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Posted: August 17, 2019 in ação social, literatura

http://bit.ly/3descenso a dsclpa ideal para precarizar
CORDEL – Por que a pobreza nasce e por que a riqueza cresce?
16 de dezembro de 2013
por Erivan Camelo*
Peço licença aos leitores
Que gosta de poesia
Para falar de um tema
Presente no dia a dia
A fome irmã da miséria
Coisa cada vez mais séria
Está virando tirania

Entre a fome e o comer
Existe uma ponte injusta
Com pilhares de egoísmo
Arquitetura que assusta
Poucos metros de riqueza
Com quilômetros de pobreza
São dois lados que me frustra

A riqueza e o poder
Não pertencem a criação
Pois corrompem a natureza
Traz miséria pra o povão
Mascaram-se de santinhos
Mas são malvados cretinos
E filhos da maldição

Se Deus fez a criação
Não priorizou riqueza
Fez todo o universo
Não pensou em avareza
Mulher e homem igual
Sem tendência para o mau
E para o bem da natureza

Jesus Cristo criador
Nasceu junto aos animais
Maria não achou repouso
Para ter seu filho em paz
Junto ao burro e o cavalo
Cristo veio sem um abalo
Sem riqueza e nada mais

Milênios já se passaram
E a pobreza aqui chegou
E agora o capital
É quem quer ser criador
Com a riqueza em suas mãos
E os corruptos em ação
Igual Judas o traidor

Hoje em dia a economia
Que cresce a cada instante
Assim cresce a escravidão
E aumenta a fome gritante
É assim com a energia
Que se enrica noite e dia
E se empobrece mais que antes

Se o País fica mais rico
O povo é quem padece
Pois lá em cima sobe mais
E aqui de baixo mais desce
Do que vale mais dinheiro
Se o Brasil é dos primeiro
Onde a desigualdade cresce

Tem gente ganhando muito
Sem nunca ter trabalhado
Gente vive trabalhando
E ganha apenas trocado
Uns que ainda são injustos
Outros mais que são corruptos
E outros que são roubados

Uns vivem em sua mansão
E muitos lá na favela
Lugar a comida sobra
Em outros nem tem panela
Poucos mandam no trabalho
Muito trabalho é mandado
E a fome vira sequela

Se aqui falta comida
Comida ali vai pra o lixo
Se falta à criança pobre
O rico lá dá pra bicho
Desigualdade crescendo
E o povo aos pouco morrendo
No mais cruel dos caprichos

Esse tal capitalismo
É criminoso e voraz
Formou a grande quadrilha
Chamada neoliberais
Que se juntaram ao mercado
Outro ente mascarado
Com alma de satanás

Se juntássemos o dinheiro
De toda corrupção
Daria pra alimentar
Toda e qualquer nação
Sobrava mais pra o lazer
Pra saúde e bem viver
Moradia e educação

O mercado traiçoeiro
Todo dia lhe oferece
Mil coisas como oferenda
Como se alguma coisa preste
Tira todo seu dinheiro
Tu deve agora ao banqueiro
E a frente sempre padece

Vestido de fantasia
Lá vem o Papai Noel
Rindo se faz de bonzinho
Mas de fato é coronel
Vendedor de ilusão
Do capitalismo irmão
Que faz do povo esmoléu

Como já diz o ditado
Sai da boca pra comprar
Coisa que não tem valor
Para com fome ficar
Troca pão por geladeira
Ovo pela frigideira
E fome começa a passar

Pois num adianta ter
Como fazer a comida
Se ela mesmo faltou
O estoque está batida
E pra os moveis ficar olhando
Com a barriga roncando
Sem comer para as lombrigas

Nunca vi menti igual
A essa tal televisão
Pois diz que o senhor é santo
E o santo Deus é o cão
Diz que a fome está matando
E eles só enricando
Numa corja de ladrão

Diz que a fome está pior
Mas num diz qual a razão
Só se ver a Rede Globo
Onde tem corrupção
Lá se concentra riqueza
Fazendo assim a pobreza
Pedir esmola ao o cão

Outra coisa que é nojenta
É o tempo de eleição
Que promete Deus ao mundo
Comida para a nação
Quando passa a safadeza
Todos entram na cerveja
Começa a corrupção

Eu posso até tá errado
Mas político que promete
É por que num vai cumprir
Ganha e sai pintando o sete
Engana os eleitores
Fazendo lhe os favores
Coisa que ninguém merece

E os mais descriminados
É mulher, negro e menino
Pois tem fome de comida
E do preconceito assassino
Sofre sem educação
Sem água sem terra e pão
Nesse sistema cretino

E as grandes empresas malditas
Falam de a fome acabar
A Nestlé e Monsanto
Querem o mundo dominar
Acabar com a agricultura
Trocar miséria em fartura
E cada vez mais enricar

Pois pegam a matéria prima
Transformam em puro veneno
O milho, a soja e feijão
Que o povo está comendo
Diminuí sua saúde
A fome entre em atitude
E a miséria vai crescendo

O povo entra na onda
De querer ir pra cidade
Vai esvaziando o campo
Da comadre e do compadre
A metrópole fica inchada
E camponês sem morada
Crescendo a desigualdade

Se o campo fica vazio
Quem produz o alimento
Como que um País agrícola
Continua seu sustento?
Vai depender do negócio
Que produz o agrotóxico
Fazer da vida um lamento?

Se o campo não produz
A fome tende aumentar
Diminui a autonomia
A segurança alimentar
Pois sem a soberania
Aumenta-se cada dia
Gente pra vim nos roubar

O povo quer vida plena
E o governo dar esmola
Nunca fez Reforma Agrária
Só distribui a sacola
Com pedaço de comida
Assistência colorida
Na família e na escola

Se dar esmola pra muitos
Vai milhões pra minoria
Muito que ficam calados
Lambe a panela vazia
Se sujeita ao comodismo
Partindo pra o grande abismo
Da fome pra maioria

Tem a fome de comida
E a fome de beber
Fome de educação
De saúde e de lazer
A fome de liberdade
E da solidariedade
De justiça e bem querer

Fome de democracia
De respeito à criação
Fome de governo sério
Que respeite a nação
E distribua a riqueza
Pra ter comida na mesa
Dar um fim na precisão

Mas em meio a essa crise
Temos várias soluções
Enfrentar o capital
Na luta contra os barões
Quebrar a hegemonia
Na batalha noite e dia
Para sair dos porões

Tem várias alternativas
Para a fome acabar
Pois o que comer não falta
Falta o querer partilhar
Gente séria no poder
Pra de vez fazer valer
A vontade popular

Tem que a terra repartir
Tirar de quem tem demais
Passar pra quem tem de menos
Pra todos sermos iguais
Pois sem panela vazia
Virá à democracia
Que tanto fala os jornais

Nesse dia a fome morre
Nem que seja de desgosto
A concentração naufraga
O poder fica indisposto
Os corruptos na cadeia
Mentiroso leva peia
E o mundo tem novo rosto

Pão justiça para todos
E qualquer família humana
Como diz o evangelho
Da terra a comida emana
Sem distinção e nem cor
O principio é o amor
Pois só partilha quem ama

Você que leu estes versos
Divulgue pra o mundo afora
Comece você também
Denunciar quem explora
Se junte a outras pessoas
Seja a pé ou de canoa
Vamos começar agora

Agora já estou com fome
A caneta está tremendo
É preciso ir comer
Pra depois ir escrevendo
Mas você que passa fome
Vai atrás do que se come
Deixe o que está fazendo.
*Erivan Camelo, é da Cáritas Regional Ceará e atualmente está em missão no Haiti pela Cáritas Brasileira 

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OPINIÃO
É urgente combater o plano de holocausto ecológico do bolsonarismo

Felipe Milanez

 7 DE JUNHO DE 2019
APÓS VENCER AS ELEIÇÕES, BOLSONARO AFIRMOU QUE AS RESERVAS INDÍGENAS ESTAVAM “SUPERDIMENSIONADAS”

Bolsonaro quer matar geral. Liberar armas, fuzil, arrebite na estrada, “violenta emoção”, mais cortes na saúde, fim do Mais Médicos, fim da aposentadoria. Uma agenda da morte. Um cenário de Mad Max.

No Ministério da “Destruição” do Meio Ambiente, temos assistido atônitos a implantação de uma política pública do desastre (e desastres são sempre socialmente desiguais), por meio de um plano de aceleração do holocausto ecológico. Este talvez o mais cruel e violento de todos os projetos do novo fascismo de Bolsonaro: aquele que vai inviabilizar a vida das próximas gerações de brasileiros, promover o colapso ecológico e exterminar tantas outras vidas não humanas.

É o governo da conquistalidade — a mentalidade da conquista — que honra os bandos de bandeirantes saqueadores como conta a nossa história que quase não está nos livros: invadir, saquear, roubar, matar, espoliar, e botar fogo em tudo o que deixar para trás.

De todos os retrocessos e anti-políticas de destruição da base civilizatória do Brasil, em dois eixos o autoritarismo de Estado de Exceção avançou mais agressivamente nas últimas semanas: contra o Ministério do Meio Ambiente e contra a Educação. Se levarmos em conta que a área de Segurança Pública, chefiada pelo conje Moro, já vivia no Estado de Exceção da política, tanto nos julgamentos da Lava Jato, quanto no genocídio da população negra.
Na Educação, com seu guarda-chuva ridículo, o ministro pregou a perseguição a professores, liberdade de cátedra, e até a invasão das universidades e apagamento de livros. Nesse caso, tem sido respondido nas ruas, com grandes mobilizações, luta, enfrentamento de ideias.</a➤ Leia também:
Maioria rejeita flexibilização do porte de armas, diz IbopeDia do Meio Ambiente: 5 pontos que mostram que estamos na contramão
Entenda os ataques mais recentes do governo ao meio ambiente
Acontece que com relação ao ambiente ainda paira uma certa apatia diante do abismo. A guerra contra a política ambiental que está em curso, com a desestruturação das instituições ambientais, e incitação à rapina e caça (literalmente), tem fluído de maneira desproporcional, com extrema agressividade contra a população brasileira — e mundial — e contra a natureza.
No Meio Ambiente, o ministro agroboy militarizou toda a diretoria: PMs de São Paulo chamados aos cargos de chefias para reprimir e intimidar fiscais e servidores públicos, em mandar a não-agir (como as denúncias de fiscais que não poderiam fiscalizar). Esvaziou todos os conselhos, sobretudo o Conama, liberou agrotóxicos (associado ao Ministério da Agricultura), faz vista grossa para o saque paraestatal dos recursos naturais, como madeira e garimpo e grilagem, rompendo acordos internacionais. Nesse caos, nem se fala mais em “licenciamento ambiental”, rumo a “flexibilização” para o Capital espoliar ainda mais a natureza, mesmo diante dos escândalos (abafados) das barragens da Vale em Minas, quase todas tremendo prestes a novos crimes e desastres…
Rios, florestas, manguezais, espécies ameaçadas de extinção, santuários marinhos, todo o sistema ecológico nacional entrou na lista vermelha de ameaçados de extinção. Tudo, para facilitar o saque, supostamente contribuir para a “economia” nacional.

É a implantação da política do saque pirata, irresponsável, bandeirante: aquele que saqueia e deixa terra arrasada. Nem sequer a extração de recursos naturais disfarçada de “sustentabilidade”, como foi no neodesenvolvimentismo: é o roubo puro da conquista e do colonialismo. É a aceleração do holocausto ecológico do território rumo ao colapso de onde está o “Brasil”. Impossível imaginar como as próximas gerações poderão viver aqui — cruel pensar no extermínio dos animais e da natureza.

E, no entanto, diante dessa tragédia absurda, o quase silêncio, ainda. Nada nas ruas, nem um cartaz. Mas começam a aparecer algumas agitações políticas (ainda sem manchetes…), muita luta de poucas e boas congressistas (em especial a bancada do PSOL e a primeira deputada indígena, a grandiosa Joênia Wapishana, da REDE), e mobilizações de servidores do Ministério do Meio Ambiente e cientistas comprometidas e comprometidos com a vida. Mas isso é quase nada – ainda – diante do abismo que vivemos.  ➤ Leia também:

Bolsonaro e o ódio aos índios
Desde a greve de 2018, vida de caminhoneiros só piora
A destruição acelerada da ecologia é a mais urgente das tragédias intensificadas pelo bolsonarismo, pois a tragédia ecológica é a única de todas que o bolsonarismo tem provocado — ou intensificado — que atravessa a vida de todos e todas, pessoas, animais, natureza, a vida em sentido amplo.
Os desastres irão afetar a vida de todas as pessoas, mas de forma desigual. Uma sociologia do desastre expõe as contradições do capitalismo e do colonialismo associadas aos efeitos socioambientais, como a construção social dos riscos, das vulnerabilidades e das desigualdades das comunidades impactadas.
</adir=”ltr”>Não pensem que a Amazônia é longe: a destruição ecológica provocada pelo atual ministro do Meio Ambiente, pistoleiro do bolsonarismo, atinge a tudo e a todos, na Amazônia e fora dela. Onde há vida, das Araucárias do Sul às Castanheiras do Pará, tem a caneta do ministro cercando da vida para exploração do capital.

A pauta ecológica, que apesar de regular a vida em sentido amplo da sociedade, ficou restrita nos últimos anos a círculos “ambientalistas” — em diferentes correntes, sejam neoliberais e pró-mercado, eco-modernistas em defesa de nuclear, carbonização da vida e mercados de REDD+, ou sejam conservacionistas. De forma geral, a ecologia da vida deveria ser uma pauta estrutural para superar as desigualdades no Brasil e se imaginar um futuro comum, mas foi um tema capturado pelas elites econômicas e classes médias dos grandes centros. Discursos tecnicistas, apoiados na ciência Ocidental com suas explicações universalistas, que contribuíram para distanciar as lutas ecológicas das lutas populares e, em certa medida, suavizar a terminologia do momento que vivemos de catástrofe climática. Catástrofe, colapso, repito. A ciência, que sistematicamente silenciou outros saberes, hoje de forma comprometida e ampla alerta para o colapso. Até a ciência, tão legitimada na sociedade, agora é atacada pelo obscurantismo terraplanista bolsonarista. Atacam a ciência não para ampliar os saberes, mas para promover o caos. E no caos, promover o saque.
Até mesmo a Noruega, um dos países mais predadores do mundo, cuja economia é baseada na extração de recursos naturais, poluidora da atmosfera, petroleira, que alimenta seus salmões à base de soja produzida na Amazônia e contamina rios no Pará explorando bauxita, conseguiu construir uma imagem de país “sustentável”, ou então “preocupado” com o meio ambiente. Até essa Noruega reclama de Bolsonaro — mas ainda não ficou nítido se por real compromisso com o Planeta e a vida na Terra, ou por interesses comerciais. Não à toa, sustenta essa desconfiança, foi de onde vieram os recursos para comprar as primeiras licenças de exploração do pré-sal logo após o golpe de 2016. ➤ Leia também:
Amazônia: garimpos jogam ‘uma Brumadinho’ a cada 20 meses no Tapajós
Com Bolsonaro, desmatamento aumenta e fiscalização cai na Amazônia
</a dir=”ltr”>Não é pela Noruega ou pela escandinavização do ambiente que devemos lutar. Muito menos para “salvar mercados internacionais” que decidem boicotar os produtos da destruição (contraditoriamente, talvez a pauta mais ecológica de Bolsonaro seja via seu chanceler negacionista, cujos erros grosseiros na diplomacia têm fechado mercados que são importantes para a economia do agronegócio, mas destruidores do ambiente).
É pela vida de milhares de pessoas que vivem nesses ecossistemas ameaçados de devastação pelo capital, ambientes de pescadoras, marisqueiras, fundos e fecho de pasto, das periferias secando sem água e os pobres tendo que se alimentar de agrotóxicos cada vez mais agressivos, dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, sertanejos, camponesas e camponeses, sem terra, por aquelas pessoas que tem suas vidas dilaceradas pelo rompimento das barragens, pela seca, e por todas as vidas não humanas que também devem poder viver, porque também têm o direito de existir igualmente aos humanos. Pelos direitos humanos, pelos direitos não-humanos e da natureza.

A luta ambiental não deveria ser vista como a luta de um setor ou de um grupo social específico da sociedade brasileira, mas a luta ampla da sociedade em defesa da vida e da própria possibilidade da reprodução da vida.

O país onde mais ambientalistas são assassinados no mundo parece não ter compreendido que estes ambientalistas não vivem na zona Oeste de São Paulo ou na zona Sul do Rio de Janeiro, mas na Amazônia, no sertão da Bahia, nos manguezais, nas reservas extrativistas, nos territórios coletivos em convívio com a natureza. Essa dimensão da violência e da luta não está colocada nos atuais debates ambientalistas na imprensa, espaço ainda restrito à pensadores brancos, seja pelo agronegócio, seja pelo “conhecimento científico”, cujas lógicas de seus discursos, resquícios do Iluminismo, são muito parecidas: pensamentos onde o ambiente invariavelmente aparece separado da existência humana, algo que pode ser “manejado” e “explorado”, de forma “sustentável” ou “predatória”, de acordo com a irresponsável vontade acumulativa do capital.
A luta ambiental é uma luta popular e, sobretudo, pelo direito à vida das próximas gerações — de pessoas humanas e não-humanas, animais, plantas e outras formas de vida.
Este texto não reflete necessariamente a opinião de CartaCapital.

cesta ‘psico

Posted: July 25, 2019 in ação social, administração

Governo Federal retira a Psicologia dos debates sobre drogas no país
CFP possuía assento no Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad). Participação do Conselho tem objetivo de oferecer subsídios para discussão que tenha como base a produção cientifica do conhecimento
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) chama atenção para o retrocesso em curso com a publicação do Decreto presidencial Nº 9.926, nesta segunda-feira (22), que dispõe sobre novas regras para composição do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad). A medida retira os Conselhos profissionais e a sociedade civil do Conad, que passa a ser composto majoritariamente por integrantes governamentais.
Com as mudanças, o Governo Federal restringe a discussão democrática, base para o funcionamento de todo e qualquer Conselho. Composto por pesquisadoras(es) acadêmicas(os), representantes governamentais e diferentes conselhos profissionais, como o de Psicologia, Serviço Social, Enfermagem, além de integrantes do Ministério Público e de organizações da sociedade civil, o Conad foi criado em 2006, com objetivo de debater e deliberar sobre as políticas sobre drogas no país.
Descaracterizado a partir do Decreto, o Conad agora aproxima-se mais de um grupo interministerial, em que não haverá contraponto às ações ou ideias apresentadas pelo governo, facilitando a aprovação de tudo o que for colocado para o grupo sem passar por discussões, que são a base do processo democrático.
O CFP reitera a importância da participação da Psicologia, assim como de outros Conselhos profissionais, no Conad. Participação esta que tem o objetivo de oferecer subsídios para uma discussão que tenha como base a produção cientifica do conhecimento nas mais diversas áreas. A nova medida torna os debates dentro do Conselho restritos às discussões mais baseadas em crenças do que no conhecimento cientifico.
O CFP publicou nota em junho deste ano, alertando para os efeitos nefastos da Lei 13.840/2019 que modifica a Lei de Drogas (11.343/2006), sancionada pelo Governo Federal, permitindo a internação involuntária de usuárias(os) de drogas sem a necessidade de autorização judicial, reforçando o modelo de abstinência e das comunidades terapêuticas em detrimento da Política de Redução de Danos e dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD).
Ataque aos Conselhos Profissionais
O Decreto presidencial é mais uma medida recente que atinge os Conselhos Profissionais. A Proposta de Emenda à Constituição – PEC 108/2019, lançada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional em 9 de julho deste ano, acaba com a obrigatoriedade de inscrição de trabalhadoras(es) nos conselhos profissionais de classe, como o CFP, e transforma a natureza jurídica das entidades, que deixam de ser públicas e passam a ser privadas.
O CFP alerta para o retrocesso e ameaça aos direitos fundamentais com a PEC 108, que na prática significa o fim da fiscalização e da normatização do exercício das profissões autônomas que protege a sociedade, impedindo, de um lado, que pessoas sem qualificação técnica exerçam a profissão, e de outro, que pessoas sem habilitação profissional ofereçam serviços passando-se por profissionais habilitados, trazendo assim incontáveis riscos e prejuízos para indivíduos e a sociedade. Entendimento este, sedimentado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da ADI 1.717/DF.
A PEC 108 representa, ainda, o total abandono do processo de orientação do exercício profissional, deixando as(os) profissionais sem diretrizes sobre suas práticas profissionais, além da eliminação dos parâmetros que caracterizam, diferenciam e assim valorizam o exercício da Psicologia em meio às demais profissões e relações sociais, deixando a sociedade sem a garantia de fiscalização para os casos de imperícia e má conduta profissional.
O desmonte do Conad juntamente com a possível aprovação da PEC 108 é uma ação conjunta com o objetivo de enfraquecimento da democracia e da participação socia
l.

trump n poors

Posted: July 20, 2019 in ação social, world midia

MUNDO

_ desenhos das crianças migrantes em centros de detenção nos EUAsicnot

10.07.2019 12h50

Crianças de 10 e 11 anos que tinham sido separadas das famílias.

A Academia Pediátrica Americana (APP) partilhou os desenhos desconcertantes de três crianças migrantes que tinham sido separadas das famílias e se encontravam sob custódia dos Estados Unidos.

As crianças, com idades entre os 10 e 11 anos, tinham acabado de ser soltas pelos Serviços de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e encontravam-se no Centro de Descanso Humanitário da Catholic Charities (organização sem fins lucrativos) em McAllen, no Texas.

A equipe do centro sugeriu às crianças que desenhassem algo que mostrasse como foi o seu tempo sob custódia dos CBP e o resultado foi entregue à APP.

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Colleen Kraft, pediatra e ex-presidente da APP, disse à CNN que “o facto dos desenhos serem tão realistas e horrendos dá-nos uma visão sobre o que estas crianças passaram. Quando uma criança desenha isto, está-nos a dizer que sentiu como se tivesse estado numa prisão.”

O grupo de pediatras afirma que tem tentado avisar os CBP sobre as melhores formas de rastrear e cuidar das crianças sob a sua custódia, mas, de acordo com a CNN, todas as reuniões não resultaram em nada.

Sara Goza, a atual presidente da APP, visitou por duas das instalações da CBP. Nas visitas afirma nunca ter encontrado “um único pediatra” e “a primeira coisa que me atingiu foi o cheiro. Um cheiro a suor, urina e fezes. Tempo nenhum nestas instalações é seguro para crianças.” acrescenta.

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Em dezembro passado morreram duas crianças nestes centros, uma de gripe e outra com uma infeção generalizada.

Estas mortes, segundo a APP, podiam ter sido evitadas se houvesse pediatras nos Centros de detenção.

“Os agentes da CBP são polícias. Têm um trabalho importante, sim, mas não estão treinados para cuidar de crianças.” disse Kraft, ao que Goza acrescentou “temos pediatras que se voluntariam para irem para as fronteiras já amanhã e trabalhar com estas crianças, dar aconselhamento médico e treinar quem lá está diariamente. Mas até agora a oferta não foi a lado nenhum.”

Só em 2018, foram detidas mais de 396 mil pessoas a tentar atravessar a fronteira entre os EUA e o México ilegalmenteImagens divulgadas pelo Departamento de Segurança Interna mostram os centros de detenção com mais do dobro das pessoas para as quais estavam capacitados.

Segundo a Agência norte-americana para a Saúde e Serviços Humanos, havia, no mês passado, 11.800 crianças migrantes retidas pela agência. Sendo que 2.300 são crianças que foram retiradas aos pais.

A ProPublica, uma organização sem fins lucrativos, recebeu uma gravação, em que se ouve o choro de crianças num centro de detenção,de Jennifer Harbury, advogada e ativista de direitos humanos, que obteve o áudio com a ajuda de um informador. Não foram, contudo, fornecidos detalhes sobre o local exato onde foi captado o som.


Previdência, o retrato de um país desigual — e cruel
84% dos aposentados e pensionistas recebem menos de 2 salários — os grandes privilegiados, para Guedes. Enquanto isso, governo dá tratamento VIP a bancos: perdoa dívidas e dá isenção fiscal em lucros obscenos  http://bit.ly/2badrefr
OUTRAS PALAVRAS CRISE BRASILEIRA
por 
Publicado 25/06/2019 às 18:42 – Atualizado 25/06/2019 às 20:05

O governo do capitão vive espalhando aos quatro ventos que sua proposta de reforma previdenciária veio para acabar com os privilégios existentes em nosso País. E para tanto a PEC 06 distribuía maldades para dificultar o acesso aos benefícios no interior do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Só que para essa turma liderada pelo superministro Paulo Guedes, os verdadeiros privilegiados seriam aqueles que recebem alguma aposentadoria ou pensão do INSS. Uma insanidade! A grande maioria desses beneficiários é composta de pessoas que estão na base de nossa pirâmide da desigualdade.
Essas informações são públicas e a cada mês o governo divulga um boletim com os resultados apresentados pelo RGPS. As estatísticas ali presentes desmontam a falácia do intento demolidor. Dos mais de 30 milhões de benefícios pagos mensalmente pela previdência social, mais de 84% correspondem a valores de até 2 salários mínimos. Ora, como é plausível classificar esses indivíduos como privilegiados, a ponto de merecerem uma Proposta de Emenda Constitucional, a terrível PEC 06, com tantas maldades embutidas em seu interior?
Sabemos todos que esse discurso é um embuste. São outros os verdadeiros setores que se beneficiam de nossa profundamente injusta estrutura de distribuição de renda. Os privilégios vergonhosos não devem ser buscados no interior do INSS, nem dentre a maioria dos servidores públicos. Os indivíduos que deveriam ser enquadrados para oferecer sua modesta contribuição para equilibrar as contas públicas não são os que recebem a fortuna mensal de um salário mínimo a título do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Tampouco são os quase 10 milhões de trabalhadores rurais aposentados, que recebem em 99% dos casos o impressionante valor de R$ 998 a cada mês.
Os verdadeiros privilegiados
Os privilegiados mantêm seu elevado padrão de vida por meio de rendimentos auferidos no interior do sistema financeiro. Recebem fortunas a título de “lucros e dividendos” gerados pelas grandes empresas, inclusive pelos bancos. Esse tipo de remuneração foi agraciado com um impagável gesto de generosidade por parte de Fernando Henrique Cardoso em 1995. A partir daquele ano, esses ganhos passaram a ficar isentos de imposto de renda. Mais um dos inúmeros absurdos que escancaram a diferença de tratamento conferido às elites e à maioria da população. Assim, o trabalhador assalariado que ganhe mais de R$ 1.900 por mês está automaticamente incluído na faixa de cobrança de imposto de renda na fonte. Já o investidor que receba as fortunas milionárias relativas aos lucros e dividendos de suas participações nas empresas não recolhe um mísero centavo por conta desse mesmo tributo.
Essa triste paisagem é o verdadeiro retrato da desigualdade social e econômica que infelizmente tão bem caracteriza nossa sociedade. Paulo Guedes enche a boca para tecer loas ao espírito empreendedor de nosso povo, citando os milhões de casos de “micro empreendedores individuais”, que ganham inclusive a simpática sigla de MEI. Atualmente são mais de 8 milhões de pessoas nessas condições. No entanto, o que o governo não considera é que a maioria dessas funções são ocupadas por indivíduos que ficaram desempregados ou que não conseguem encontrar um posto de trabalho no mercado formal. Tanto que a partir de 2015, quando começou a recessão, houve um aumento de 77% nas estatísticas dos MEI.
No polo oposto do mosaico da desigualdade e da injustiça social, temos os bancos. Aqui, sim, uma verdadeira fotografia dos poderosos e influentes. As estatísticas apresentadas pelo Banco Central (BC) revelam que o sistema bancário em seu conjunto apresentou um lucro líquido de R$ 98,5 bilhões ao longo do ano passado. Ocorre que esse é um setor que comporta também uma característica estrutural igualmente perversa: o sistema bancário é extremamente concentrado – trata-se de um verdadeiro exemplo de oligopólio. De acordo com estudo divulgado recentemente pelo DIEESE, apenas os lucros dos 5 maiores bancos em 2018 atingiram o vergonhoso patamar de R$ 86 bi. Ou seja, os ganhos de Itaú + Bradesco + Santander + Banco do Brasil (BB) + Caixa Econômica Federal (CEF) representaram mais de 88% dos lucros apurados por todos as empresas do sistema.
Oligopólio de bancos – intocáveis
Os lucros líquidos desses 5 maiores bancos representaram um ganho de 16% em relação ao valor apurado em 2017. Ou seja, no mesmo intervalo de 12 meses em que os gastos do governo federal com saúde, assistência social, educação, previdência social e similares foram congelados, o ganho do financismo subiu leve e solto. No mesmo período em que o salário mínimo subiu exatamente apenas o índice da inflação, as finanças aumentaram seu lucro em 16%. No ano em que o consumo agregado das famílias cresceu apenas 2%, o lucro dos acionistas dos bancos cresce 8 vezes mais.
Impressiona como o comandante da economia tem a coragem de apontar o dedo para os despossuídos e passar a acusá-los de serem privilegiados. O governo nada faz a respeito dos impressionantes índices de sonegação e tampouco ele inclui em suas contas as perdas de receitas previdenciárias associadas às isenções tributárias gentilmente oferecidas às grandes empresas. Tendo em vista sua origem e vivência longeva no interior da nata do financismo, Paulo Guedes pouco se importa com o fato de o Brasil liderar a lista dos países que escancaram a maior concentração de renda no topo da pirâmide. Nenhuma outra nação do globo apresenta tanta desigualdade quando se considera a renda da parcela do 1% mais rico. Além disso, lembremos que apenas 5 bilionários por aqui detêm o equivalente a toda a riqueza dos 50% mais pobres.
Os bancos são melhor exemplo desse descalabro social e econômico. O setor é altamente concentrador e a opulência de seus proprietários contrasta tragicamente com a realidade da maioria de seus correntistas. Os interesses das empresas do mercado financeiro são sistematicamente defendidos pelos integrantes dos órgãos reguladores. O caso mais emblemático é do BC, pois esta agência pouco se preocupa em reduzir a margem de exploração patrocinada pelas empresas de um ramo tão oligopolizado como o bancário. A instituição pública que deveria regular e fiscalizar os agentes da oferta termina, na verdade, por se fazer complacente com a prática sistemática de apropriação de todo o tipo de renda possível de indivíduos, famílias e empresas que deles dependem. Afinal, estes são o elo frágil na relação com os superpoderosos do mundo das finanças.
A necessidade de maior contribuição dos integrantes do topo da pirâmide não deveria permanecer mais como tabu entre nós. O empresário tupiniquim típico sempre reclamou daquilo que os grandes meios de comunicação ecoam como “elevada carga tributária” reinante em nossas terras. Mas o fato é que nosso sistema tributário é profundamente marcado pela regressividade. Isso significa que os setores da base da pirâmide pagam proporcionalmente mais impostos do que os ricos.
A antecipação do debate eleitoral nos Estados Unidos, por exemplo, fez com que os maiores bilionários daquele país divulgassem documento expondo as mazelas da concentração e propondo que eles mesmos sejam ainda mais tributados em nome de uma suposta ordem social mais justa. Assim herdeiros da Disney, George Soros e outros sugerem um imposto federal de 1% sobre os ganhos do 1% mais ricos daquele país.
Talvez seja essa oportunidade para que nossas elites, sempre tão ciosas em elogiar o padrão norte-americano de conduta, comecem também a reconhecer a necessidade de oferecer sua modesta contribuição tributária para que seja recuperada a capacidade fiscal do Estado brasileiro. O escândalo da concentração de riqueza financeira e bancária é uma boa trilha a ser percorrida.
Se Paulo Guedes pretendesse, de fato, eliminar privilégios e cobrar deles sua cota de sacrifício que o momento tanto exige, o exemplo vindo das próprias elites do irmão do norte pode ser um bom começo.
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Posted: June 7, 2019 in ação social, capacitação, cidadania

 Nº 632 – 06 de Junho de 2019 : Feira de Santana-BA
ATO POLÍTICO
Ato Político reúne agricultores e movimentos sociais pela aprovação da Lei de AgroecologiaMais de 200 agricultores familiares e representantes de movimentos e organizações de todo o estado se reuniram ontem (05/06), Dia Mundial do Meio Ambiente, num ato político para cobrar a aprovação e a implementação da Política Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica na Bahia. A iniciativa aconteceu na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), promovida por diversos movimentos sociais, junto à Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia e o deputado estadual Marcelino Galo. O projeto encontra-se atualmente na Casa Civil e há uma pressão da sociedade para que seja encaminhado pelo Governo do Estado para aprovação na Assembleia Legislativa. Pela manhã, a programação contou com a palestra Transição Ecológica – Caminhos da Sustentabilidade, com Márcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Àbramo, economista e professor da Unicamp. O economista falou sobre a necessidade da transição ecológica para um ambiente sustentável e sobre o atual modelo de consumo. “Não é possível que a produção de bens materiais continue a todo vapor, porque isso significa o esgotamento dos bens naturais e a ameaça da vida. As políticas até hoje criadas só mitigam o problema ambiental, mas não interrompe esse modelo feroz de produção e consumo. É necessário passarmos pela transição ecológica e que esta seja o centro de uma perspectiva de sociedade, seja na educação, saúde ou em outras áreas. Precisamos conversar com as pessoas que é possível viver melhor com menos. O amanhã para existir precisa de uma atitude positiva com o meio ambiente hoje”, aponta. Leia matéria completa no site do MOC. 
AUDIÊNCIA PÚBLICA
Projeto Mulheres da Águas realiza mais uma jornada formativa com mulheres do Semiárido
Aconteceu na terça-feira (21), na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), em Salvador, uma audiência pública sobre os direitos das crianças e dos adolescentes. A audiência discutiu ações para fortalecer e integrar as políticas destinadas à criança e ao adolescente no estado, sendo uma iniciativa das Comissões de Direitos Humanos e Educação da ALBA, em parceria com o Conselho e o Fórum Estadual dos Direitos da Criança e dos Adolescentes (CECA) e (FDCA). O Movimento de Organização Comunitária (MOC) esteve presente na pessoa de Vera Carneiro, presidenta do Conselho Estadual da Craiança e do Adolescente (CECA), técnicas de base, crianças, adolescentes e jovens dos municípios de Retirolândia, Santaluz, Conceição do Coite, Serrinha e Quijingue assistidas pelo MOC. Durante a audiência foram debatidas estratégias para reforçar o trabalho da rede de entidades que atuam em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Além de parlamentares, participaram representantes de órgãos governamentais e de organizações da sociedade civil da capital e do interior que têm se articulado para enfrentar o contexto de violência, aumento do trabalho infantil, abuso e a exploração sexual, pobreza, volta da fome, além dos efeitos dos cortes das políticas públicas e do orçamento federal. Em uso da palavra, Vera Carneiro trouxe levantamentos sobre a situação de vulnerabilidade das crianças na Bahia e também sobre os processos históricos. ”E quando nós chamamos para uma audiência pública, é porque nós estamos sentindo que o estado da Bahia precisa realmente e isso é uma construção, como diz o Estatuto da Criança e do Adolescente e a própria Constituição Federal, diz que a criança ela precisa ser prioridade, é um dever, uma obrigação, não só do estado como de toda sociedade. Então, aqui tem várias Organizações da Sociedade Cívil aqui presentes, o próprio Fórum, vários conselheiros porque nós entendemos que precisamos realmente dar as mãos no sentido de resistência, de um momento tão importante da conjuntura política que nós vivemos, de destruição dos conselhos ,da destruição da participação popular, da participação direta, da democracia participativa que o conselho é uma expressão dessa constituição de 1988 e de outras formas de participação como essa audiência pública. Nós não podemos permitir que isso seja destruído do nosso país, nós precisamos cada vez mais está fortalecendo e para sair dessa situação que nós estamos somente com os processos mais democráticos, mais participativos e encontrando soluções ”, frisou Vera Carneiro. Leia matéria completa no site do MOC.
REUNIÃO
MOC reúne Diretores e Coordenação Executiva
Aconteceu, dia 29 de maio, na sala de reunião Albertino Carneiro, na sede do Movimento de Organização Comunitária (MOC), reunião com a Diretoria do MOC junto com sua coordenação executiva e coordenadoras dos Programas. Na reunião tratou-se de assuntos institucionais, homenagens e algumas deliberações.
Para o presidente do MOC, Prof. Jorge Nery, que assumiu recentemente a pasta, reiterou agradecimentos e confiança ressaltando a importância da entidade ao logo de seus 50 anos, e que representa uma luta constante em prol dos que mais precisam.Em tempo, convidou Prof. José Jerônimo de Morais, para conduzir a homenagem ao Dr. João Batista, membro e ex-diretor do MOC. Foi entregue uma placa e uma carta contendo passagens bíblicas e referências de seu trabalho, dedicação, respeito e ética diante de suas responsabilidades e comprometimento. Dr. João Batista ressaltou “num espaço que esteja Albertino, Naidson, Prof. Jerênimo, ter interesse de ouvir é de uma grandeza que a gente só pode colher e fazer o bem”. Batista também fez referência a sua missão “a gente escolhe como ajudar as pessoas, eu escolhi, dentre outras ações, fazer minha missão no MOC. O MOC é uma lição de vida”. O presidente relembrou e homenageou da importância do Prof. Ildes Ferreira, que foi técnico e Secretário Executivo do MOC, muito contribuiu na construção da entidade e de ações que transformaram a Semiárido baiano. Albertino Carneiro trouxe lembranças da atuação de Ildes reforçando sua luta e dedicação ao MOC. Leia matéria completa no site do MOC.
ATO DE POSSE
Aconteceu uma Assembleia Geral de Eleição e Posse para nova diretoria do CODETER
Aconteceu na última quinta-feira (30), na cidade de Capela do Alto Alegre-Ba, uma Assembleia Geral de Eleição e Posse, na oportunidade as entidades filiadas votaram para eleger a nova diretoria do Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Jacuípe (CODETER). A eleição contou com a participação de membros da Sociedade Cívil e do Poder Público. Foi eleita a diretoria executiva formada por representantes da Sociedade Cívil, sendo estes Sara Geisa, do Programa de Fortalecimento de Empreendimentos Econômicos Solidários (PFEES) do Movimento de Organização Comunitária (MOC), o Presidente Eliezer Costa da Associação de Pequenos Produtores de Jabuticaba – APPJ MOC e Elizilda Fernandes da Cooperativa de Educação de Pé de Serra. Para Conselho Fiscal, foram eleitos 3 membros titulares e 3 suplentes tanto da sociedade civil como do poder público. A nova diretoria assume os trabalhos para o biênio 2019-2021 e diante do cenário político nacional, o Colegiado terá um árduo caminho de lutas e resistência que permeará na busca de fortalecimento das políticas públicas territoriais. Vale ressaltar que essa é a primeira oportunidade do MOC está integrando o CODETER Bacia do Jacuípe, que será ainda mais importante para ampliar as ações que norteiam as ações sociais da entidade prestadora de Ater, bem como fortalecimento da Política Territorial no Estado.
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AGENDE-SE
05 e 06/06: Plenária Estadual para a preparação da Marcha das Margaridas- Salvador;
06 e 07/06: Reunião RESAB- Juazeiro .
05 á 07/06: Festa da Semente da Paixão- Paraíba;
19/06: Audiência Pública sobre os ATER- Salvador;

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MOC participou de audiência pública sobre os Direitos das Crianças e dos Adolescentes na Bahia

moc

Posted: May 23, 2019 in ação social, capacitação

por  sendgrid.net
ter, 21 de mai 18:03 (há 2 dias)Nº 630: 21 de maio de 2019:  Feira de Santana-BA
NOTA DE PESAR
FALECIMENTO DE ILDES FERREIRA
É com todo pesar que vimos trazer a triste notícia do falecimento de nosso querido amigo Ildes Ferreira, 70 anos, natural do município de Valente (BA), foi sociólogo e militante dos Movimentos Sociais e Populares de Feira de Santana e região. Ildes Ferreira junto a equipe do MOC , registro em maio de 2005    No Movimento de Organização Comunitária (MOC), colaborou desde 1974 atuando, junto com  Albertino Carneiro, como técnico de desenvolvimento comunitário na construção das Associações de Pequenos Agricultores do Estado da Bahia (APAEB’s) nos municípios de Feira de Santana, Ichu, Serrinha, Araci e Valente. Contribuiu nos projetos e programas do MOC, a exemplo do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI); Formação política e organizativa da sociedade civil e na década de 80 foi Secretário Executivo do MOC. Uma pessoa de grande importância na construção do MOC em seus mais de cinquenta anos de atuação. Teve sua contribuição na fundação do Centro de Apoio aos Pequenos Empreendimentos (CEAP) além de promover inúmeras formações pelo DISOP Brasil. Atualmente ocupava o cargo como Secretário de Desenvolvimento Social em Feira de Santana. Também foi secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (SECTI), de janeiro de 2007 a agosto de 2009, durante o Governo de Jaques Wagner. Era professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), formado em sociologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA, 1977), possuía doutorado em Desenvolvimento Urbano e Regional e Mestrado Profissional Territorial.
Leia matéria completa no site do MOC.
 SEMINÁRIO
MOC participa de Seminário Nacional sobre Redes de Agroecologia
Acontece entre os dias 20, 21 e 22 de maio, em Brasília, o Seminário Nacional sobre Redes de Agroecologia para o Desenvolvimento dos Territórios: Aprendizados do Programa Ecoforte, organizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), em parceria com a Fundação Banco do Brasil, BNDES e Fundo Amazônia. Estão presentes organizações como o Movimento de Organização Comunitária (MOC) e Redes de todas as regiões do país. O evento tem como principal objetivo de fazer um resgate histórico sobre o Ecoforte, suas contribuições e desafios, bem como refletir sobre os novos projetos que iniciam no Programa em 2019. A programação conta com apresentação das novas redes que estão iniciando projetos, no âmbito do segundo Edital Redes Ecoforte, apresentação dos resultados gerais das Sistematizações das Redes de Agroecologia apoiadas pelo programa, carrosséis sobre os resultados, debates, plenárias e entre outras atividades. A Coordenadora Geral do MOC, Célia Firmo, apresentou sobre a Rede de Produtoras da Bahia, que receberá o apoio do Projeto Ecoforte. O Ecoforte visa o fortalecimento e a ampliação das redes, cooperativas e organizações socioprodutivas e econômicas de agroecologia, extrativismo e produção orgânica. O Programa é fruto de diálogo e articulação com órgãos do governo e movimentos sociais do campo, valorizando conhecimentos tradicionais e as diversas tecnologias sociais que viabilizam a agricultura de base agroecológica em comunidades rurais.
JUVENTUDES
MOC participou do
Durante os dias 15 e 16 de maio, aconteceu em Feira de Santana, um Encontro Interterritorial de Juventudes, reunindo jovens acompanhados/as pelo MOC, SASOP e EFASE na parceria com TdH Suisse, que visa apoiar uma ação consorciada dessas entidades para fortalecer a luta do protagonismo juvenil, através de um projeto social feito pela/com as Juventudes Rurais. A atividade contou com a mediação de Alexandre Merrem e com a participação de equipes técnicas das instituições. Essa primeira etapa, faz parte do processo de formação e preparação para a construção desse projeto e teve como objetivo “capacitar as Juventudes dos territórios de atuação do Consórcio a fim de conhecer a realidade em que vivem, por meio das vivências do método Diagnóstico Rural Participativo (DRP), para utilizarem nos territórios. Foram dois dias intensos e produtivos, de muitos saberes, alegrias e experiências compartilhadas e somadas na bagagem de cada um/uma, em especial uma série de ferramentas metodológicas fantásticas (mapa diário, registros fotográficos e vídeos, mapa falado, matriz de hierarquização, mapa da realidadeXsonhos, entre outras), para iniciar o primeiro passo no retorno para os municípios/comunidades, nas quais realizaram os diagnósticos. Processos que serão apresentados na segunda etapa de formação em Julho deste ano.
ENCONTRO
MOC participa do I Encontro de Educação do Campo
O Movimento de Organização Comunitária (MOC), diante da sua visão busca ser referência em suas áreas temáticas de atuação. Diante disso são muitos os frutos colhidos em 52 anos de existência. Um deles tem sido o trabalho realizado através da Educação do Campo Contextualizada. No MOC, o Programa de Educação do Campo Contextualizada (PECONTE), há mais de 20 anos, desenvolve ações em que os sujeitos tenham acesso aos direitos à educação contextualizada. Nessa perspectiva, colher os frutos plantados nesse período é compreender que a ação ligada a educação do campo persiste, dia após dia, diante de suas práticas que busca unir escola e comunidade, saber e necessidade, conhecimento e desenvolvimento para provocar mudanças na realidade. Experiências fortemente encontradas nos mais diversos lugares do Território do Sisal da Bahia. Mas, em meio a tantas experiências e conquistas há uma grande necessidade se discutir e fortalecer ainda mais a Educação do Campo. Nesse intuito o Instituto Federal Baiano de Serrinha, promoveu o Primeiro Encontro de Educação do Campo, desenvolvendo a temática “Tecendo Fios da Educação do Campo no Território do Sisal”, que aconteceu no campus de Serrinha, dia 16 de maio de 2019. Momento importante para o MOC em ver a força da educação do Campo sendo debatida e fortalecida nos espaços de Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia – IF Baiano.
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AGENDE-SE
21 a 24/05 – Realização 2º Módulo do Projeto Mulheres das Águas e Finalização do Diagnóstico Rural Participativo – Araci;
30 e 31/05- Encontro das comissões de água – Projeto 2ª Água – Serrinha;