‘dois pesos: eleitoral __

Posted: July 27, 2016 in AgATarde, eleições, politica e debates_

Levi Vasconcelos
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Sáb, 23/07/2016 às 00:00 | Atualizado em: 23/07/2016 às 11:26

Caixa-dois sempre esteve no marketing político

tempopresente@grupoatarde.com.br
– João Santana, o Patinhas, disse ao juiz Sérgio Moro aquilo que Deus e o mundo no marketing político sabem: 98% das campanhas no Brasil sempre foram pagas por caixa-dois:
– Não era uma opção minha, era uma prática, não só no PT, mas em todos os partidos.
Não só na música, ou na axé music, a Bahia também sempre foi celeiro de talentos também no marketing político. No lastro de Duda Mendonça, o pioneiro (e Patinhas foi pupilo dele), muitos baianos fizeram campanhas no Brasil e no exterior, e todos se deram bem.
Ninguém nunca se importou se o caixa que lhe remunerava era 1, 2 ou 3. O que valia era a lógica primária de qualquer negócio: combinado o preço do serviço, que o contratante pagasse. Vezes davam calote também, é verdade. Mas a grande maioria pagava e bem. Nem no marketing nem em transação alguma do mercado alguém vai atrás do DNA do dinheiro.
O jogo sempre foi esse e ponto.
O ÚnicoPatinhas disse também que todos jogaram esse jogo e só ele paga o pato. Disse que, numa apuração a rigor, a fila sairia de Curitiba a Manaus. ‘Dá até para fotografar de satélite’.
Inocentes nesse jogo só tem os políticos, como todos se dizem. Você acredita?
Pegando a Emasa
Rui Costa anunciou ontem em Itabuna que a Embasa vai assumir a Emasa, a empresa municipal de água e esgoto, pivô de grande escândalo no momento em que a cidade passa por séria crise de abastecimento.
– Segunda-feira vou me reunir com o prefeito (Claudevane Leite) para bater o martelo.
Lá atrás, o governo já propôs assumir a Emasa e fazer uma PPP. Vane recusou. E agora paga caro pela crise.
“Se tivesse o mesmo rigor que está tendo comigo em relação a essas pessoas, teria uma fila que iria bater em Brasília, chegaria a Manaus. Poderia ser fotografada de satélite”
João Santana, o marqueteiro, ao juiz Sérgio Moro, a quem disse que 98% das campanhas são no caixa-dois e que assim também recebeu de Dilma.
“Não autorizei o pagamento de caixa-dois a ninguém”
Dilma, respondendo sobre o assunto.
Na porta errada
Às 5 horas da manhã de ontem, a PF bateu na porta do ex-prefeito de São Francisco do Conde Osmar Ramos, 89 anos completados no último dia 7. Um dos filhos o chamou:
– Papai, a PF quer falar com o senhor.
O velho acordou tremendo mais do que vara verde. Procuravam por Marluce, uma conhecida implicada na Operação Copérnico, que tinha dado um aviso para todas as correspondências serem enviadas para lá Foi um baita susto. Quase matam o velho.
Pânico total — Aliás, a Operação Copérnico teve efeito bombástico em Candeias, São Francisco do Conde e Madre de Deus.
No primeiro caso, o prefeito Sargento Francisco, ultradesgastado, já está afastado. No segundo, o prefeito Evandro Almeida (PP) é candidato, agora avariado. E, no terceiro, Jeferson Andrade já não vinha bem, ficou pior.
POUCAS & BOAS
A ativista negra norte-americana Deborah Small vai cumprir agenda na Bahia na próxima semana. Segunda, participa de uma mesa na Fundação Luís Eduardo Magalhães (9h), almoça na ladeira da Preguiça. Às 19h, conversa com o Movimento Negro em Alaíde do Feijão.
Formada em direito em Harvard, Deborah criou há dez anos o Break the Chains para alertar sobre o impacto da guerra às drogas na população negra. Na Bahia, está a convite da Iniciativa Negra por Uma Nova Política sobre Drogas.
Colaborou: Hilcélia Falcão
POLÍTICA COM VATAPÁ
Caixa-três
Um conhecido jornalista baiano, também marqueteiro, lá um dia foi fazer o marketing de um candidato a governador em algum ponto do Brasil.
Fim de campanha, belo trabalho, o pagante, favoritíssimo, chega ao hotel, em que ele e outros baianos arregimentados para a missão se hospedavam, uma belíssima loira, encanto geral.
O marqueteiro se encantou, os dois acabaram no quarto dela, namoraram.
Ele ainda apaixonado convidou-a:
– Meu bem, vamos lá no restaurante jantar. O ambiente lá é bom.
– Nada, querido. Aqui está tão bom…
Cedeu. Se achou o tal. De manhã cedo, hora de partir, ela puxou de baixo da cama uma rechonchuda mala, desceram.
No saguão, hora de pagamento, a distinta abriu a tal mala apinhada de dinheiro e começou a pagar um a um.
Caiu a ficha. Ela não quis sair do quarto por causa da mala, mas não perdeu a pose:
– Todo mundo recebeu do caixa-dois, mas eu também ganhei o caixa-três.

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