité, nos dias 11 e 12 de abril, um Seminário Regional sobre Perspectivas das Juventudes Rurais na construção de um Sertão Justo. O seminário objetiva promover diálogos e compartilhamento sobre os sonhos individuais e coletivos que movem o caminhar das juventudes, bem como intercambiar ideias sobre temáticas de interesses das juventudes, refletir sobre a perspectiva do “Sertão que temos x o Sertão que queremos” a partir da ótica das juventudes, como ainda motivar a integração intergeracional entre crianças/adolescentes, juventudes, adultos e lideranças das organizações parceiras na luta pelos direitos e análisar a Conjuntura Política do ponto de vista das juventudes, refletindo os impactos nas suas vidas. A atividade terá também reflexão sobre as trincheiras de luta e resistência das juventudes – desafios e perspectivas para re’existir em tempos sombrios, além de elaborar propostas de desdobramento municipal com uma agenda de comprimissos ‘de jovens com e para jovens’. Avante Juventude!!!

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#PorUmSertaoJusto
AGENDE-SE11 e 12/04 – Seminário de Juventude – Conceição do Coité/Ba;

11 e 12/04- Encontro de Parceiros MOC/Actionaid – Conceição do Coité;
11 e 12/04 – SEMINÁRIO DO BAHIA PRODUTIVA COM EMPREENDIMENTOS – Santaluz;
15/04 – Oficina Educação não Sexista – Retirolândia/BA

 


Conheça a heroína Edicléia Feliz: A professora, merendeira e diretora dessa escola
No estado do Espírito Santo, na cidade de Sooterama, há uma mulher fazendo o impossível para que crianças recebam uma educação de qualidade
CONTI outra
Por  CONTI outra
No estado do Espírito Santo, na cidade de Sooterama, há uma mulher fazendo o impossível para que crianças recebam uma educação de qualidade; o nome dela é Edicléia Feliz. Ela é a pessoa que faz as aulas, quem prepara os alimentos e ainda acumula o cargo de diretora.

Sua rotina começa antes do raiar do dia. Logo pela madrugada se levanta, arruma um dos seus filhos e leva até a casa da babá e depois segue para estrada; no caminho descobrimos que ela ainda tem mais uma função para alguns dos alunos; ela é motorista. A escola Unidocente de Ensino Fundamental Córrego Patioba é um colégio pequeno, mas isso não significa que cuidar de 30 alunos seja uma tarefa tranquila. Para quem nunca teve a experiência de entrar numa sala de aula, imagine-se simplesmente tendo que organizar 30 crianças num espaço; a tarefa por si só já é complicada.

Mas Edicléia carrega o peso de ter que ensinar os conteúdos escolares, cuidar de assuntos externos à sala de aula e ainda preparar a comida para os estudantes. O mais surpreendente nessa história é que diante disso tudo encontramos um desempenho bom. No programa de avaliação educacional, a escola de 1 profissional só obteve 100% de aproveitamento.

É claro que o heróismo de Edicléia não deveria ser necessário; com investimento e priorizando a educação das crianças, o ideial é que houvessem mais profissionais trabalhando para atendê-las. Temos aqui uma heroína, entre tantos outros trabalhadores apaixonados da Educação, que enfrentam o vilão do descaso público.

Edicléia, a parte disso tudo, conquistou a admiração dos pais e vários que ficaram sabendo de seu trabalho desejam matricular seus filhos para ter aulas com ela. A Secretária de Educação por sua vez, até o momento, informa que está realizando um estudo para viabilizar a contratação de mais profissionais. Nossa heroína, ao ser perguntada pelo Gazeta Online, sobre qual ajuda gostaria de receber, manteve o silêncio, emocionando-se.

Imagem de capa: Reprodução: Tv Gazeta


João Goulart
João Belchior Marques Goulart, conhecido também pelo apelido de Jango, foi presidente do Brasil entre os anos de 1961 e 1964, quando foi deposto pelo Golpe Militar de 1964. João Goulart nasceu na cidade gaúcha de São Borja, em 1º de março de 1919, e faleceu na cidade argentina de Mercedes, em 6 de dezembro de 1976.

O primeiro cargo público da carreira de Jango, que entrou para a vida política com o suporte de Getúlio Vargas, foi como deputado federal, em 1950. Depois, foi ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, no segundo governo de Vargas, quando promoveu um aumento do salário mínimo em 100%. Jango foi eleito vice-presidente da República duas vezes, a primeira, de JK, em 1955, a segunda, em 1960, de Jânio Quadros.

Origens do golpe

Quando o presidente João Goulart anunciou que iria colocar em prática as Reformas de Base, com objetivo de reduzir a concentração da renda e da terra no país, milhares de pessoas saíram às ruas para defende-las e aprofundá-las. Contudo, apesar do forte apoio popular às mudanças anunciadas, os setores da sociedade ligados ao pensamento conservador protestaram contra o governo, considerado por eles uma porta de entrada para o comunismo no Brasil. Isso animou os golpistas, que perceberam uma importante disposição de setores das classes médias para sustentar a derrubada do presidente por quaisquer meios.
A ditadura militar no Brasil passou por três fases diferentes ao longo de seus 21 anos de duração. A primeira foi de legalização do regime autoritário, por meio de decretos-lei e de uma nova constituição. A segunda, de recrudescimento da repressão e da violência estatal contra os opositores da ditadura. E a terceira, de reabertura política, com a Lei da Anistia e o movimento pelas eleições diretas para presidente.
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Um disfarce legalista para a ditadura – de 1964 a 1968

Os militares desde o início sinalizaram quem estava no comando.