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Posted: October 26, 2016 in sei_estudos e estatísticas

Taxa de desemprego praticamente estável na RMS em setembro de 2016
As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela SEI, em parceria com Dieese, Setre e Seade, mostram que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador passou de 25,7% para 25,5% da População Economicamente Ativa (PEA), entre agosto e setembro de 2016. Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto passou de 18,2% para 18,0%, e a de desemprego oculto permaneceu estável em 7,5%.
O contingente de desempregados foi estimado em 493 mil pessoas, sem alteração em relação ao mês anterior. Este resultado decorreu do crescimento da PEA (aumento de 13 mil pessoas) em número idêntico ao acréscimo da ocupação (mais 13 mil postos de trabalho). A taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – cresceu ligeiramente de 58,0% para 58,3%, no mês em análise.
No mês de setembro, o contingente de ocupados foi estimado em 1.439 mil pessoas. Segundo os setores de atividade econômica analisados, houve acréscimo na Indústria de transformação (6 mil ou 5,6%), no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (6 mil ou 2,1%) e naConstrução (4 mil ou 3,8%). O setor de Serviços ficou em relativa estabilidade (menos 4 mil postos de trabalho ou menos 0,4%).
Segundo a posição na ocupação, o contingente de trabalhadores assalariados elevou-se (25 mil pessoas ou 2,6%), resultado do acréscimo da ocupação no setor privado (23 mil ou 2,8%) e no setor público (2 mil ou 1,4%). No setor privado, aumentou o número de postos com carteira de trabalho assinada (17 mil ou 2,4%) e o de sem carteira assinada (6 mil ou 6,5%). Houve declínio no contingente do agregado outras posições ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (-11 mil ou -13,1%) e no de empregados doméstico (-2 mil ou -1,7%), enquanto permaneceu relativamente estável o número de trabalhadores autônomos (mais 1 mil ou mais 0,4%).
Entre julho e agosto de 2016, o rendimento médio real aumentou ligeiramente para os ocupados (0,6%) e ficou relativamente estável para os assalariados (-0,1%). Os valores monetários passaram a equivaler a R$ 1.346 e R$ 1.427, respectivamente.
A massa de rendimento real elevou-se entre os ocupados (2,1%) e entre os assalariados (1,6%). Para os ocupados, o resultado positivo decorreu do acréscimo do nível de ocupação e, em menor proporção, do rendimento médio real. Para os assalariados, foi resultado do aumento da ocupação, já que o nível de salário real praticamente não variou.
Comportamento em 12 meses – Entre os meses de setembro de 2015 e de 2016, a taxa de desemprego total na RMS aumentou, ao passar de 19,4% para 25,5% da PEA. Esse resultado deveu-se à elevação das taxas de desemprego aberto (de 14,2% para 18,0%) e oculto (de 5,2% para 7,5%).
O contingente de desempregados cresceu em 139 mil pessoas. Tal comportamento decorreu da redução do nível de ocupação (eliminação de 33 mil postos de trabalho) e do aumento da População Economicamente Ativa − PEA (acréscimo de 106 mil pessoas na força de trabalho da região). A taxa de participação aumentou de 56,1% para 58,3%.
Nos últimos 12 meses, o número de ocupados declinou 2,2%, ao passar de 1.472 mil para 1.439 mil pessoas. Setorialmente, registrou-se redução no contingente de ocupados nos Serviços (-20 mil ou -2,2%), na Construção (-17 mil ou -13,6%) e no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (-2 mil ou -0,7%). A Indústria de transformação pouco variou (1 mil ou 0,9%).
Segundo a posição na ocupação, nos últimos 12 meses, o emprego assalariado retraiu-se (-19 mil postos de trabalho ou -1,9%), devido, exclusivamente, à redução do assalariamento no setor privado (-25 mil ou -2,9%), já que o setor público apresentou acréscimo (8 mil ou 6,1%). No setor privado, declinou o número de assalariados com carteira de trabalho assinada (-15 mil ou -2,0%) e o de sem carteira assinada (-10 mil ou -9,2%). Reduziu-se o contingente de trabalhadores autônomos (-14 mil ou -4,9%) e o de empregados domésticos (-2 mil ou – 1,7%), enquanto elevou-se o de trabalhadores no grupo outras posições ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (2 mil ou 2,8%).
Entre agosto de 2015 e de 2016, o rendimento médio real declinou para os ocupados (-3,3%) e para os assalariados (-4,1%).
Nesse período, houve retração nas massas de rendimentos reais dos ocupados (-6,6%) e dos assalariados (-8,5%). Em ambos os casos, devido a reduções equivalentes do nível de ocupação e do rendimento médio real.
ASCOM – SEI.
3115-4729

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