Archive for the ‘capacitação’ Category

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Posted: May 7, 2019 in ação social, capacitação, cidadania

MOC por  sendgrid.netter, 30 de abr 17:10 (há 7 dias)
Nº 628: 30 de abril de 2019:  Feira de Santana-BA

LANÇAMENTO
Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Convivência com o Semiárido aconteceu em Brasília
Aconteceu na manhã desta quarta-feira, 24 de abril, na Câmera dos Deputados, em Brasília, o Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Convivência com o Semiárido, reunindo representantes de movimentos sociais, de entidades da sociedade civil e parlamentares. “O objetivo principal é chamar a atenção sobre a importância de manter os programas e políticas de Convivência com o Semiárido, no orçamento do governo federal no próximo Plano Plurianual (2020-2023) ”. A Bahia esteve presente através do Coordenador da ASA-BA Naidison Baptista, o técnico do Movimento de Organização Comunitária (MOC) Clécio Lima e a agricultora Milena Souza, do município de Serra Preta, acompanhada pelo MOC por meio da Assistência Técnica e Extensão Rural. Para a agricultora Milena Souza a Frente Parlamentar em Defesa do Semiárido é uma das formas de fortalecer as políticas em defesa da agricultura familiar. “Essa iniciativa me deixou com esperança e a certeza que temos parlamentares em defesa do nosso semiárido. Diante de um cenário onde estamos sofrendo tantos retrocessos, precisamos nos manter unidos e lutar juntamente com as instituições, que acreditam em dias melhores para o nosso semiárido”, ressaltou a agricultora. Vale ressaltar, que mesmo diante de conquistas e grandes transformações na região semiárida, com as ações de acesso à água para famílias agricultoras, através da captação e armazenamento de água, ainda há uma forte demanda de famílias sem cisternas que armazenam água para consumo humano e sem tecnologias que guardam água para produção de alimentos e criação animal. 
Leia matéria completa no site do MOC.
TECNOLOGIA
Feira de Santana teve experimento da tecnologia criada por jovem da Bahia que levou Prêmio nos EUA
A jovem Anna Luisa Santos, de 21 anos, que se formou em Biotecnologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018, que criou uma tecnologia, batizada de “Aqualuz”, para filtrar água através da luz solar em regiões do Semiárido e levou prêmio nos EUA, junto a outros três estudantes que abraçaram a ideia, uma premiação de R$ 25 mil, com o segundo lugar na competição HackBrazil, evento brasileiro de tecnologia, em Boston (EUA), que premia iniciativas empreendedoras. A final aconteceu no dia 5 de abril durante a Brazil Conference, reunindo 400 startups de tecnologia na competição. A criação do sistema de filtragem sustentável, para ser ligado a cisternas que utiliza radiação solar, para tornar a água contaminada própria para consumo, em regiões que passa por logos períodos de estiagens, teve experimento implementado em cidades de quatro estados do Brasil, entre elas, na Bahia, o experimento foi feito no município de Feira de Santana, em cisternas de placas da família de Maria Normelia de Freitas comunidade Lagoa Grande, e outra da família de Lúcia Santana, comunidade Lagoa da Negra, ambas as comunidades do distrito de Maria Quitéria, que são acompanhadas pelo técnico Itamar Alves por meio da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) pelo Movimento de Organização Comunitária (MOC) em parceria com a Cooperativa de Consultoria Pesquisa e Serviços de Apoio ao Desenvolvimento Rural Sustentável (COOPESER). Segundo o técnico Itamar Alves que acompanhou a jovem, na implementação do experimento, foram quatro visitas nas cisternas das famílias, que receberam a tecnologia com muito gosto e curiosidade para saber sobre os benefícios poderia lhes proporcionar. 
Leia matéria completa no site do MOC.
FORMAÇÃO
Formação de Agentes Comunitários Rurais e Agentes Comunitários de Apicultura foi realizada em Santaluz
O Movimento de Organização Comunitária (MOC) realizou nos dias 23 e 24 de abril, no município de Santaluz, uma Formação dos Agentes Comunitários Rurais (ACR’s) e Agentes Comunitários de Apicultura (ACA’s), uma ação do projeto Bahia Produtiva, desenvolvido pelo Movimento de Organização Comunitária MOC, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Governo da Bahia. A atividade contou com a participação de 18 agentes ACR’s e ACA’s, os que já estavam no projeto I junto a novos integrantes que somaram a equipe para o projeto II. E foi conduzida pela técnica Reinilda Santos, o técnico Ivamberg Silva e a veterinária Josimari Alves, que fazem parte da equipe do Bahia Produtiva do MOC. A formação seguiu a luz de alguns propósitos como: promover a integração entre os agentes antigos e novos na dinâmica de execução do Bahia Produtiva, de modo que haja troca de saberes e fazeres, bem como de ânimo e disposição para retroalimentar a caminhada de quem já está em marcha e fortalecer aqueles/as que chegam para se juntar no caminho, bem como refletir sobre as corresponsabilidades individuais numa dinâmica de trabalho com entregas coletivas, como ainda Conhecer e profundar o Termo de Referência dos Agentes Comunitários Rural e Agentes Comunitários de Apicultura para reconhecimento das responsabilidades e serem assumidas na execução do projeto. Além disso, fez a retomar e aprofundar o conhecimento sobre os componentes políticos/pedagógicos (ações previstas) e as ferramentas de gestão da execução do projeto (diagnóstico e lançamento, atestes individuais e coletivos, projeto produtivo, planejamento e monitoramento mensal, assessoria às entidades [atas, cotação de preço e prestação de contas]). 
Leia matéria completa no site do MOC.
ASSEMBLEIA
MOC participou de Assembleia Codeter da Bacia do Jacuípe
O Movimento de Organização Comunitária (MOC) participou na última terça-feira (23) de abril, no município de Capim Grosso, através das técnicas Daiane Xavier, Margarida Souza, Sara Geisa e Sidineia Queiroz, da Assembleia Geral do Colegiado de Desenvolvimento Territorial (CODETER) do Território Bacia do Jacuípe. O momento foi conduzido pelo atual presidente do conselho de administração Hélio Alves, que apresentou o relatório da gestão 2017-2019, destacando avanços das ações previstas principalmente com a parceria da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Governo do Estado da Bahia. Ocorreu ainda algumas alterações no regimento interno do CODETER, no que se refere as normas eleitorais, discussão bastante produtiva, na qual definiu que cada entidade filiada deverá apresentar lista tríplice composta por homem, mulher e jovem de forma que obedeça ao estatuto, que preza pela participação equivalente de gênero. Na oportunidade instituiu a Comissão Eleitoral que irá organizar e conduzir a Eleição da diretoria, que está composta por cinco pessoas, sendo duas representando o poder público e três a Sociedade Civil. E assim, serão analisadas solicitações de filiação enviadas ao Colegiado, além disso, avaliará também a participação das filiadas nas atividades deste Colegiado, visando cumprir a norma estatutária que prevê o voto para entidades que estejam participando ativamente. Para Sara Geisa é importante fortalecer este espaço, pois é através dele que discutimos a política de desenvolvimento territorial, que busca estratégias efetivas para sanar as diversas necessidades ambientais, educacionais, sociais, entre outras.
SEMINÁRIO
MOC participou de Seminário Municipal sobre as perspectivas da Juventude Rural em Ichu
Na sexta-feira (26) de abril, teve Seminário Municipal sobre as perspectivas da Juventude Rural na Construção de um Sertão Justo no município de Ichu. Uma multiplicação do Seminário Regional que faz parte das ações do MOC em parceira com a Actionaid e contou com apoios locais. “Somos semente de uma nova Nação”. Essa força juvenil que caminhou na atividade envolvendo muitas dinâmicas, reflexões, prosas, debates e trabalhos em grupos sobre as lutas da juventude por mais oportunidades e direitos que devem ser garantidos pelas políticas públicas. Desse modo, temas como inclusão do jovem com necessidades especiais, protagonismo, empreendedorismo violência de gênero, entre outros, foram pautas importantes neste dia, na linha da construção do Sertão Justo, apontando os desafios e as resistência nessa caminhada. Watson Santana portador de deficiência visual, estudante de pedagogia na UNEB campus XI Serrinha, sobre o direito à acessibilidade que precisa ser garantido através de órgãos públicos ou privados, para gerar as diversas mudanças nas condições de acesso a aos espaços, permitindo aos portadores de deficiência uma maior aproximação aos serviços prestados à coletividade.
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Posted: April 24, 2019 in ação social, capacitação

MOC por 
Nº 627: 23 de abril de 2019:  Feira de Santana-BA
REUNIÃO
Conselho Estadual da Criança e do Adolescente realizou reunião para planejamento estratégico
O Conselho Estadual da Criança e do Adolescente (CECA), realizou hoje, 17, uma reunião junto aos conselheiros/as, no salão Hotel Golden Park, no município de Salvador. O objetivo do evento foi realizar o Planejamento Estratégico, a partir dos principais problemas enfrentados por crianças e adolescentes. Para o Planejamento Estratégico 2019-2022 foi trabalhado cinco eixos de ação: 1. Promoção Direitos da Criança e Adolescente; 2. Defesa; 3. Proteção; 4. Gestão das Políticas e 5. Participação de Criança e Adolescente. Em cada eixo os grupos construíram os principais desafios-problemas, objetivos, estratégias, ações/atividades/responsáveis, prazos, indicadores e meios de avaliação e monitoramento. Para Vera Carneiro, presidente do CECA e coordenadora do Programa de Educação do Campo Contextualizada do Movimento de Organização Comunitária (MOC), fez uma avaliação positiva do evento. “Foi um momento muito importante para o CECA na Bahia, pois construir seu planejamento estratégico contando com a participação de conselheiros, suplentes e adolescentes dos Territórios do estado avaliando as condições reais para poder fortalecer a rede de proteção dos direitos de criança e adolescente no Estado da Bahia”, conclui Vera. O Planejamento vai servir para construção do Plano Decenal de Direitos da Criança e Adolescente.
SEMINÁRIO
MOC participou de Seminário Estadual sobre previdência
Aconteceu nos dias 16 e 17 de abril, em Feira de Santana, o Seminário Estadual sobre a Previdência: Estudos e Encaminhamentos, organizado pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA/BA), Articulação de Agroecologia da Bahia (AABA), Movimentos de Pequenos Agricultores (MPA), Fórum Baiano de Agricultura Familiar (FBAF) e Escolas Agrícolas. O objetivo foi realizar reflexões teórico prática sobre a reforma da previdência, além de discutir sobre políticas para a continuidade de ações que garantem acesso à água no Semiárido. As diversas organizações presentes, assumiram o compromisso coletivo de articular ações/atos em todos os territórios da Bahia, CONTRA O DESMONTE DA SEGURIDADE SOCIAL.
FORMAÇÃO
Equipe do PAPAA participou da oficina de formação para execução do Projeto Segunda Água
Parte da equipe do Programa de Água Produção de Alimentos (PAPAA), do Movimento de Organização Comunitária (MOC), participou hoje, 22, da oficina de formação para execução do Projeto Segunda Água, numa parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do governo do estado da Bahia. O objetivo foi dialogar, tirar dúvidas e explicar sobre a execução do contrato que fortalece a agricultura familiar através da implementação de tecnologias sociais de captação e armazenamento de águas da chuva para produção. As tecnologias de barreiros trincheira e cisternas de produção serão construídas nas comunidades dos municípios de Itapicuru, Nova Soure, Biritinga e Crisópolis. Para Mateus Carneiro, coordenador do projeto pelo MOC, ressalta a importância do projeto para às famílias agricultoras e destaca que “o MOC busca junto aos parceiros ações que melhorem a qualidade de vidas das pessoas do campo, mas o projeto não visa simplesmente a construção de tecnologias sociais de captação de água, como também a capacitação/formação das pessoas para o bom gerenciamento dos recursos hídricos e da produção sustentável dentro de uma perspectiva agroecológica”, conclui. O projeto Segunda Água proporciona o acesso à água para a produção agroalimentar e animal às famílias de baixa renda, aumentam a capacidade produtiva voltada para a segurança alimentar e nutricional potencializando desde a produção de frutas e hortaliças à criação de pequenos animais, como aves, caprinos e ovinos.
ENCONTRO
MOC  participa do  3° Encontro  Estadual de Sementes em Vitória da Conquista
style=”color:#333300;”>Começou nesta terça-feira (23) de abril e segue até a quarta (24), em Vitória da Conquista/BA, o 3° Encontro Estadual de Sementes, com o tema: Sementes da Terra, da Resistência e da Soberania, com o objetivo de fortalecer as redes de Bancos Comunitários de Sementes, como ainda discutir sobre as ameaças dos transgênicos, bem como avaliar as ações do programa Sementes do Semiárido, além de articular políticas públicas de sementes na Bahia. O Encontro conta com a ação do projeto Sementes do Semiárido e tem participação das organizações que compõem a ASA Bahia, a exemplo do Movimento de Organização Comunitária (MOC) que está sendo representado pela coordenadora do Programa Água, Produção de Alimentos e Agroecologia (PAPAA) Ana Dalva Santana, a técnica Taina Lima, como por agricultores e agricultoras dos municípios de Araci, Retirolândia e Nova Fátima.

CONVENÇÃO 30 ANOS
Adolescentes e jovens participam de oficina sobre a Mobilização Internacional em volta dos 30 anos da Convenção dos Direitos da Infância
“A Convenção dos Direitos da Infância completa 30 anos: e eu com isso? Realizada nos dias 10 e 11 de abril, pela Terre Des Hommes Suisse (TDH), em Salvador, envolvendo adolescentes e jovens comunicadores/a das entidades parceiras, a exemplo do MOC que foi representado por Alex Araújo, Breno Santiago e Camila Vitória Lima. A atividade visou apresentar ao Coletivo de Adolescentes e Jovens a proposta de mobilização internacional em torno dos 30 anos da Convenção dos Direitos da Criança e pactuar um Plano de Ação para garantir a participação do grupo na criação de estratégias de incidência por meio da elaboração de produtos de comunicação. O oficina foi muito produtiva e construtiva, em torno de reflexões, atividades e boas trocas de saberes e experiências, sobre a Mobilização Internacional em volta dos 30 anos da Convenção e o papel de TdH nesse contexto, reflexões sobre a Convenções e acordos internacionais de direitos, atual momento político do Brasil e a importância da participação de crianças, adolescentes e jovens, bem como a importância da comunicação para divulgar contra-narrativas, teve roda de conversa sobre a importância de produzir outras narrativas sob o ponto de vista de crianças, adolescentes e jovens, a partir dos disparadores, como ainda fazeres de suas próprias contra-narrativas para visibilizar os 30 anos da Convenção. Houve também a construção de Círculos de Paz e Justiça Restaurativa: uma proposta de continuidade e planejamento de retomada do quebra-cabeça-das-ações (olhar para ele, ver o que sai e o que fica), além do planejamento final para o plano de ação com: ações, responsáveis, prazos, recursos, parcerias, entre outros.

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<AGENDE-SE
23/04- Assembleia do MMTR Regional- Serrinha;
23 e 24/04- Formação do ASR’s e ACA’s- Santa Luz;
24/04-Reunião de Conselho e Rede- Ichu;
24/04- Seminário Municipal sobre as perspectivas das Juventudes Rurais- Araci e Conceição do Coité;
25/04- Reunião com Conselho e Rede- Araci;
25/04- Assembleia Geral Extraordinária da Rede de Produtoras da Bahia- Feira de Santana;
25/04-Seminário Regional de apresentação das ações do Projeto de Expansão, Fortalecimento, Estimulo e Desenvolvimento das Finanças Solidárias – Feira de Santana;
26/04- Reunião do CDDM- Salvador

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Posted: April 11, 2019 in capacitação, cidadania

.Nº 625: 09 de abril de 2019:  Feira de Santana-BA
Reunião Ampliada do Fórum Baiano de Economia Solidária (FBaES)
Aconteceu no dia 05 de abril, no município de Feira de Santana, uma Reunião Ampliada do Fórum Baiano de Economia Solidária (FBaES), que contou com a participação de Entidades de Apoio, Empreendimentos Econômicos Solidários (EES)  e  representantes da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE)/Superintendente de Economia Solidária e Cooperativismo (SESOL). O MOC esteve presente através de sua atuação e de parceiros, tais como: Gisleide Carneiro e Laila Silva (MOC), Eleneide Alves (Arco Sertão), Joseane Santos  (COOPEREDE), Lídia Maria (APAEB de Araci) Valmira Lopes (COOBENCOL), Willza Almeida (Associação Central de Cidadania). Entre as pautas e encaminhamentos, ocorreu um momento para refletir sobre  a Conjuntura Política no contexto Nacional e Estadual  da Economia Solidária,  com a fala de Débora Rodrigues (coordenadora do FBaES) e Milton Barbosa (Superintendente de Economia Solidária e Cooperativismo – SESOL), trazendo todo o percurso da Economia Solidária nos governos nos anos de 2003 até a atualidade,  que atualmente a Economia Solidária está dentro do Ministério da Cidadania , associada à Secretária de Inclusão Social e Produtiva Urbana, e outra parte do setor rural no  Ministério da Agricultura, subordinado à Secretaria  da Agricultura Familiar e Cooperativismo, apontando o fracionamento da Economia Solidária .  Pontuado pelo Superintendente Milton Barbosa a redução significativa de recursos federal para a pasta de Economia Solidária no Governo Federal impactando significativamente ações  a nível Estado da Bahia para Economia Solidária. Logo em seguida, realizou-se debate a respeito do Cadastro Nacional de Empreendimentos Econômicos Solidários  e Comercio Justo (CADSOL), no ano de 2014 , o governo  da Bahia concede isenção de ICMS para produtos da economia solidária.  No decreto toma como base  a caraterização ser empreendimento de economia solidária o instrumento CADSOL, contudo esse instrumento está na plataforma do governo federal e sem funcionamento, devido  extinção do Ministério  do Trabalho e Emprego onde era conduzido todo o processo, e até o momento não temos conhecimento em que Ministério ficou. Ficou encaminhada uma comissão de representante da sociedade civil e governo para tratar da solução para esse impasse. O MOC integra a essa comissão.
 Leia matéria completa no site do MOC.

REDE EDUCOM
Rede Educom do CODETER foi formada no Território do Sisal
A Rede Educom do Colegiado Territorial (CODETER) do Território do Sisal foi formada durante Oficina Formativa Educomunicativa, promovida pelo Departamento de Formação de Órgãos Colegiados (DFOC), vinculado a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), nos dias 01 e 02 de abril, no município de Serrinha. A formação teve como foco elevar processos formativos com leituras contextuais engajadas na realidade do Colegiado, visando contribuir com movimentos e protagonismo coletivo e pessoal dos diversos segmentos do território, tecendo uma rede de interação para melhor atuação do CODETER. A atividade envolveu uma programação recheada de dinâmicas e músicas, bem como reflexões, contextualizações e conceitos sobre Educomunicação, Território, Territorialidade e Governança Territorial, além de muitos saberes, vivências e experiências compartilhadas, teve também a parte prática com audiovisual, oratória e design, seguindo com socialização das produções. E assim foi marcada pela construção participativa e pelo compromisso com a Rede para que de fato fortaleça o desenvolvimento territorial, dando visibilidade a diversidade de ações e segmentos que  compõe o Território do Sisal, contando assim com as representes de movimentos sociais e populares, instituição de ensino, gestão pública, entre outros. A exemplo do Movimento de Organização Comunitária que esteve presente através da técnica Robervânia Cunha. O diretor do DFOC, Marcelo Rocha abordou sobre o contexto da Educomunicação, seu conceito, ecossistemas, objetivos, métodos e outros, refletindo sobre o modelo da educação tradicional, que tem o professor como centro, que tem alunos apenas como receptores, em contrapartida com Educom que remente a um outro segmento de educar, o de tornar seres pensantes, com atitudes, com vozes, em um processo de troca, de ativar as capacidades de produzir, de ir além, por isso, a necessidade de usar as tecnologias (e seus avanços) em favor do bem comum, das lutas e organizações do povo. A Educomunicação se baseia no acontecimento, nas realidades concretas. Gera auto-organização e se propaga de maneira a não estabelecer um centro que domina e um conjunto que lhe é subordinado. Ao contrário, promove autonomia dos sujeitos e estimula-os a ser protagonista de suas realidades. Propósitos, críticos, em redes colaborativas”.Leia matéria completa no site do MOC.

 AUDIÊNCIA PÚBLICA
MOC participou de Audiência Pública sobre Feminicídio em Serrinha
Aconteceu na Câmera Municipal de Vereadores/as de Serrinha, na última sexta-feira 05 de abril, uma Audiência Pública sobre Feminicídio: Até quando vão tirar a vida de nós Mulheres, com iniciativa de realização do Coletivo Flores do Sisal e do Movimento de Mulheres Dandara do Sisal, contando com a participação da promotora de Justiça Ana Caroline Tavares, a Deputada Federal Lídice da Mata e outras representantes do legislativo, executivo e defensoria pública de Serrinha. O MOC este presente através de Selma Gloria (Coordenadora do Programa de Gênero do MOC), que ressaltou a importância da atuação e fortalecimento do Conselho municipal de defesa dos direitos das mulheres, bem como a articulação da Rede de Enfrentamento a violência para que o fluxo de informações ocorra com celeridade, o que pode salvar a vida de muitas mulheres. Outra questão pontuada foi que o Fórum Estadual de Enfrentamento a violência contra as mulheres do Campo seja reativado bem como as unidades móveis (dois ônibus lilás) que são importantes equipamentos para atender as mulheres rurais. As ações conjuntas da sociedade civil e poder público são fundamentais para que as mulheres se sintam amparadas e consigam romper com o ciclo da violência e coibir o feminicídio. Um momento emocionante com depoimento de Maria das Graças (conhecida como gracinha) mãe de Daiane Reis (a jovem grávida que foi assassinada pelo seu companheiro), comoveu a todas/os participantes.

JUVENTUDE
MOC realizará um Seminário Regional sobre Perspectivas das Juventudes Rurais em Conceição do Coité
O MOC realizará no município de Conceição do Coité, nos dias 11 e 12 de abril, um Seminário Regional sobre Perspectivas das Juventudes Rurais na construção de um Sertão Justo. O seminário objetiva promover diálogos e compartilhamento sobre os sonhos individuais e coletivos que movem o caminhar das juventudes, bem como intercambiar ideias sobre temáticas de interesses das juventudes, refletir sobre a perspectiva do “Sertão que temos x o Sertão que queremos” a partir da ótica das juventudes, como ainda motivar a integração intergeracional entre crianças/adolescentes, juventudes, adultos e lideranças das organizações parceiras na luta pelos direitos e análisar a Conjuntura Política do ponto de vista das juventudes, refletindo os impactos nas suas vidas. A atividade terá também reflexão sobre as trincheiras de luta e resistência das juventudes – desafios e perspectivas para re’existir em tempos sombrios, além de elaborar propostas de desdobramento municipal com uma agenda de comprimissos ‘de jovens com e para jovens’. Avante Juventude!!!

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AGENDE-SE11 e 12/04 – Seminário de Juventude – Conceição do Coité/Ba;

11 e 12/04- Encontro de Parceiros MOC/Actionaid – Conceição do Coité;
11 e 12/04 – SEMINÁRIO DO BAHIA PRODUTIVA COM EMPREENDIMENTOS – Santaluz;
15/04 – Oficina Educação não Sexista – Retirolândia/BA

 


Conheça a heroína Edicléia Feliz: A professora, merendeira e diretora dessa escola
No estado do Espírito Santo, na cidade de Sooterama, há uma mulher fazendo o impossível para que crianças recebam uma educação de qualidade
CONTI outra
Por  CONTI outra
No estado do Espírito Santo, na cidade de Sooterama, há uma mulher fazendo o impossível para que crianças recebam uma educação de qualidade; o nome dela é Edicléia Feliz. Ela é a pessoa que faz as aulas, quem prepara os alimentos e ainda acumula o cargo de diretora.

Sua rotina começa antes do raiar do dia. Logo pela madrugada se levanta, arruma um dos seus filhos e leva até a casa da babá e depois segue para estrada; no caminho descobrimos que ela ainda tem mais uma função para alguns dos alunos; ela é motorista. A escola Unidocente de Ensino Fundamental Córrego Patioba é um colégio pequeno, mas isso não significa que cuidar de 30 alunos seja uma tarefa tranquila. Para quem nunca teve a experiência de entrar numa sala de aula, imagine-se simplesmente tendo que organizar 30 crianças num espaço; a tarefa por si só já é complicada.

Mas Edicléia carrega o peso de ter que ensinar os conteúdos escolares, cuidar de assuntos externos à sala de aula e ainda preparar a comida para os estudantes. O mais surpreendente nessa história é que diante disso tudo encontramos um desempenho bom. No programa de avaliação educacional, a escola de 1 profissional só obteve 100% de aproveitamento.

É claro que o heróismo de Edicléia não deveria ser necessário; com investimento e priorizando a educação das crianças, o ideial é que houvessem mais profissionais trabalhando para atendê-las. Temos aqui uma heroína, entre tantos outros trabalhadores apaixonados da Educação, que enfrentam o vilão do descaso público.

Edicléia, a parte disso tudo, conquistou a admiração dos pais e vários que ficaram sabendo de seu trabalho desejam matricular seus filhos para ter aulas com ela. A Secretária de Educação por sua vez, até o momento, informa que está realizando um estudo para viabilizar a contratação de mais profissionais. Nossa heroína, ao ser perguntada pelo Gazeta Online, sobre qual ajuda gostaria de receber, manteve o silêncio, emocionando-se.

Imagem de capa: Reprodução: Tv Gazeta


João Goulart
João Belchior Marques Goulart, conhecido também pelo apelido de Jango, foi presidente do Brasil entre os anos de 1961 e 1964, quando foi deposto pelo Golpe Militar de 1964. João Goulart nasceu na cidade gaúcha de São Borja, em 1º de março de 1919, e faleceu na cidade argentina de Mercedes, em 6 de dezembro de 1976.

O primeiro cargo público da carreira de Jango, que entrou para a vida política com o suporte de Getúlio Vargas, foi como deputado federal, em 1950. Depois, foi ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, no segundo governo de Vargas, quando promoveu um aumento do salário mínimo em 100%. Jango foi eleito vice-presidente da República duas vezes, a primeira, de JK, em 1955, a segunda, em 1960, de Jânio Quadros.

Origens do golpe

Quando o presidente João Goulart anunciou que iria colocar em prática as Reformas de Base, com objetivo de reduzir a concentração da renda e da terra no país, milhares de pessoas saíram às ruas para defende-las e aprofundá-las. Contudo, apesar do forte apoio popular às mudanças anunciadas, os setores da sociedade ligados ao pensamento conservador protestaram contra o governo, considerado por eles uma porta de entrada para o comunismo no Brasil. Isso animou os golpistas, que perceberam uma importante disposição de setores das classes médias para sustentar a derrubada do presidente por quaisquer meios.
A ditadura militar no Brasil passou por três fases diferentes ao longo de seus 21 anos de duração. A primeira foi de legalização do regime autoritário, por meio de decretos-lei e de uma nova constituição. A segunda, de recrudescimento da repressão e da violência estatal contra os opositores da ditadura. E a terceira, de reabertura política, com a Lei da Anistia e o movimento pelas eleições diretas para presidente.
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Um disfarce legalista para a ditadura – de 1964 a 1968

Os militares desde o início sinalizaram quem estava no comando.

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Posted: March 28, 2019 in ação social, capacitação, cidadania

Nº 623: 26 de março de 2019:  Feira de Santana-BA
PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL 2019
MOC realizou Planejamento e Avaliação Institucional 2019
“Não tenho um caminho novo. O que eu tenho de novo é um jeito de caminha”, Thiago Mello. Foi com o espírito de ressignificar sua caminhada que o Movimento de Organização Comunitária (MOC) realizou na quinta-feira (21) de março, no município de Feira de Santana/BA, seu Planejamento e Avaliação Institucional do ano de 2019, referente às ações de suas áreas programáticas divididas em: Programa Água, Produção de Alimentos e Agroecologia (PAPAA), Programa de Desenvolvimento Institucional (PDI), Programa de Educação do Campo Contextualizada (PECONTE), Programa de Fortalecimento de Empreendimentos Econômicos Solidários (PFEES), Programa de Gênero (PGEN) e Programa de Comunicação (PCOM). A atividade deu inicio com uma belíssima mística sobre Jeito de Ser, levando a mensagem e reflexão do importante papel de quem corrobora intensamente para que o MOC contribua na transformação de vidas no Semiárido. Seguindo para abertura com as boas vindas e falas da Maria Vandalva Oliveira (Coordenadora Pedagógica do MOC) e Célia Firmo (Coordenadora Geral do MOC). E para começar os trabalhos do dia foi apresentado e relembrando para a equipe do MOC, pela Coordenadora Pedagógica a Matriz Estratégica Institucional, que se compõe pela sua Missão, Visão, Princípios e Valores, que baseia todo o processo de desenvolvimento das ações da instituição, processo esse que embasou a avaliação de cada área programática, construída em momentos anteriores e socializada nesse encontro, formando uma ‘Arvore’ com raízes, galhos, folhas e diversos frutos, que se resume aos feitos e efeitos da caminhada do MOC, assim como seus avanços, desafios e entraves, que diante das mudanças do cenário do país afetaram drasticamente o MOC.  Leia matéria completa no site do MOC.
 CONVÊNIO ECOFORTE
MOC assinou Convênio ECOFORTE com a Fundação Banco do Brasil
Um ato exitoso e importante de celebração aconteceu na manhã desta terça-feira (26) de março, na sede do Movimento de Organização Comunitária (MOC), Feira de Santana/BA, com a assinatura do Convênio ECOFORTE, entre o MOC e a Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O ECOFORTE visa contribuir com organização de redes de empreendimentos, com disponibilidades de recursos para financiar a construção ou reforma de instalações, bem como a aquisição de máquinas, veículos e equipamentos, como ainda capacitações e serviços técnicos especializados, além de gestão e assistência técnica dos projetos apoiados, voltados para redes de organizações de extrativismo ou produção orgânica com base na agroecologia. Segundo a Coordenadora Geral do MOC Célia Firmo a elaboração do projeto para esse edital foi realizado em 2017, com entidades de todo Brasil e o MOC concorreu para apoiar grupos de mulheres da economia solidária e agricultura familiar que trabalham com a produção extrativista. “A ideia desse projeto é apoiar esses grupos para melhorar no processo de produção, com formações, mas também com aquisição de equipamentos (…). Por isso, o nome do projeto será Amigas da Caatinga, pois o projeto vai ser voltado para produção de alimentos e artesanatos, a partir do que a caatinga nos oferece, mas também o projeto visa proteger essa caatinga, a gente fazer o uso sustentável desses produtos”, frisou Célia Firmo. Leia matéria completa no site do MOC.
EXPOSIÇÃO
A Rede Arco Sertão Central assessorada pelo MOC realizou exposição
A Rede Arco Sertão Central assessorada pelo MOC, através do Programa de Fortalecimento de Empreendimentos Econômicos Solidários (PFEES), está expondo seus produtos oriundos da agricultura familiar e economia justa e solidária, no III Congresso Latino-Americano de Ecologia Política, em Salvador, Bahia, entre os dias 18 e 20 de março de 2019. “O tema deste III Congresso enfrenta o momento turbulento pelo qual passa a América Latina, com a emergência de governos autoritários e neoliberais e a aceleração das políticas extrativistas e de desnacioanlização dos recursos naturais. Frente ao giro reacionário, emergem insurgências decoloniais e lutas que recompõem horizontes emancipatórios. Novas ecologias de resistências que reconfiguram a práxis libertadora”.
VISITA
As mulheres da Associação Santoantoniense visitaram a a Cooperfatima
As mulheres da Associação Santoantoniense do Desenvolvimento Comunitário, do município de São Domingos, visitaram na terça-feira (19) de março, a Cooperfatima, no município de Nova Fátima, para aprender a produzir iogurte, produto que vem como potencial para o grupo, visto que São Domingos é um dos municípios que tem maior produção de leite na região. A Associação está sendo acompanhada pelo Projeto COOPERAÇÃO que faz parte do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) Mais Gestão, da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER), Governo Federal, desenvolvido pelo o Movimento de Organização Comunitária (MOC), nos municípios do Território de Identidade do Sisal, na Bahia.
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Alemanha Deutschland Symbolbild Hartz IV Armut Altersarmut (picture-alliance/dpa/K. Hildenbrand)
Como funciona o sistema de aposentadorias da Alemanha
O primeiro sistema estatal de previdência do mundo, criado ainda no século 19 por Otto von Bismarck, hoje tem seu funcionamento pressionado pelo envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida.
 
No início da década 1880, o chanceler alemão Otto von Bismarck apresentou uma proposta revolucionária para o Reichstag (parlamento imperial): a criação de um amplo sistema dirigido pelo Estado para garantir pensões a cidadãos mais velhos ou inválidos. Nascia a aposentadoria. Foram precisos oito anos para que a proposta fosse colocada em prática, mas no final da década o país passou a contar com o primeiro sistema estatal de previdência do mundo.
Inicialmente, o esquema desenhado por Bismarck previa que os pagamentos seriam garantidos para cidadãos a partir de 70 anos – se eles chegassem a viver tanto. Mais de um século depois, o atual sistema alemão de aposentadoria continua baseado em vários dos princípios estabelecidos pelo velho chanceler prussiano – e com a mesma carga de potenciais problemas.
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Repartição
O principal pilar do sistema de aposentadorias administrado pelo Estado é o esquema de repartição simples. Quem está contribuindo (trabalhadores e empregadores) ajuda a financiar a aposentadoria de quem já não está na ativa. A contribuição para a Previdência é compulsória e atualmente alcança 18,6% do salário. Trabalhador e empregador dividem essa obrigação pagando 9,3% cada dessa fatia.
A adesão ao sistema também é obrigatória para certas profissões liberais, como jornalistas e artistas freelancers, embora as taxas de contribuição sejam diferenciadas. Outras categorias de autônomos podem escolher participar voluntariamente do sistema. Há ainda esquemas especiais para categorias como mineiros e fazendeiros, que exigem menos contribuições e são altamente subsidiados pelo governo.
O sistema também prevê um princípio de equivalência, em que o contribuinte recebe pelo que paga. Além da idade, o tempo de contribuição e a renda média que o trabalhador acumulou ao longo da sua vida produtiva desempenham papel fundamental no valor final da aposentadoria.

Isso implica que cidadãos que contaram com uma renda considerável e trabalharam constantemente ao longo da vida vão sofrer grandes descontos em folha, mas ao final vão receber uma aposentadoria maior. Já os trabalhadores com renda menor e que tenham eventualmente sofrido com períodos de desemprego vão contar com pagamentos consideravelmente menores.
Em 2016, 85% da população alemã empregada estavam cobertos por esse sistema, segundo o Ministério do Trabalho e Assuntos Sociais da Alemanha.
Aposentadoria cada vez mais tarde
Em 2007, uma reforma elevou a idade mínima de aposentadoria. Antes, a legislação previa que a maioria dos alemães só poderia se aposentar aos 65 anos para conseguir o máximo de benefícios. Com a reforma, foi criado um método para elevar progressivamente a idade até 67 anos em 2029. Em janeiro de 2019, a idade mínima era de 65,6 anos.
Alemães que desejarem se aposentar antes dos 65 ou 67 anos podem fazê-lo, mas isso provoca uma redução no valor do benefício. Cada mês não trabalhado até que a idade mínima seja atingida provoca um desconto de 0,3% no valor da aposentadoria. Assim, um trabalhador que se aposentar quatro anos antes da idade mínima pode perde mais de 14% do benefício.

O governo, no entanto, promoveu em 2014 uma espécie de janela para trabalhadores com 63 anos que tinham contribuído por 45 anos. Foi permitido que eles se aposentassem sem redução nos pagamentos. Cerca de 200 mil alemães se enquadraram nessa regra.
Sistema de pontos
O trabalhador que contribuir pelo menos cinco anos para o sistema já tem direito a uma aposentadoria, mas o valor correspondente será muito baixo ou praticamente nulo a depender da idade do solicitante.
Isso porque o valor final é calculado em um sistema de pontos. Eles são concedidos conforme a idade do trabalhador, o tempo de contribuição e o valor acumulado desta última. Quando o pedido de aposentadoria for apresentado, esses elementos são reunidos e é feito um cálculo para determinar o valor do benefício.
Mas há alguns outros elementos que podem garantir pontos adicionais. Trabalhadores que tiveram filhos têm direito a receber pontos extras. Períodos de desemprego também garantem alguns pontos decimais como forma de compensação.
Previdência dos servidores
Na Alemanha, funcionários públicos têm um regime diferenciado de aposentadoria. Cerca de 5% dos trabalhadores alemães trabalham para o Estado. Deles não é exigido nenhum desconto em folha para financiar suas aposentadorias ou outros benefícios, como seguro-desemprego. Além dos servidores, esse regime também contempla juízes e militares profissionais.
Como não há contribuição, a Previdência dos servidores e a aposentadoria dos ex-servidores é financiada diretamente pelo Estado. Para compensar a ausência de descontos, os salários dos servidores públicos são tabelados e em média um pouco mais baixos do que o de trabalhadores equivalentes do setor privado – que são obrigados a contribuir. Embora recebam menos durante suas carreiras, os servidores contam com vantagens adicionais – que muitas vezes são alvo de críticas na Alemanha.
A estabilidade funcional, por exemplo, garante que o funcionário nunca vai precisar recorrer ao seguro-desemprego, já que os cargos são praticamente vitalícios depois de um período de experiência. Além disso, eles normalmente recebem como aposentadoria um valor que chega a 68% da média salarial dos dois últimos anos que antecedem a aposentadoria.
Trabalhadores do setor privado que tenham contribuído por 45 anos podem esperar, na melhor das hipóteses, receber em média 48% da renda dos últimos dois anos.
A diferença dos pagamentos médios dos pensionistas – como são chamados os servidores aposentados – e dos aposentados do setor privado é ainda mais chamativa quando considerados os valores nominais. Em média, um aposentado do setor privado na Alemanha recebe 1.756 euros brutos. Já os pensionistas, 4.100 euros.
Esquemas adicionais
Outros dois pilares do sistema de aposentadorias da Alemanha são os esquemas de pensão complementar ligados a grandes empresas ou categorias profissionais e a previdência privada.
Alguns desses sistemas de pensão complementar ligados a empresas precedem o sistema bismarckiano de previdência estatal. A empresa Siemens, por exemplo, já havia estabelecido uma previdência para seus empregados em 1871. Após uma série de reformas em 2001, esses esquemas ganharam mais adesões.
Em 2017, 70% dos trabalhadores alemães participavam de esquemas previdência privada e de pensão complementar (ligados às suas empresas, ou a um conjunto de companhias do mesmo setor ou ainda sistemas desenhados para certas categorias profissionais). Vários desses esquemas permitem deduções de impostos e em muitos casos preveem pagamentos a partir dos 65 anos.
Os esquemas de previdência privada também passaram a ser incentivados pelo governo federal a partir do início dos anos 2000. Um deles, chamado Rürup – em referência ao economista Bert Rürup, que o desenhou – tem como alvo uma série de categorias de profissionais liberais, que têm que fazer arranjos por conta própria para garantir uma pensão e não podem aderir ao sistema complementar das empresas.
Tanto os esquemas de pensão complementar ligados a empresas e categorias e a previdência privada podem ser organizados em diferentes métodos para fazer o dinheiro render mais, como fundos de pensão.
Problemas no sistema público
s anos 1940 o ex-chanceler federal Konrad Adenauer teria sido alertado por especialistas que o sistema de aposentadorias público da Alemanha criado por Bismarck sofreria dificuldades diante de uma eventual queda na taxa de natalidade. Adenauer teria minimizado o alerta afirmando: “As pessoas sempre vão ter filhos”.
Ao longo dos anos 1950, o número de nascimentos tanto na Alemanha Ocidental quanto na Oriental era mais do que suficientes para repor a população. No entanto, a taxa começou a cair drasticamente nos anos 1970. Como resultado, a relação trabalhador/aposentado bem caindo ano a ano. Em 2018, havia quatro trabalhadores contribuindo para garantir o pagamento de um aposentado. Projeções indicam que em algumas décadas essa relação deve ser de apenas duas pessoas na ativa para cada pensionista.
O envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida também vem pressionando as contas da Previdência. Em 1985, um aposentado recebia em média o benefício por 12,1 anos antes de morrer. Em 2015, a média era de 19,6 anos.
Em 2016, o total que entrou na previdência estatal alcançou 199,5 bilhões de euros, mas os gastos chegaram a 288,4 bilhões de euros (1,22 trilhão de reais). A diferença teve que ser subsidiada pelo governo federal. No mesmo ano, os gastos com a Previdência atingiram 10,5% do PIB alemão – no Brasil, a marca foi de 13% no mesmo ano.
Com a previdência pressionada, há economistas que defendem que o aumento da idade mínima de aposentadoria para 69 anos. O valor das aposentadorias também tem diminuído em relação aos salários que os trabalhadores recebiam na ativa. Hoje, a taxa de reposição é em média de 48%, mas economistas já preveem que ela deve cair para 43% em 2030. Em 1990, ela era de 55%. No Brasil, a taxa atual é em média de 82,5% da renda ativa.
A taxa média de reposição também mascara um fenômeno cada vez debatido na Alemanha: a pobreza entre idosos. Críticos apontam que o sistema é desenhado para perpetuar a desigualdade. Quem tiver contribuído menos por causa de fases de desemprego ou ocupações mal remuneradas pode até garantir uma aposentadoria com 48% de reposição, mas o valor correspondente muitas vezes é insuficiente para garantir uma velhice digna.
Enquanto no Brasil a base da aposentadoria é de um salário mínimo, na Alemanha simplesmente não há nenhuma legislação que garanta uma equivalência ou aproximação com o mínimo nacional, que é de 1.498 euros. Entre os aposentados alemães, 48%, ou 8,5 milhões de pessoas, recebem menos de 800 euros por mês.
Neste grupo que recebe menos de 800 euros, 64% são mulheres, que muitas vezes interromperam suas carreiras para se dedicar à maternidade. Se o valor considerado for de 1.000 euros, 62% dos aposentados estão abaixo dessa marca.
Em 2015, um estudo apontou que 16% dos idosos alemães estão em situação de pobreza. Em 2036, a marca deve chegar a 20%.
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