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Posted: May 25, 2016 in economia e negócios, sei_estudos e estatísticas

Aumenta taxa de desemprego na RMS em abril
As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela SEI , em parceria com Dieese, Setre e Seade, mostram que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador cresceu em abril de 2016, passando de 21,3%, em março, para 23,4% da População Economicamente Ativa (PEA). Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto aumentou de 15,2% para 16,7%, e a de desemprego oculto de 6,1% para 6,6%.
O contingente de desempregados foi estimado em 439 mil pessoas, 44 mil a mais do que no mês anterior. Este resultado decorreu da redução no nível de ocupação (18 mil postos de trabalho) concomitante ao crescimento da PEA (26 mil). A taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – cresceu de 56,4% para 57,1%, entre março e abril.
No mês de abril, o contingente de ocupados reduziu-se em 1,2%, ficando estimado em 1.439 mil pessoas. Segundo os setores de atividade econômica analisados, houve decréscimo nos setores de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (10 mil ou 3,6%) e na Construção (8 mil ou 6,6%). A Indústria de transformação ficou relativamente estável (menos 1 mil pessoas ou menos 0,9%) e o setor de Serviços manteve o mesmo nível de ocupação.
Segundo a posição na ocupação, o contingente de trabalhadores assalariados reduziu (12 mil ou 1,2%) em decorrência do declínio da ocupação no setor privado (12 mil ou 1,4%), já que a ocupação no setor público ficou estável. No setor privado, registrou-se declínio entre os trabalhadores com carteira assinada (24 mil ou 3,1%) e crescimento entre aqueles sem carteira assinada (12 mil ou 12,9%). Houve, ainda, acréscimo no contingente de empregados domésticos (6 mil ou 5,2%), redução no contingente de trabalhadores autônomos (11 mil ou 4,1%) e relativa estabilidade no agregado outras posições ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (1 mil ou 1,4%).
Entre fevereiro e março de 2016, o rendimento médio real diminuiu para os ocupados (2,2%) e para os assalariados (2,7%). Os valores monetários equivaleram a R$ 1.263 e R$ 1.333, respectivamente.
A massa de rendimento real reduziu tanto para os ocupados (4,2%) quanto para os assalariados (5,5%). Em ambos os casos, o resultado derivou de declínios similares no nível de ocupação e no rendimento médio real.
Comportamento em 12 meses – Entre os meses de abril de 2015 e de 2016, a taxa de desemprego total na RMS aumentou, ao passar de 17,5% para 23,4% da PEA. Esse resultado deveu-se à elevação das taxas de desemprego aberto e oculto, que passaram de 12,9% para 16,7% e de 4,6% para 6,6%, respectivamente.
O contingente de desempregados cresceu em 120 mil pessoas. Tal comportamento foi motivado pela redução do nível de ocupação (eliminação de 67 mil postos de trabalho) e pelo aumento da População Economicamente Ativa − PEA (acréscimo de 53 mil pessoas). A taxa de participação aumentou de 56,5% para 57,1%. 9. O número de ocupados declinou 4,4%, ao passar de 1.506 mil pessoas para 1.439 mil. Setorialmente, registrou-se redução do contingente de ocupados em todos os setores de atividade analisados, a saber: na Indústria de transformação (23 mil ou 17,6%), no setor de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (17 mil ou 6,0%), na Construção (16 mil ou 12,3%) e nos Serviços (11 mil ou 1,2%).
Segundo a posição na ocupação, nos últimos 12 meses, o emprego assalariado retraiu-se (48 mil ou 4,6%) devido à redução do assalariamento no setor público (27 mil ou 17,8%) e no setor privado (19 mil ou 2,1%). No setor privado, decresceu o número de assalariados com carteira de trabalho assinada (23 mil ou 2,9%) e cresceu o de sem carteira assinada (4 mil ou 4,0%). Além disso, houve declínio no contingente de trabalhadores autônomos (23 mil ou 8,2%), relativa estabilidade no agregado outras posições ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (menos 1 mil ou menos 1,4%) e acréscimo entre os empregados domésticos (5 mil ou 4,3%).
Entre março de 2015 e de 2016, tanto o rendimento médio real dos ocupados quanto o dos assalariados reduziu-se em 11,5%.
Nesse período, houve retração na massa de rendimentos reais dos ocupados (15,5%) e dos assalariados (16,8%). Em ambos os casos, devido aos decréscimos do rendimento médio real e, em menor proporção, do nível de ocupação.

Júbilo, Keith Mallet

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