varejo: sei __

Posted: April 13, 2016 in sei_estudos e estatísticas

Em fevereiro, o comércio varejista baiano registrou queda de 9,5% em relação a igual mês do ano passado. A retração nos negócios se mantém, mas em ritmo arrefecido. A variação apresentada pelo estado seguiu a mesma tendência do varejo nacional que registrou, na mesma base de comparação, a taxa negativa de 4,2%. Na análise sazonal, o comércio varejista na Bahia se manteve estável com tendência de queda (-0,1%). Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional, e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.
A redução das vendas na Bahia ocorre em um cenário de comprometimento da atividade econômica. As condições financeiras mais rígidas dadas as altas taxas de juros, inflação elevada, restrição ao crédito, associado à retração no mercado de trabalho continuam influenciando o comportamento do setor nos últimos meses.
Por atividade, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a fevereiro de 2015, revelam que sete dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento negativo. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-19,2%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-16,1%); Tecidos, vestuário e calçados (-11,0%); Combustíveis e lubrificantes (-10,4%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-9,0%); Móveis e eletrodomésticos (-7,7%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-3,4%). Por outro lado, registrou comportamento levemente positivo o segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,2%). No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que o de móveis registrou variação positiva de 3,5%, enquanto o de eletrodomésticos a variação foi negativa em 12,7%, e Hipermercados e supermercados que manteve o ritmo de queda do grupo com a taxa negativa de 5,4%.
Quanto aos segmentos que mais influenciaram o comportamento negativo das vendas na Bahia, têm-se: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; Combustíveis e lubrificante; Outros artigos de uso pessoal e doméstico.
Em fevereiro, a atividade de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista, foi responsável pela maior influência negativa na formação da taxa do varejo. A elevação dos preços no grupo de Alimentação no domicílio, somado ao menor poder de compra da população podem justificar esse comportamento.
O segmento de Combustíveis e lubrificantes exerceu, na Bahia, o segundo maior peso para a queda verificada nas vendas. Esse comportamento continua sendo atribuído a alguns fatores como a elevação dos preços dos combustíveis no acumulado dos últimos 12 meses acima da inflação média e ao menor ritmo da atividade econômica. Apesar de o segmento comercializar um produto em que o consumidor é pouco sensível à variação dos preços, esse comportamento revela que o consumidor está buscando utilizar o veículo de forma mais consciente.
O terceiro a contribuir negativamente para o comportamento das vendas na Bahia foi o segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico. Essa atividade foi influenciada pelo cenário de redução da massa real de rendimento, desemprego e as incertezas geradas por fatores não econômicos, mesmo englobando diversos segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos, etc., que comercializam produtos de menor valor agregado.
O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou, em fevereiro, decréscimo nas vendas de 7,2%, em relação a igual mês do ano anterior. Nos últimos 12 meses, a retração no volume de negócios foi de 10,0%.
O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou variação negativa de 1,4%, em relação a igual mês do ano anterior. Esse desempenho apesar de em menor ritmo, continua refletindo o crédito mais seletivo por parte das financeiras, além do comprometimento da renda familiar, diante da desaceleração do crescimento real da massa de salários. Em relação ao segmento Material de Construção, também se observa queda nas vendas no mês de fevereiro (5,0%), quando comparado ao mesmo mês do ano de 2015. Esse comportamento também continua sendo justificado pelo menor ritmo da atividade econômica, embora tenha registrado uma queda menos intensa.

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