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OPINIÃO
É urgente combater o plano de holocausto ecológico do bolsonarismo

Felipe Milanez

 7 DE JUNHO DE 2019
APÓS VENCER AS ELEIÇÕES, BOLSONARO AFIRMOU QUE AS RESERVAS INDÍGENAS ESTAVAM “SUPERDIMENSIONADAS”

Bolsonaro quer matar geral. Liberar armas, fuzil, arrebite na estrada, “violenta emoção”, mais cortes na saúde, fim do Mais Médicos, fim da aposentadoria. Uma agenda da morte. Um cenário de Mad Max.

No Ministério da “Destruição” do Meio Ambiente, temos assistido atônitos a implantação de uma política pública do desastre (e desastres são sempre socialmente desiguais), por meio de um plano de aceleração do holocausto ecológico. Este talvez o mais cruel e violento de todos os projetos do novo fascismo de Bolsonaro: aquele que vai inviabilizar a vida das próximas gerações de brasileiros, promover o colapso ecológico e exterminar tantas outras vidas não humanas.

É o governo da conquistalidade — a mentalidade da conquista — que honra os bandos de bandeirantes saqueadores como conta a nossa história que quase não está nos livros: invadir, saquear, roubar, matar, espoliar, e botar fogo em tudo o que deixar para trás.

De todos os retrocessos e anti-políticas de destruição da base civilizatória do Brasil, em dois eixos o autoritarismo de Estado de Exceção avançou mais agressivamente nas últimas semanas: contra o Ministério do Meio Ambiente e contra a Educação. Se levarmos em conta que a área de Segurança Pública, chefiada pelo conje Moro, já vivia no Estado de Exceção da política, tanto nos julgamentos da Lava Jato, quanto no genocídio da população negra.
Na Educação, com seu guarda-chuva ridículo, o ministro pregou a perseguição a professores, liberdade de cátedra, e até a invasão das universidades e apagamento de livros. Nesse caso, tem sido respondido nas ruas, com grandes mobilizações, luta, enfrentamento de ideias.</a➤ Leia também:
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Acontece que com relação ao ambiente ainda paira uma certa apatia diante do abismo. A guerra contra a política ambiental que está em curso, com a desestruturação das instituições ambientais, e incitação à rapina e caça (literalmente), tem fluído de maneira desproporcional, com extrema agressividade contra a população brasileira — e mundial — e contra a natureza.
No Meio Ambiente, o ministro agroboy militarizou toda a diretoria: PMs de São Paulo chamados aos cargos de chefias para reprimir e intimidar fiscais e servidores públicos, em mandar a não-agir (como as denúncias de fiscais que não poderiam fiscalizar). Esvaziou todos os conselhos, sobretudo o Conama, liberou agrotóxicos (associado ao Ministério da Agricultura), faz vista grossa para o saque paraestatal dos recursos naturais, como madeira e garimpo e grilagem, rompendo acordos internacionais. Nesse caos, nem se fala mais em “licenciamento ambiental”, rumo a “flexibilização” para o Capital espoliar ainda mais a natureza, mesmo diante dos escândalos (abafados) das barragens da Vale em Minas, quase todas tremendo prestes a novos crimes e desastres…
Rios, florestas, manguezais, espécies ameaçadas de extinção, santuários marinhos, todo o sistema ecológico nacional entrou na lista vermelha de ameaçados de extinção. Tudo, para facilitar o saque, supostamente contribuir para a “economia” nacional.

É a implantação da política do saque pirata, irresponsável, bandeirante: aquele que saqueia e deixa terra arrasada. Nem sequer a extração de recursos naturais disfarçada de “sustentabilidade”, como foi no neodesenvolvimentismo: é o roubo puro da conquista e do colonialismo. É a aceleração do holocausto ecológico do território rumo ao colapso de onde está o “Brasil”. Impossível imaginar como as próximas gerações poderão viver aqui — cruel pensar no extermínio dos animais e da natureza.

E, no entanto, diante dessa tragédia absurda, o quase silêncio, ainda. Nada nas ruas, nem um cartaz. Mas começam a aparecer algumas agitações políticas (ainda sem manchetes…), muita luta de poucas e boas congressistas (em especial a bancada do PSOL e a primeira deputada indígena, a grandiosa Joênia Wapishana, da REDE), e mobilizações de servidores do Ministério do Meio Ambiente e cientistas comprometidas e comprometidos com a vida. Mas isso é quase nada – ainda – diante do abismo que vivemos.  ➤ Leia também:

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A destruição acelerada da ecologia é a mais urgente das tragédias intensificadas pelo bolsonarismo, pois a tragédia ecológica é a única de todas que o bolsonarismo tem provocado — ou intensificado — que atravessa a vida de todos e todas, pessoas, animais, natureza, a vida em sentido amplo.
Os desastres irão afetar a vida de todas as pessoas, mas de forma desigual. Uma sociologia do desastre expõe as contradições do capitalismo e do colonialismo associadas aos efeitos socioambientais, como a construção social dos riscos, das vulnerabilidades e das desigualdades das comunidades impactadas.
</adir=”ltr”>Não pensem que a Amazônia é longe: a destruição ecológica provocada pelo atual ministro do Meio Ambiente, pistoleiro do bolsonarismo, atinge a tudo e a todos, na Amazônia e fora dela. Onde há vida, das Araucárias do Sul às Castanheiras do Pará, tem a caneta do ministro cercando da vida para exploração do capital.

A pauta ecológica, que apesar de regular a vida em sentido amplo da sociedade, ficou restrita nos últimos anos a círculos “ambientalistas” — em diferentes correntes, sejam neoliberais e pró-mercado, eco-modernistas em defesa de nuclear, carbonização da vida e mercados de REDD+, ou sejam conservacionistas. De forma geral, a ecologia da vida deveria ser uma pauta estrutural para superar as desigualdades no Brasil e se imaginar um futuro comum, mas foi um tema capturado pelas elites econômicas e classes médias dos grandes centros. Discursos tecnicistas, apoiados na ciência Ocidental com suas explicações universalistas, que contribuíram para distanciar as lutas ecológicas das lutas populares e, em certa medida, suavizar a terminologia do momento que vivemos de catástrofe climática. Catástrofe, colapso, repito. A ciência, que sistematicamente silenciou outros saberes, hoje de forma comprometida e ampla alerta para o colapso. Até a ciência, tão legitimada na sociedade, agora é atacada pelo obscurantismo terraplanista bolsonarista. Atacam a ciência não para ampliar os saberes, mas para promover o caos. E no caos, promover o saque.
Até mesmo a Noruega, um dos países mais predadores do mundo, cuja economia é baseada na extração de recursos naturais, poluidora da atmosfera, petroleira, que alimenta seus salmões à base de soja produzida na Amazônia e contamina rios no Pará explorando bauxita, conseguiu construir uma imagem de país “sustentável”, ou então “preocupado” com o meio ambiente. Até essa Noruega reclama de Bolsonaro — mas ainda não ficou nítido se por real compromisso com o Planeta e a vida na Terra, ou por interesses comerciais. Não à toa, sustenta essa desconfiança, foi de onde vieram os recursos para comprar as primeiras licenças de exploração do pré-sal logo após o golpe de 2016. ➤ Leia também:
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</a dir=”ltr”>Não é pela Noruega ou pela escandinavização do ambiente que devemos lutar. Muito menos para “salvar mercados internacionais” que decidem boicotar os produtos da destruição (contraditoriamente, talvez a pauta mais ecológica de Bolsonaro seja via seu chanceler negacionista, cujos erros grosseiros na diplomacia têm fechado mercados que são importantes para a economia do agronegócio, mas destruidores do ambiente).
É pela vida de milhares de pessoas que vivem nesses ecossistemas ameaçados de devastação pelo capital, ambientes de pescadoras, marisqueiras, fundos e fecho de pasto, das periferias secando sem água e os pobres tendo que se alimentar de agrotóxicos cada vez mais agressivos, dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, sertanejos, camponesas e camponeses, sem terra, por aquelas pessoas que tem suas vidas dilaceradas pelo rompimento das barragens, pela seca, e por todas as vidas não humanas que também devem poder viver, porque também têm o direito de existir igualmente aos humanos. Pelos direitos humanos, pelos direitos não-humanos e da natureza.

A luta ambiental não deveria ser vista como a luta de um setor ou de um grupo social específico da sociedade brasileira, mas a luta ampla da sociedade em defesa da vida e da própria possibilidade da reprodução da vida.

O país onde mais ambientalistas são assassinados no mundo parece não ter compreendido que estes ambientalistas não vivem na zona Oeste de São Paulo ou na zona Sul do Rio de Janeiro, mas na Amazônia, no sertão da Bahia, nos manguezais, nas reservas extrativistas, nos territórios coletivos em convívio com a natureza. Essa dimensão da violência e da luta não está colocada nos atuais debates ambientalistas na imprensa, espaço ainda restrito à pensadores brancos, seja pelo agronegócio, seja pelo “conhecimento científico”, cujas lógicas de seus discursos, resquícios do Iluminismo, são muito parecidas: pensamentos onde o ambiente invariavelmente aparece separado da existência humana, algo que pode ser “manejado” e “explorado”, de forma “sustentável” ou “predatória”, de acordo com a irresponsável vontade acumulativa do capital.
A luta ambiental é uma luta popular e, sobretudo, pelo direito à vida das próximas gerações — de pessoas humanas e não-humanas, animais, plantas e outras formas de vida.
Este texto não reflete necessariamente a opinião de CartaCapital.

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Gleisi pede 10 milhões de assinaturas por liberdade de Lula – Assista
27 27-03:00 junho 27-03:00 2019 13  Por REDAÇÃO URBS MAGNA

Gleisi pede 10 milhões de assinaturas por liberdade de Lula – Assista
A deputada federal Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT, publicou vídeo anunciando 10 milhões de assinaturas pela libertação imediata do ex-presidente Lula.

“Já era para Lula estar solto pelas provas que tem no processo contra o ex-juiz Sérgio Moro e agora pelas revelações do Intercept. Ele está preso injusta e ilegalmente”

http://bit.ly/2Lulalivre

Gleisi reafirmou a condição de preso político do ex-presidente e lamentou que o Supremo Tribunal Federal (STF) não julgou o habeas corpus por inteiro.

“Nós não podemos parar essa luta. Por isso estamos lançando uma campanha para coletar 10 milhões de assinaturas pela liberdade de Lula”, disse a presidenta do PT que sentenciou: “a verdade sempre vencerá a mentira”. Assista ao vídeo:


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Embuste em dose dupla

Por Publicado em 7 de maio de 2019
O ministro da economia, Paulo Guedes (foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
MARCO CAMPANELLA(*)
Assim como o desmonte da CLT, operado por Temer, o assalto às aposentadorias, agora, com Bolsonaro, passou a ser a panaceia para todos os males e, como não poderia deixar de ser, para o maior deles, a prostração econômica em que se encontra o país há pelo menos 5 anos.
Guedes, o garoto-propaganda da tragédia travestida de PEC que chamam de “reforma”, atrelou, definitivamente, o futuro da economia nacional à aprovação da matéria, secundado pelos interlocutores do bolsonarismo no Congresso Nacional que, em tom monocórdico, repetem a máxima em tom ameaçador.
Argumentos, não há. Cálculos atuariais para demonstrar o badalado déficit, muito menos. Cobraram do superministro quando de sua passagem turbulenta pela Câmara, mas, até hoje, nenhum dado minimamente confiável, que não virá, por uma razão muito simples: a narrativa governista carece de sustentação técnica e não resiste a alguns segundos de debate.
Entidades como a ANFIP, o DIEESE, entre outras, apresentaram farta argumentação a outro bufão do mercado, o secretário Rogério Marinho – o mesmo que ceifou os direitos trabalhistas e perdeu o mandato de deputado federal, em recente Seminário da Comissão de Trabalho da Câmara Federal, e dele ouviu as mesmas frases prontas e falaciosas de sempre, fabricadas pelos chicago-boys comandados por Guedes: combate aos privilégios das corporações (não financeiras, é claro), defesa dos mais pobres e a ameaça terrorista de sempre.
O professor Eduardo Fagnani, da Unicamp, nesse mesmo evento, com sua costumeira lucidez, desmascarou o secretário ao lembrar as sucessivas mudanças nas previsões de crescimento da economia: se os economistas não conseguem prever sequer o que vai acontecer com a economia no próximo trimestre, o que dirá nas próximas décadas, quando os defensores da reforma afirmam que sem ela o déficit previdenciário explodirá e com ele a economia brasileira. E foi didático: o destino da economia não pode ser atrelado ao destino da previdência, porque nunca esteve.
Aliás, no mesmo diapasão, se manifestaram, muito recentemente, representantes do mais poderoso sindicato da construção do país, o SINDUSCON-SP. Depois de concluírem que, para eles, “o ano de 2019 acabou”, pela absoluta estagnação do setor, expressaram a descrença de que a tal “reforma” será a “panaceia” da retomada do crescimento.
Mas, para desalento dos inimigos dos aposentados brasileiros, a simples discussão da reforma da previdência já está interferindo nos rumos da economia, só que para baixo.
Os bancos, mais uma vez, reduziram a projeção de crescimento da economia este ano e 2020. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – caiu de 1,97% para 1,95% este ano, na sétima redução consecutiva. E o boletim Focus do Banco Central, na mesma esteira, apresentou, nesta segunda (6) a décima queda consecutiva na expectativa para crescimento da economia este ano – uma derrubada drástica de 1,70% para 1,49% de uma semana para a outra.
Pelo andar da carruagem, quando a autoproclamada “reforma” estiver prestes a ser concluída nas duas casas legislativas, as estimativas sobre o desempenho econômico do chamado “mercado” estarão no chão, ou no porão, desmistificando a pérola governista de que a PEC salvará o Brasil, como aconteceu com as previsões alucinadas dos patrocinadores da outra “reforma”, a trabalhista, quando prometeram restaurar em pouco tempo milhões de empregos que os trabalhadores estão esperando até hoje.
Bastaria um pouquinho de bom senso (ou humildade) para aprender com as lições de um passado muito recente para, no mínimo, adotar uma postura de cautela diante do clima de terror que Guedes e o núcleo bolsonarista querem impingir a esse importante debate, transformando-o em mais um embuste, agora em dose dupla.
(*) Jornalista, foi editor-chefe da Hora do Povo


ECONOMIA O LEÃO É MANSO

País perde R$ 4,6 bi ao não tributar acionistas de Itaú, Bradesco e Santander
Valor refere-se ao que a União receberia se aplicasse sobre os R$ 37 bilhões de dividendos a mesma alíquota que cobra do trabalhador assalariado dinheiro.jpg
por Redação RBA publicado 08/02/2019 09h35, última modificação 08/02/2019 10h25CC0 DOMÍNIO PÚBLICO / REVISTA DO BRASIL/REPRODUÇÃO

Sistema tributário brasileiro segue privilegiando e protegendo os mais ricos, como mostrava a Revista do Brasil, em sua edição 70. Lucros bilionários dos bancos seguem sem taxação

São Paulo – Os três maiores bancos privados do Brasil – ItaúBradesco e Santander – distribuíram R$ 36,8 bilhões aos acionistas. O valor vem da distribuição de dividendos sobre os lucros do ano passado, juros sobre o capital próprio (JCP) e recompra de ações. Trata-se de rubricas dos balanços que não sofrem tributação do imposto de renda. Os três bancos somaram R$ 59,695 bilhões de lucro líquido em 2018. Se o governo aplicasse a esses quase R$ 37 bilhões distribuídos aos acionistas a mesma alíquota que aplica aos trabalhadores com salários acima de R$ 4.664,68, arrecadaria R$ 4,6 bilhões. As informações são da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

“Mas o governo quer fazer uma reforma da Previdência que vai prejudicar os trabalhadores, retirar o direito da população a aposentadoria, mas não quer cobrar impostos dos mais ricos, que estão recebendo todo esse dinheiro sem pagar nada”, disse a presidenta da entidade, Juvandia Moreira. A cobrança de imposto sobre dividendos é uma das propostas defendidas pelo movimento sindical para custear o financiamento da seguridade social e corrigir injustiças do sistema tributário – que prejudica mais quem ganha menos.

Leia na Revista do Brasil: Manso com os ricos: país segue sem taxar grandes fortunas
As ideias do governo Bolsonaro para a questão tributária não incluem, porém, corrigir as distorções do sistema tributário. Para se ter ideia, há duas semanas, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou que o governo estuda a possibilidade de reduzir de 34% para algo em torno de 15% a alíquota de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) das empresas para compensar uma eventual tributação dos dividendos.
Na noite de segunda-feira (4), o Itaú Unibanco anunciou o pagamento de uma parcela adicional de R$ 16,4 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP) relativos a 2018 em relação aos R$ 6 bilhões previstos. Com isso, o volume distribuído aos acionistas alcançou R$ 22,9 bilhões, o equivalente a 89,2% do lucro líquido do ano passado. É um novo recorde para o próprio banco, que no ano anterior já havia devolvido aos investidores 83% de seu resultado – melhor marca até então.
O Bradesco distribuiu aos acionistas R$ 7,299 bilhões relativos aos números de 2018, o que equivale a um payout de 34,2%. O volume aumentou 1,32% em relação ao ano anterior, embora o lucro recorrente do banco tenha crescido 13,4%. Já o Santander pagou R$ 6,6 bilhões em dividendos e juros sobre o capital próprio referentes ao ano passado, ou 53,2% do lucro recorrente.

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João Goulart
João Belchior Marques Goulart, conhecido também pelo apelido de Jango, foi presidente do Brasil entre os anos de 1961 e 1964, quando foi deposto pelo Golpe Militar de 1964. João Goulart nasceu na cidade gaúcha de São Borja, em 1º de março de 1919, e faleceu na cidade argentina de Mercedes, em 6 de dezembro de 1976.

O primeiro cargo público da carreira de Jango, que entrou para a vida política com o suporte de Getúlio Vargas, foi como deputado federal, em 1950. Depois, foi ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, no segundo governo de Vargas, quando promoveu um aumento do salário mínimo em 100%. Jango foi eleito vice-presidente da República duas vezes, a primeira, de JK, em 1955, a segunda, em 1960, de Jânio Quadros.

Origens do golpe

Quando o presidente João Goulart anunciou que iria colocar em prática as Reformas de Base, com objetivo de reduzir a concentração da renda e da terra no país, milhares de pessoas saíram às ruas para defende-las e aprofundá-las. Contudo, apesar do forte apoio popular às mudanças anunciadas, os setores da sociedade ligados ao pensamento conservador protestaram contra o governo, considerado por eles uma porta de entrada para o comunismo no Brasil. Isso animou os golpistas, que perceberam uma importante disposição de setores das classes médias para sustentar a derrubada do presidente por quaisquer meios.
A ditadura militar no Brasil passou por três fases diferentes ao longo de seus 21 anos de duração. A primeira foi de legalização do regime autoritário, por meio de decretos-lei e de uma nova constituição. A segunda, de recrudescimento da repressão e da violência estatal contra os opositores da ditadura. E a terceira, de reabertura política, com a Lei da Anistia e o movimento pelas eleições diretas para presidente.
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Um disfarce legalista para a ditadura – de 1964 a 1968

Os militares desde o início sinalizaram quem estava no comando.

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Posted: February 23, 2019 in ativismo, comportamento, música

Como é lindo o documentário sobre a Nina Simone

Cantora, pianista, ativista, mãe, mulher, ousada, autoritária, à frente de seu tempo, Nina Simone, um dos nomes mais cultuados do jazz, é uma dessas almas livres que usou o talento para lutar por um bem maior. E, como acontece com os mais sensíveis, se entregou à música e em algum momento deixou a vida perder o prumo.

Nina nasceu na Carolina do Norte em 1933 e aprendeu a tocar piano aos quatro anos de idade. Se formou como musicista seguindo os grandes compositores da música erudita e inovou ao inserir o seu timbre de voz ao jazz. Presa em um tempo onde os direitos dos negros eram limitados, viver de música foi questão de sobrevivência.

Fez fama em todo os Estados Unidos levantando a bandeira do ativismo negro. Furiosa e violenta, queria se aliar aos terroristas negros, razão que a fez ser punida pela indústria fonográfica. Foi casada com um rude ex-policial, que tornou-se o seu agente, Nina e ele tiveram um relacionamento turbulento.

Em algumas passagens, Nina demonstra certo conformismo em relação à violência recebida por ele. Como se gostasse de apanhar. Ou pior. Como se achasse merecer isso. Corajosa, largou tudo e foi morar no pequeno país africano da Libéria, onde confessa ter vivido o melhor momento de sua vida, ao lado dos negros que tanto lutou por igualdade: “entrei no mundo que desejei por toda a minha vida”, diz. Mas a África não dava dinheiro e tentou se reerguer profissionalmente na Suíça, com a ajuda de amigos.

O ponto é que para algumas pessoas é mais difícil carregar o fardo de ser quem se é. Porque, se formos parar para pensar, será que o mundo permite que possamos ser quem somos? Aos poucos somos obrigados a vestir máscaras e deixar que o cotidiano e outras pessoas assumam o rumo de nossa vida.

Por que afinal, o que significa ser livre? Para Nina, significa que:

“É só um sentimento. Como se explica o que é estar apaixonado? Como você vai explicar para quem nunca se apaixonou como é amar?  Não tem como nem para salvar sua vida. Dá para descrever as coisas, mas não dizer como é, mas você reconhece quando acontece. Para mim, ser livre é assim. E isso já aconteceu comigo algumas vezes no palco, e é fantástico.

Liberdade pra mim é isto: Não ter medo. Não ter medo, mesmo. Se tivesse isso em metade da minha vida…”.

O que aconteceu com Nina Simone? Aconteceu aquilo que é comum na vida de grandes artistas: quis dividir todo o amor de seu coração com o mundo, e acabou sendo vítima de si mesma.

nina

 

aplb convoca

Posted: February 8, 2019 in aplb, ativismo, educação

APLB-Sindicato promove ato público na sexta-feira (8), às 9h, na Secretaria da Educação do Estado da Bahia, no CAB
Em apoio aos Diretores e Vices da Rede Estadual contra a Lei da Dedicação Exclusiva, mobilização solicita audiência com o novo secretário da Educação Jerônimo Rodrigues
A luta continua! Diretores e vice-diretores de escola da Rede Estadual continuam mobilizados contra a Lei 14.032, de 18 de Dezembro de 2018, que altera o Estatuto do Magistério, no tocante ao regime de trabalho dos gestores da rede, e institui a Dedicação Exclusiva. Na segunda-feira (04/02), o grupo esteve reunido com a diretoria da APLB-Sindicato para discutir e organizar os próximos passos da luta, que inclui ações políticas e jurídicas.
Agenda de luta:
De segunda à quinta-feira (4 a 7/02)– Mobilização da comunidade escolar, nas unidades escolares da rede, para reforçar a mobilização;

Sexta-feira (8/02)– Ato Público na Secretaria da Educação (SEC), no CAB, às 9h, quando a direção da APLB-Sindicato e a Comissão vão solicitar uma audiência com o novo secretário, Jerônimo Rodrigues.
Ainda neste encontro com os diretores e vices, o coordenador da APLB, professor Rui Oliveira, fez uma breve análise de conjuntura, destacando a gravidade do atual cenário político e econômico do país para os trabalhadores, especialmente para os servidores públicos, e alertando a todos sobre a importância da resistência, unidade e luta. Durante a reunião, a professora Marilene Betros, diretora do Departamento Jurídico, deu informes sobre Mandado de Segurança Contra a Dedicação Exclusiva, impetrado pela APLB-Sindicato, cuja entrada aconteceu na última quinta-feira (31/01).
A categoria mantém posicionamento firme contra a instituição da Dedicação Exclusiva e sobre a necessidade de abertura de diálogo com a gestão estadual, para reiterar a tese de que, se comprovada a compatibilidade, os gestores continuem nos cargos, e que seja respeitado o mandato dos mesmos, cujo prazo vence em janeiro de 2020.
Contato: Professor Rui Oliveira – 71 9962-6598
 –Assessoria de Imprensa – APLB-Sindicato

 

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