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Posted: September 29, 2016 in emprego, sei_estudos e estatísticas

SEI divulga panorama do mercado de trabalho formal da Bahia de 2005 a 2015
Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) revelam que a Bahia encerrou o ano de 2015 com 2.312.404 empregos formais – um recuo de 2,5% em relação ao total de 2014, que foi de 2.372.583 vínculos. No intervalo de 2005 a 2015, em relação ao contabilizado no ano imediatamente anterior, esta foi a segunda variação anual negativa no estado – a outra foi em 2012, quando o estoque diminuiu 0,4%. Na comparação com o número de vínculos formais existente ao final de 2005, no entanto, o estoque de 2015 indica um acréscimo de 44,8%, o que representa 715.414 empregados a mais que o apurado em 2005, quando foi de 1.596.990. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Sociais e Econômicos da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan).
Entre os estados nordestinos, a Bahia foi o que exibiu a maior ampliação, em termos absolutos, no nível de emprego formal no período entre 2005 e 2015 – correspondente, no caso, a quase um quarto do total de postos de trabalho formais surgidos na região Nordeste no intervalo considerado, de 3.090.689 vínculos (Tabela 1).
Tabela 1: Estoque de empregos em dezembro – Estados do Nordeste – 2005 a 2015Exibindo
Fonte: Ministério do Trabalho – RAIS
Nota: Dados sistematizados pela SEI/Dipeq/Copes, 2016.
O número de estabelecimentos declarantes tem aumentado ano a ano na Bahia desde 2005. Em 2015, o montante alcançou 190.049 estabelecimentos com e sem vínculos empregatícios – incremento de 1,0% e de 56,5% em relação aos totais de 2014 e 2005, respectivamente. No que diz respeito ao tamanho, os de menor porte foram os que mais se proliferaram de 2005 a 2015. Os estabelecimentos de 1 a 4, de 5 a 9 e de 10 a 19 empregados, juntos, foram responsáveis por 82,8% do total de estabelecimentos surgido no intervalo. O maior destaque ficou por conta daqueles de 1 a 4 vínculos, com elevação de 38.208 estabelecimentos no período.
Em âmbito setorial, na Bahia, todos os oito setores de atividade econômica expandiram o nível de emprego formal de 2005 a 2015. As atividades de Serviços (+289.629 postos), Comércio (+187.896 postos) e Administração Pública (+93.017 postos) foram as de maior variação absoluta. Em termos de participação relativa no estoque de empregos, os setores de Serviços (cuja participação passou de 30,5% para 33,6%), Comércio (de 16,9% para 19,8%) e Construção Civil (de 4,6% para 5,8%) aumentaram seu peso no período, enquanto Administração Pública (de 31,6% para 25,8%) e Agropecuária (de 5,3% para 3,9%) exibiram decréscimos – os demais não revelaram variação relevante. Nesse ínterim, a Administração Pública deixou de ser o setor de maior participação relativa no mercado de trabalho formal baiano, cedendo o espaço para Serviços – fato constatado a partir de 2010.Exibindo
Fonte: Ministério do Trabalho – RAIS
Nota: Dados sistematizados pela SEI/Dipeq/Copes, 2016.
Considerando o recorte por sexo, o nível de emprego formal cresceu tanto para os homens quanto para as mulheres na Bahia no período de 2005 a 2015 – apesar da redução observada entre 2014 e 2015. No período tratado, o número de empregos formais ocupados pelo sexo masculino passou de 924.496 para 1.302.798 – uma variação de 378.302 postos formais (ou +40,9%); e o total de empregos ocupados pelas mulheres variou de 672.494 para 1.009.606 – um aumento de 337.112 postos (ou +50,1%). Assim, ainda que predominantemente ocupados por trabalhadores do sexo masculino, os empregos formais exibiram um aumento da participação feminina no período. Enquanto a participação masculina no mercado de trabalho formal diminuiu de 57,9% para 56,3%, a feminina aumentou de 42,1% para 43,7% – estreitando o hiato de participação entre os gêneros.
Na Bahia, de 2005 a 2015, a maior variação absoluta no número de empregados formais se deu na faixa de 25 a 39 anos, cujo contingente passou de 787.293 para 1.122.237 vínculos – uma expansão de 334.944 postos. Esse grupo etário, assim, manteve a maior participação relativa no estoque de empregos, não obstante o leve recuo de 49,3% para 48,5% no período. O estrato de 40 a 64 anos aumentou seu peso no contingente de empregos formais (de 34,3% para 38,1%), enquanto o de 18 a 24 anos revelou decréscimo (de 15,4% para 12,0%) – as demais faixas não revelaram variações tão relevantes em suas participações.
Os trabalhadores com ensino médio completo continuam sendo maioria no contingente de empregados formais na Bahia. De 2005 a 2015, o número de vínculos empregatícios deste conjunto de trabalhadores passou de 687.159 para 1.322.759, um aumento de 635.600 postos, a maior variação absoluta entre os graus de instrução – o que colaborou para que a participação relativa deste grupo saltasse de 43,0% para 57,2% no período. Também merece destaque, a ampliação da participação relativa daqueles que terminaram o nível superior, que passou de 13,2% para 16,8% nesse mesmo intervalo de tempo. No geral, trabalhadores com maior nível de instrução (ensino médio completo, superior incompleto e superior completo) tiveram aumento em sua participação relativa no mercado de trabalho formal baiano de 2005 a 2015, enquanto os de baixa escolaridade (sem instrução, ensino fundamental e ensino médio incompleto) apresentaram redução.
O rendimento médio real auferido pelos trabalhadores baianos em 2015 apresentou redução comparativamente ao de 2014, queda de 1,9% – passando de R$ 2.253,73 para R$ 2.210,72. Entretanto, em relação ao de 2005, de R$ 1.664,33 em termos reais, ocorreu um aumento de 32,8%. Esse comportamento foi observado em todos os estados nordestinos. O estado de Piauí foi o que exibiu o maior ganho real no período, 45,5%; e o de Sergipe, o menor, 24,6%. Na Bahia, embora os homens continuem ganhando mais que as mulheres, R$ 2.289,94 versus R$ 2.109,21, houve redução na diferença entre os rendimentos masculino e feminino nos últimos anos (Tabela 3). Enquanto o rendimento médio dos homens revelou um ganho real de 29,9% de 2005 a 2015, o das mulheres passou por uma elevação real de 37,9% nesse intervalo.Exibindo
Tabela 3: Rendimento médio real em 31/12, segundo o gênero – Bahia – 2005 a 2015
Fonte: Ministério do Trabalho – RAIS
Notas:
Dados sistematizados pela SEI/Dipeq/Copes, 2016.
Valores deflacionados pelo INPC em relação a dezembro de 2015.
A despeito de algumas perdas ocorridas comparativamente ao ano imediatamente anterior, o cenário do mercado de trabalho formal da Bahia, em 2015, segundo dados da RAIS, mostrou avanços significativos quando a análise é feita para um período mais amplo.
Quanto à variação do estoque de empregos formais dos municípios baianos, observa-se que Porto Seguro foi o que mais gerou empregos formais entre 2014 e 2015 (1.380 postos), seguido de Caetité, Canavieiras,  Itamaraju e Luís Eduardo Magalhães (814 postos – Tabela 4).
Tabela 4: Ranking municipal da variação do estoque de empregos formais. Bahia, 2014 – 2015.
Fonte: Ministério do Trabalho – RAIS
Nota:
Dados sistematizados pela SEI/Dipeq/Copes, 2016.
O município que mais eliminou postos de emprego formal na Bahia foi Salvador, com uma variação negativa de 47.611 vínculos. Também entre os que mais perderam empregos formais estão, em ordem: Camaçari, Maragogipe, Juazeiro e Feira de Santana (-1.640 postos).
As tabelas podem ser encontradas através deste link.
ASCOM – 3115-4729Mala Direta da SEI.

passeio no cristo_farol, by alf

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